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Conselho de Segurança da ONU condena governo sírio pelo massacre de Houla

28 de Maio, 2012
O Conselho de Segurança das Organização das Nações Unidas (ONU) condenou ontem o governo sírio pelo massacre de sexta-feira, em Houla, do qual resultou a morte de 108 civis e 300 feridos.

A declaração aprovada pelo conselho de 15 países, incluindo a Rússia, aliada da Síria, diz que os ataques envolverem uma série de artilharia governamental, numa zona residencial, e volta a exigir ao presidente Bashar al-Assad a retirada de armamento pesado das cidades sírias.

O chefe dos capacetes azuis da Organização das Nações Unidas (ONU) na Síria, o norueguês Robert Mood, disse ontem ao Conselho de Segurança que o massacre em Houla, na sexta-feira, resultou em 108 mortos e 300 feridos.

Os observadores militares e civis da missão de supervisão da ONU na Síria tinham revelado, no sábado, a existência de 92 mortos, entre os quais 32 crianças.

Antes do encontro do Conselho de Segurança, fontes diplomáticas russas declararam que apenas se poderá tomar decisões após se determinar se as autoridades sírias são ou não responsáveis pelo atentado.

Kofi Annan vai começar a avaliar, pela segunda vez, na segunda-feira, a aplicação do acordo assinado há mais de um mês e que determinava o cessar-fogo a partir de 12 de Abril, mas que nunca foi cumprido.

O enviado especial da ONU deverá reunir-se com Bashar al-Assad e com membros da oposição na Síria.

Mais de 13.000 pessoas, na sua maioria civis, foram mortas na Síria desde o início da revolta contra o regime de Bashar al-Assad, em Março de 2011, indicou ontem o Observatório Sírio dos Direitos Humanos.

Pelo menos 9.183 civis, 3.072 membros das forças de segurança e 749 desertores morreram vítimas da repressão, dos combates e dos atentados dos últimos 14 meses.

Desde 12 de Abril, quando entrou em vigor o cessar-fogo negociado pela ONU que nunca foi respeitado, pelo menos 1.881 pessoas, 1.260 delas civis, morreram em consequência da violência.

O Observatório considera civis todos os sírios que não pertencem às forças militares, incluindo os membros das milícias que combatem o governo.

«Os membros do Conselho de Segurança reiteram que toda a violência deve cessar. Os responsáveis por actos de violência devem ser condenados», diz um comunicado daquele órgão da ONU.

O embaixador britânico nas Nações Unidas, Mark Lyall-Grant, disse aos jornalistas que «nos próximos dois dias o Conselho de Segurança continuará a reunir-se para discutir com mais detalhe os passos que devem ser dados».

Lusa/SOL




5 Comentários
sinadelis
29.08.2012 - 00:59
Os terroristas são do FSA.

Serão mortos.

Assad a matar os terroristas que destabilizam a Síria.

Vencemos!
Ahamed
29.05.2012 - 14:50
Este Al Assad é o Satã em pessoa ,repugna-me a atitude especialmente de Rússia e da China com a sua complacência com este regime ,todos devem reflectir nestas atitudes ,e os países que apoiam este déspota criminoso devem ser repudiados!.
mirodri
28.05.2012 - 12:51
Já comaçavam a mandar umas bombas para o governo russo
mirodri
28.05.2012 - 12:50
já começavam a mandar umas bombas para cima do governo sirio.
pedrox
28.05.2012 - 10:44
Ontem foi feito mais um hediondo massacre pelo regime Sírio .108 pessoas mortas 35 eram crianças ,,China e Rússia que terão a dizer sobre mais um massacre do seu protegido ??? bem os Russos disseram que esperam uma investigação da ONU par fazer uma declaração!Mas este regime já faz massacres há mais de um ano ,estão a espera de que que?Isto envergonhas toda a Humanidade ,tanta complacência por um regime criminosos !!!!


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