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Hollande comemora 100 dias no Eliseu com popularidade beliscada

20 de Agosto, 2012
François Hollande cumpre 100 dias na Presidência francesa, numa altura em que a sua popularidade começa a ser beliscada por dúvidas na opinião pública sobre a sua capacidade de enfrentar a crise em França e na Europa.

O socialista foi eleito Presidente da República no dia 06 de Maio deste ano, com 51,62 por cento dos votos, contra os 48,38 por cento do candidato da direita, Nicolas Sarkozy. Tomou posse a 15 de Maio.

Três meses depois de ter chegado ao Eliseu, François Hollande, o candidato da «mudança» - o mesmo que prometeu ser um ‘Presidente normal’ – virou a página da presidência de Nicolas Sarkozy, marcando uma diferença de estilo, e revogou medidas emblemáticas do Governo do seu antecessor, como a ‘TVA social’ (imposto sobre o consumo de bens importados de países fora da União Europeia) ou o aumento da idade da reforma (que desceu dos 62 para os 60 anos para os trabalhadores com mais tempo de descontos).

Hollande cumpriu ainda, e com rapidez, simbólicas promessas de campanha: reduziu em 30 por cento o seu salário, bem como o dos membros do Governo; aumentou o salário mínimo e algumas prestações sociais; limitou os salários dos gestores de empresas públicas; anunciou que, a partir de 2013, os casais homossexuais vão poder casar-se e adoptar crianças.

Contudo – e embora mantenha a sua popularidade nos 55 por cento, segundo os últimos números publicados, na semana passada, pelo instituto de sondagens TNS Sofres –, um estudo de opinião do instituto Ifop publicado no sábado pelo diário conservador ‘Le Figaro’ mostra que 54 por cento dos inquiridos estão descontentes com o trabalho do Presidente nos últimos três meses.

A juntar a isto, o mesmo estudo mostra que 60 por cento dos franceses não têm confiança em Hollande e no seu Governo para encontrar soluções para a crise da zona euro. Quase 70 por cento dos inquiridos consideram-no incapaz de reduzir a dívida e o défice público, e de lutar contra a desindustrialização do país.

O chefe de Estado francês - que celebrou no domingo o seu 58.º aniversário, no Forte de Brégançon, a residência oficial de férias do Presidente, na Côte d’Azur, no sul de França - deverá regressar a Paris no fim da semana para preparar o primeiro Conselho de Ministros depois da pausa de verão, a 22 de Agosto.

O Presidente e o Governo deverão agora ocupar-se das contas para 2013, e as perspectivas não são as melhores: a economia francesa está estagnada e o Banco de França estima que o país entre em recessão no Outono.

O Governo francês teve que rever em baixa, no início de Julho, as suas previsões de crescimento económico, tanto para este ano (espera um crescimento de 0,3 por cento, contra os 0,4 por cento anteriormente estimados), como para o próximo (1,2 por cento, contra os inicialmente estimados 1,7 por cento).

Se as estimativas do Banco de França se confirmarem, o Governo terá que voltar a rever estes dados. Isto implicará, por certo, novas medidas de ajustamento económico e financeiro, e, eventualmente, desafiará algumas promessas eleitorais do candidato, que foi eleito sob a bandeira da criação de empregos e do crescimento económico, contra a austeridade.

François Hollande cumpre 100 dias no Eliseu a 23 de Agosto também numa altura em que a oposição à direita se reaviva, com críticas cada vez mais directas à sua acção no conflito sírio: na semana passada, o seu antecessor, Nicolas Sarkozy, fez declarações políticas pela primeira vez depois da derrota eleitoral de Maio, e na segunda-feira passada foi a vez de o ex-primeiro-ministro François Fillon criticar o Presidente.

Lusa/SOL




5 Comentários
vendap
20.08.2012 - 22:44
Ficou impopular ao apoiar a queda do Assad.
factos
20.08.2012 - 22:03
Sem duvida.

Se o outro só ladrava,este nem ladra nem morde,,
mirodri
20.08.2012 - 11:45
este tipo é um pateta demagogo e faz lembrar o seguro
plagacio
20.08.2012 - 11:30
Hollande também se deve deixar dessas macacadas de casamentos de maricas e muito menos, permitir que adoptem crianças.
plagacio
20.08.2012 - 11:28
Hollande deve propôr aos franceses a saída da união europeia, senão está lixado. A união europeia é um pântano. Dentro da união europeia ninguém consegue enfrentar problemas. O que todos querem é preservar os seus tachos!


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