O economista-chefe do Banco Central Europeu, Peter Praet, defendeu que a Bélgica deve acelerar as reformas, em particular do mercado de trabalho e da administração pública, porque já não tem mais margem, foi hoje anunciado.
Numa entrevista ao jornal flamengo De Standaard, Peter Praet, belga, afirmou que «não há mais margem possível para a Bélgica» e defendeu que é necessário acelerar as reformas no país e resolver agora os problemas que se arrastam há anos.
«A administração pública na Bélgica deve ser mais eficaz e o mercado de trabalho mais flexível», sublinhou o economista.
Na opinião de Praet, que substituiu no cargo do Banco Central Europeu (BCE) o alemão Jurgen Stark em Janeiro último, países como a Itália, França e Bélgica perderam uma década com a crise para pôr em ordem as suas finanças.
Em relação à Bélgica, o responsável do BCE defendeu que apesar da Bélgica se estar a adaptar relativamente bem às circunstâncias continua a ser vulnerável.
Esta semana, o instituto nacional de estatística da Bélgica informou que o Produto Interno Bruto (PIB) do país se contraiu no segundo trimestre e registou a primeira quebra desde que superou a recessão em 2009.
Entre Abril e Junho, a actividade económica contraiu-se 0,6 por cento em comparação com o trimestre anterior, enquanto em termos homólogos com 2011 registou uma diminuição de 0,4 por cento.
Os dados da Bélgica confirmam a tendência negativa que se está a generalizar na zona euro, onde outros países como Espanha e França anunciaram já contracções das respectivas economias.
Lusa/SOL