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Juncker diz que exclusão da Grécia não faz parte das suas 'hipóteses de trabalho'

29 de Julho, 2012
O presidente do Eurogrupo afirmou numa entrevista ao Süddeutsche Zeitung a publicar na segunda-feira que uma saída da Grécia da zona euro não faz parte das suas «hipóteses de trabalho», porque iria ter «enormes consequências negativas».

«Uma saída da Grécia da zona euro não faz parte das minhas hipóteses de trabalho (...). Uma exclusão deste país não iria resolver os problemas da zona euro. Pelo contrário. A reputação dos países membros seria fortemente afectada em todo o mundo, irá ter enormes consequências negativas», afirmou Jean-Claude Juncker ao diário alemão, citado pela AFP.

O presidente do Eurogrupo lembrou, em todo o caso, que Atenas deverá salvar-se a ela própria.

«Não quero minimizar os problemas criados pela Grécia. A Grécia ainda está sujeita à obrigação de apresentar resultados concretos», acrescentou.

Juncker criticou os que banalizam esta ideia, como o ministro alemão da Economia, Philip Rösler - ainda que não se tenha referido expressamente ao governante -, que considerou há uma semana que o cenário de «uma saída da Grécia da zona euro deixou há muito tempo de ser um horror».

«Os que pensam resolver desta forma os problemas da zona euro, excluindo ou deixando cair a Grécia, não identificaram bem as razões da crise», considerou Juncker.

«Não deveríamos usar essa hipótese apenas para servir um discurso político interno pequeno e mesquinho», acrescentou ainda o líder dos ministros das Finanças da zona euro.

Juncker referiu-se ainda às declarações do presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, da chanceler alemã, Angela Merkel, do presidente francês, François Hollande, e do primeiro-ministro italiano, Mario Monti, que garantiram todos esta semana estarem dispostos a tudo fazer para preservar a estabilidade na zona euro.

«A zona euro chegou a um ponto em que devemos fazer compreender, por todos os meios possíveis, que estamos firmemente decididos a garantir a estabilidade da união monetária», explicou.

«Ninguém deve duvidar da vontade das forças implicadas em demonstrarem a sua determinação», conclui.

Lusa/SOL




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