O primeiro-ministro italiano, Mario Monti, garantiu na quarta-feira que a maioria dos países da União Europeia (UE) apoiam a emissão de títulos de dívida europeus, ainda que haja Estados reticentes, sobretudo no norte do velho continente.
«Praticamente todos (os países) expressaram uma opinião, a maioria a favor», afirmou Mario Monti, numa conferência de imprensa no final da cimeira informal de líderes europeus, ainda que reconhecendo que se trata de uma questão que necessita de uma «preparação lenta e trabalhosa».
O tema, apontou, «está claramente sobre a mesa, há consenso entre países que são da Zona euro e outros que não, como o Reino Unido», sublinhou o chefe de governo italiano, que se mostrou optimista ao afirmar que o debate avança, ainda que de uma forma lenta.
Itália tem sido um dos países que se alinhou com o novo Presidente francês, François Hollande, no seu apoio à emissão de «eurobonds», apesar da oposição da Alemanha.
Monti assegurou que durante o encontro de quarta-feira, encontrou «grandes paralelismos» com o líder francês, que também defende mudanças nas políticas económicas europeias para que a tónica seja colocada no crescimento em detrimento da austeridade.
Por outro lado, o primeiro-ministro italiano defendeu a adopção de estratégias de investimento tanto a nível europeu como a nível nacional e considerou que a pouco e pouco o debate comunitário se está a inclinar para esta opção.
Perante as objecções dos países do norte do continente europeu, defensores da austeridade como resposta à crise, Monti alertou para o risco de contágio entre os países mais afectados e outros Estados-membros.
Neste âmbito, o primeiro-ministro defendeu a colocação em marcha de um pacote de crescimento europeu que ajude a que se valorize melhor os países que «estão no bom caminho», mas que se vêem afectados pelas tensões de outros parceiros.
Lusa/SOL