
Mohamed Merah, o homem que matou vários soldados franceses e cidadãos judeus em Montauban e Toulouse, teria planeado um atentado na embaixada da Índia, em Paris. Desistiu por ser demasiado difícil.
Essa teria sido a indicação que recebeu quando esteve no Paquistão, em 2011, da parte dos talibãs que o orientaram nos atentados. Foi isso que, de acordo com o Le Monde (que cita documentos anexos ao processo judicial, para onde foram transcritas as conversas então gravadas), Merah disse aos negociadores que o questionaram aquando do cerco de 32 horas que se seguiu à perseguição, a 21 e 22 de Março.
O terrorista recebeu indicações para atingir a delegação diplomática indiana na capital francesa mas, deparando-se com as dificuldades na execução da tarefa, optou por outros alvos. A 15 de Março acabou por matar três soldados franceses em Montauban e, quatro dias depois, foi junto a uma escola judaica: três crianças e um adulto morreram. Às autoridades gaulesas mostrou-se desiludido. «Não matei o suficiente», terá então dito, de acordo com o jornal francês.
Desde 25 de Março que o irmão mais velho de Mohamed Merah está detido, isolado na prisão de Val de Marne, sendo investigado por eventual «cumplicidade em assassínio» e «associação criminosa ligada a organização terrorista».
SOL