
O economista Nouriel Roubini disse hoje que «haverá muitos motores da economia global, não só os Estados Unidos, o Japão ou a Europa», estando entre eles países como o Cazaquistão.
O professor da Universidade de Nova Iorque, mais conhecido por «doutor calamidade» por ter sido um dos primeiros a prever a crise financeira nos Estados Unidos, considera que, para se transformarem em motores da economia mundial, os países emergentes têm de adoptar as reformas estruturais necessárias e incentivar o peso do sector privado.
Se isso acontecer, o futuro desses países «será muito longo», tal como a sua influência no contexto económico mundial, afirmou o economista, salvaguardando que estes países precisam de uma classe trabalhadora com qualificações e com capacidade competitiva.
Nouriel Roubini falava no Fórum Económico de Astana, capital do Cazaquistão, numa das salas do Palácio da Independência, onde decorre um colóquio aberto sobre as perspectivas de uma economia global.
Relativamente à crise de dívida da Zona Euro, Roubini referiu que os países do Sul da Europa «têm muita dívida pública, muita [dívida] privada e pouca competitividade».
Lusa/SOL