O comandante-geral da Polícia Nacional, Ambrósio de Lemos, revelou, recentemente, que Angola é o terceiro país do mundo com a maior taxa de sinistralidade rodoviária, atrás apenas da Serra Leoa e do Irão.
Ambrósio de Lemos reafirmou, então, os esforços da corporação para a redução dos acidentes de viação, mas reconheceu que isso não é suficiente para tirar Angola da lista dos países com maior sinistralidade rodoviária no mundo.
Entretanto, mais de 3 mil pessoas morreram e 10 mil ficaram feridas em mais de 20 mil acidentes de viação registados, este ano, até Novembro, nas estradas do país, anunciou, ontem, em Luanda, o porta-voz Direcção Nacional de Viação e Trânsito. O sub-inspector chefe Angelino Serrote referiu a condução sob efeito de álcool, excesso de velocidade, desrespeito pela sinalização de trânsito e avarias mecânicas, decorrentes da falta de manutenção das viaturas, como as principais causas dos acidentes registados.
Campanha de prevenção
A Direcção Nacional de Viação e Trânsito (DNVT) iniciou, na quarta-feira, uma campanha de prevenção, fiscalização e segurança rodoviária em todo o país. O porta-voz da DNVT disse, ontem, à Angop, que a campanha se prolonga até 5 de Janeiro e envolve um elevado número de efectivos, em relação aos utilizados nos dias normais, entre polícias de trânsito das 18 províncias, da Brigada Especial de Trânsito, bombeiros e técnicos de emergência médica. Durante a campanha, declarou, estão a ser passadas mensagens aos automobilistas e peões sobre os cuidados a ter no uso das vias, através de panfletos e spots publicitários na rádio, televisão e jornais.
Angop/Sol