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Perfil de Manuel Vicente

30 de Janeiro, 2012
Manuel Vicente, hoje nomeado ministro de Estado e da Coordenação Económica, é uma estrela em ascensão em Angola, após o sucesso granjeado como responsável da Sonangol e partir de agora dá os primeiros passos no mundo da política.

A trajectória de Manuel Vicente, que completa 56 anos no próximo dia 15 de Maio, coloca-o agora como principal coadjutor do Presidente José Eduardo dos Santos, na condução da política económica de Angola, país que, embora correndo os riscos de exposição à crise económica no espaço europeu, apresenta como referências as previsões do Banco Mundial e FMI quanto a um crescimento económico da ordem dos dois dígitos em 2012.

A confiança de José Eduardo dos Santos em Manuel Vicente foi correspondida por este em março de 2011, quando, citado pelo semanário angolano Novo Jornal, disse que até ao final desse ano deixaria a presidência do conselho de administração da Sonangol.

«Fui para o Bureau Político do MPLA [partido no poder em Angola], indicado por alguém e não posso defraudar quem lá me colocou», afirmou então.

Na revelação ao Novo Jornal, semanário editado em Luanda, Manuel Vicente disse ser altura de arrumar os papéis, fazer as contas e dar um novo rumo à sua vida. O 'homem forte' da petrolífera angolana entendeu na ocasião que «é preciso saber sair no momento certo e não ser obrigado a sair».

Todavia, a sua recondução na presidência do Conselho de Administração da Sonangol, a 12 de Dezembro passado, pareceu para alguns observadores que a sua tramitação do mundo empresarial para o da política não passava de uma miragem.

O futuro de Manuel Vicente vinha alimentando especulações sobre uma eventual colocação num dos dois primeiros lugares da lista de deputados que o MPLA vai apresentar nas eleições gerais de Setembro de 2012.

Manuel Vicente construiu o seu passado sempre nos petróleos, subindo a pulso no interior da Sonangol, tornando esta empresa de simples concessionária e distribuidora numa importante investidora, com ativos financeiros na Europa, Ásia e América, além de ter criado subsidiárias em alguns países africanos, sobretudo de língua portuguesa.

O seu anúncio em março abriu as portas aos rumores que o situavam como o preferido de José Eduardo dos Santos para lhe suceder.

Segundo a Constituição angolana, o número um da lista vencedora das eleições gerais torna-se automaticamente Presidente da República, pelo que em caso da demissão do número um ao cargo, o nome que se segue sobe à chefia do Estado.

Da passagem de Vicente pela Sonangol há também a reter o facto de ter transformado uma empresa petrolífera num conglomerado onde coexistem participações nos capitais sociais dos mais variados setores: dos combustíveis aos serviços, passando pela banca, seguros e transportes.

A importância da Sonangol cresceu durante a guerra civil em Angola, com a empresa a chamar a si a responsabilidade de garantir ao Estado angolano os meios financeiros que os mercados internacionais lhe negavam, dado o incumprimento acumulado de pagamento da dívida externa.

Este «estado dentro do Estado», que era a Sonangol chegou entretanto ao fim com a recente intervenção do Fundo Monetário Internacional, que exigiu que acabasse a possibilidade da petrolífera realizar despesas em nome do Estado, mantendo, temporariamente, apenas a capacidade de fazer face a dois tipos de despesas: serviço da dívida e subsídios ao preço dos combustíveis.

Manuel Vicente formou-se em Engenharia a Universidade Agostinho Neto, em Luanda, e antes de ser nomeado diretor-geral adjunto da Sonangol, em 1991, desempenhou, entre 1981 e 1987, as funções de chefe da unidade de energia da Sociedade Nacional de Estudos e Financiamento de Empreendimentos Ultramarinos.

Chegou à presidência da Sonangol em 1999.

Lusa/SOL




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