O presidente norte-americano alertou hoje os opositores republicanos de que não vai permitir que o Congresso faça a economia «refém» de desentendimentos quanto ao limite máximo da dívida federal, como sucedeu no ano passado, informou a Casa Branca.
Barack Obama, em campanha para a reeleição a 06 de Novembro, recebeu hoje os chefes das duas câmaras do Congresso, incluindo o presidente da Câmara dos Representantes, o republicano John Boehner.
O presidente dos Estados Unidos não quer «reeditar a catástrofe do limite da dívida no ano passado», afirmou Jay Carney, porta-voz da Casa Branca, em conferência de imprensa.
«Simplesmente não é aceitável fazer as economias americana e mundial reféns» de um impasse político desta natureza, acrescentou o responsável.
O gabinete de Boehner, por seu lado, disse que o presidente da Câmara dos Representantes tinha dito a Obama que «não vai permitir um aumento do limite da dívida sem que alguma coisa de séria seja feita contra o endividamento».
Desde que os republicanos assumiram o controlo da Câmara, no início de 2011, Obama e Boehner têm mantido posições opostas quanto à forma de reduzir os défices: o presidente democrata quer tributar mais os rendimentos maiores, mas o republicano insiste em cortes orçamentais, em particular nos programas sociais.
Esta diferença de opiniões gerou crises que quase levaram a bloqueios das operações federais, por falta de fundos, e a uma ameaça de incumprimento da dívida pelos Estados Unidos, em Agosto de 2011.
Apenas um acordo ao último minuto para aumentar o limite máximo da dívida impediu Washington de perder o 'rating' AAA atribuído pela agência de notação financeira Standard and Poor's.
Lusa/SOL