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O caminho da facilidade

26 de Dezembro, 2011por José António Saraiva
Nos anos 60 havia muitos estudantes portugueses em Paris fugidos à guerra colonial.

Tinham pouco dinheiro, comiam habitualmente em cantinas universitárias e ‘subtraíam’ livros em livrarias do Boulevard Saint-Michel, como a Gibert ou a Joie de Lire.

Explicavam eles que esses actos eram legítimos e até ‘revolucionários’, pois os trabalhadores e os estudantes deviam atacar os capitalistas por todas as formas possíveis.

O roubo de livros fazia, assim, parte da luta global contra o capitalismo.

Uma noite, em conversa com o meu pai – que nessa altura também vivia exilado em Paris –, falei-lhe do assunto e ele respondeu:

– Essa justificação é puramente oportunista. Para todos os efeitos, trata-se de um roubo. E uma pessoa não deve roubar, não por causa dos outros, mas por respeito para consigo própria.

Nunca esqueci esta lição.

Se porventura estivesse tentado a ‘subtrair’ um livrito na Gibert ou na Joie de Lire, a tentação morreu ali.

RECORDEI esta história por causa das declarações de um tal deputado Pedro Nuno Santos, que afirmou estar-se «marimbando para a dívida» e adiantou que, se dissermos que não a pagamos, «as pernas dos banqueiros alemães até tremem».

Não me lembro de declarações tão lamentáveis por parte de um deputado.

É que o pagamento das dívidas do país não tem que ver com os outros – tem que ver com o nosso brio, a nossa honra e respeitabilidade.

Devemos querer pagar o que devemos por respeito para connosco.

Aliás, as afirmações desse deputado socialista, além de deploráveis do ponto de vista político, podem ser perigosas para o próprio: depois do que disse, algum banco aceitará emprestar-lhe dinheiro para comprar casa ou carro?

MAS quase tão grave como isto foi ver o líder parlamentar do PS, Carlos Zorrinho, sair em defesa do deputado, dizendo que «no essencial» ele tinha razão.

Percebemos, assim, que há um grupo no PS que defende esta ideia.

E que as declarações de Sócrates em Paris, sustentando que as dívidas soberanas não são para pagar, não foram um acto isolado, um deslize, antes correspondem a uma linha de pensamento que tem vindo a amadurecer no interior do PS.

E essa linha tem um objectivo óbvio: encostar António José Seguro à parede.

Sugerir que António José Seguro está refém da dívida, está refém da troika, está refém do Governo, sendo preciso alguém na liderança da oposição mais livre de compromissos, que bata o pé aos alemães, ataque sem medo a senhora Merkel e defenda que devemos dizer na cara aos banqueiros germânicos: «Não pagamos!».

É assim que também pensa Manuel Alegre – mostrando como seria perigoso ele ter sido eleito Presidente da República.

PERANTE esta pressão vinda do interior do seu partido, Seguro tem tentado fazer equilibrismo no arame.

Não é capaz de ir tão longe como o tal Pedro Santos – nem isso está na sua natureza – mas lá vai dizendo que o Governo não devia cortar os dois subsídios mas só um, que a meia hora de trabalho a mais não resolverá coisa nenhuma, etc., etc.

Por estas e por outras, escrevi que um Governo a três, como muitos comentadores defenderam (e alguns ainda defendem), seria uma desgraça para o país: seria a paralisia completa.

O líder do PS, fosse ele qual fosse, não quereria comprometer-se com uma única medida impopular.

Mesmo que haja fundadas dúvidas sobre a impopularidade das ‘medidas impopulares’...

NA VERDADE, uma sondagem divulgada no passado fim-de-semana mostrava que, apesar da austeridade, o PSD e o CDS não têm perdido eleitores – e o PS não os tem ganho.

Além disso, o primeiro-ministro, Passos Coelho, não perdeu pontos depois das últimas medidas anunciadas, e o líder socialista, António José Seguro, até caiu um pouco.

Isto parece ir ao encontro de uma frase que Sarsfield Cabral escreveu há anos e que não esqueci: «As políticas impopulares afinal são populares».

As pessoas sabem que vivemos tempos difíceis, e percebem que é preciso fazer alguma coisa.

Assim, desconfiam de quem lhes vem falar de facilidades, de quem pretende semear ilusões.

NESTE momento, embora não gostem do que ouvem, creio que as pessoas acreditarão mais nas medidas de austeridade de Pedro Passos Coelho do que nas promessas de facilidade de António José Seguro.

Quase todos os portugueses já perceberam que, embora as duas palavras sejam muito parecidas, há uma grande diferença entre o ‘caminho da felicidade’ e o ‘caminho da facilidade’.




19 Comentários
paulvergin
02.01.2012 - 12:58
A mensagem do Sr. Presidente, é um atentado contra os Portugueses.
Se tivesse vergonha, resignava, pois foi ele que contribuiu em grande parte para a situação em que se encontra o País. Não cultivem os campos, abatatam os barcos de pesca. Será que não se lembram!
paulvergin
02.01.2012 - 12:53
ESTADOS UNIDOS DA EUROPA!

Com a crise na Grécia, Portugal e Irlanda onde a primeira ajuda monetária, falhou, e vão precisar de mais dinheiro, aparece agora uma nuvem negra sobre a Itália, Espanha e Bélgica que estão muito perto da falência e ao ter de ajudar três países com mais um pacote de ajuda monetária, eles próprios vão precisar de ajuda.

Porque motivo estes países que receberam milhares de milhões de euros não conseguem combater a crise? Porque o dinheiro é dado com uma mão e tirado com a outra. Não existe ajuda monetária aos países em crise, é tudo uma treta, uma cortina de fumo para que ninguém perceba bem o que se passa.

Todos os países da união precisam de pagar a sua parte nas ajudas a um outro estado membro independentemente se estão a viver uma crise ou não. A Irlanda recebeu 13.5 biliões de euros de ajuda mas teve de pagar a sua parte nas ajudas a Portugal e Grécia, o total que a Irlanda pagou foram 13.5 biliões de euros. Pagou tanto como recebeu e no final ficou com uma crise ainda maior, pois a ajuda foi usada e quando chegou a altura de dar a sua parte de ajuda tiveram de retirar esse dinheiro do PIB ficando a dever, receberam sem serem credores do que pagaram.

Este estratagema é usado para colocar mais países em crise, como a Itália, Espanha e Bélgica. Estes países ao estarem em crise sem ainda terem recebido ajuda, estão unicamente a pagar as facturas de outros e a colocarem-se volutariamente em crise.
O problema na verdade tinha uma simples solução que era logo no início da crise, mas depressa deixou de se tocar no assunto. Não é possivel que economias frágeis como as de Portugal, Irlanda, Grécia, Itália, e Bélgica e alguns países de leste tenham capacidade de concorrer com economias em constante e acelerado crescimento como a Alemã. Isso não é possível pois estes países não controlam a sua moeda, não a podem desvalorizar, nem alterar as taxas de juro, a única solução é reduzir a despesa pública que invariavelmente piora o nível de vida da população e gera mais desemprego e por outro lado faz aumentar os impostos, que além de piorar o nível de vida coloca uma grande percentagem da população no limiar da pobreza.
A solução é obviamente voltar a uma moeda nacional e aumentar as exportações. Ao voltarem a ter uma moeda podem controlar e torna-se muito mais fácil recuperar as economias. Até agora só a Grécia falou em voltar ao Dracma, ideia colocada de parte assim que a elite Grega usou a maior do ouro do país para combater a dívida. Um pais sem ouro (ou em alternativa prata, que muito poucos possuem ) não pode suportar uma moeda nacional e é por isso que estamos a assistir a certos políticos dos países ricos a exigir que os pobres vendam o seu ouro para ajudar no combate a crise.
Portugal era no final dos anos 90 o sexto país do mundo com mais ouro. Estes últimos governos conseguiram vender 50% do nosso ouro e como recompensa temos um ex Presidente do Banco de Portugal agora do Banco Europeu. Portugal é o 16º país com mais mais ouro e “felizmente” já vendeu a sua conta de ouro para esta década e por isso não pode vender mais. Mesmo se vendesse todo o ouro, o dinheiro daria para pagar insignificantes juros de 15 meses de importações e a divida continuava na mesma.

Em 1974, os cofres do Banco de Portugal (BdP) estavam a “abarrotar” de reservas de ouro, mais concretamente 865.936 toneladas que o Estado Novo “amealhou” a partir da 2.º Grande Guerra. A partir dessa altura, assistiu-se a uma verdadeira sangria…


De facto, desde 1974 que as reservas de ouro têm vindo a diminuir…Só entre 2002 e 2006, a instituição liderada por Vítor Constâncio vendeu 224,1 toneladas deste metal, reduzindo significativamente o volume de ouro detido.

Tal situação deveu-se à adesão em 1999, por parte do BdP, ao acordo («Acordo dos Bancos Centrais sobre o ouro»), em que participavam outros bancos centrais europeus, para a adopção de uma política de diversificação das reservas externas. Os “ganhos” realizados com essas vendas são transferidos para uma reserva especial do BdP que faz parte integrante dos capitais próprios do banco.

Este acordo foi revisto em 2005 e estipulava que nesse período as vendas anuais nunca poderiam exceder as 400 toneladas e as vendas totais nunca deviam exceder as duas mil toneladas.


Em 2006, Portugal já tinha “cerca” de 382.540 toneladas deste metal precioso, conforme comunicado emitido pelo BdP em 2007.


Actualmente “restam” pouco mais de 300 toneladas…do chamado "ouro de Salazar"! E as perspectivas não são animadoras, nos tempos mais próximos, pois a “tentação” de venda, sob a capa de diversificação das reservas externas, é enorme…


Entretanto, na semana passada, tivemos “conhecimento” que a China tem estado a comprar ouro nos últimos 10 anos…possuindo actualmente a maior reserva de ouro do Mundo!

Portugal tem ainda a capacidade de voltar ao escudo, pois tem ouro suficiente para manter uma moeda nacional, Será que o irá fazer? Não! Portugal fará o mesmo que todos os outros países europeus, abdicar da soberania e deixar as coisas rolarem como são para rolar,
Do que estavam a espera?

Depois do Tratado de Lisboa e da imposição de um Presidente da Europa não eleito pelo povo, este é o passo lógico de criar a federação de sonho das elites.

Uma moeda única foi só o primeiro passo, a seguir a Europa vai discutir a união fiscal europeia. Para conseguir isto só era preciso fazer com que o contribuinte alemão (que paga a maior fatia das ajudas), dissesse "basta”, este basta está a ser dito não só pelos alemães como também pelos Ingleses e Franceses e era isto que os governos dos países ricos estavam à espera para avançar com este pedido de união fiscal.

Havendo na Europa uma moeda única, Presidente Europeu (uma espécie de Imperador pois não foi eleito e não tem poder) e união fiscal, a Europa deixará de ser um grupo de países e torna-se numa espécie de Estados Unidos da Europa, mantendo governos locais que respondem a um governo central que aparentemente é “Bruxelas” mas que por sua vez responde à vontade de Frankfurt que é onde está todo o poder económico europeu e que por sua vez responde a Berlim. Isto acontece, pois quem controla o dinheiro controla tudo e neste caso a Alemanha que é o único país em crescimento económico, um crescimento tão acelerado que se destaca de qualquer outro país.
Quando o governo alemão anuncia que em 2012 vai fazer uma redução de impostos devido à forte economia Alemã, percebe-se qual é a sua estratégia, uma surpresa para agradar ao seu povo que passará a pagar entre 1.500 e 5.000 euros por ano a menos.
Mas porque motivo se reduzem os impostos quando ninguém se queixa da quantia que está a pagar? Porque isto serve para aproximar os impostos Alemães dos dos seus parceiros. Descem-se na Alemanha que é o povo que mais paga ao Estado e sobem-se os impostos em todos os outros estados membros e assim, fica toda a Europa a pagar o mesmo. Aqui entra em acção a fusão fiscal Europeia que vai começar a ser discutida a pedido da Alemanha no Parlamento Europeu.
Por um lado pode-se pensar que tendo a Alemanha poder sobre todas as economias da Europa, terá a capacidade de resolver esta crise?. Sim, ela será resolvida rapidamente logo que haja a unidade fiscal! Vejamos a estratégia: - Temos todos a mesma moeda, pagamos todos impostos para o mesmo saco, mas ninguém fala em equilibrio de ordenados. Os Alemães não vão ganhar menos para ficarem ao nível dos franceses, nem os Portugueses vão ganhar mais. Com estes Estados Unidos da Europa o nível de vida é mantido nos países médios, e melhorado nos países ricos e é prepositadamente piorado nos países pobres pois serão esses países a fornecer a mão de obra barata a pagar a factura como se fossem ricos.

Este ataque está já a ser feito, a Alemanha iniciou campanhas em Portugal e Espanha para atrair trabalhadores diplomados. Além da Alemanha precisar de diplomados, sabe que os diplomados destes países vão trabalhar por menos dinheiro. A saída de Licenciados de Portugal, Espanha, Itália, Irlanda irá crescer a olhos vistos e desta forma irá contribuir para que esses países fiquem mais pobres e atrasados.
Com tantas guerras que a humanidade já teve, só temos duas numeradas e que se destacam: A primeira e a segunda guerras mundiais, onde a intenção primária era o controlo total da Europa. Por terem numerado estas duas, logicamente sempre se falou numa terceira (por isso a numeraram). Pensava-se que poderia ser entre os EUA e a Rússia, entre a China e EUA, mas não! A terceira guerra mundial já começou há muito tempo, é uma guerra politica e económica e já temos vencedor. Não há duas sem três e à terceira é de vez. A Alemanha venceu!.
Depois da moeda Europeia, um Presidente Europeu e uma união fiscal, o caminho a seguir será lógicamente:
- Redução do poder dos Governos locais.
-Reforma fiscal para imposição de um imposto único,
-Combate ao nacionalismo.
-Aumento do poderio militar Europeu (ideia já imposta no tratado de Lisboa).
-União do sistema de saúde, via privatização dos sistemas nacionais de saúde (método usado, na Alemanha)
- Centralização das reformas, com perdas sérias nos descontos já feitos a nível nacional.
Como poderá uma empresa Portuguesa pagar mais pelo seguro de saúde de um funcionário do que o ordenado que lhe paga? E depois competir a nível mundial?
Como poderá ser aceitável um povo ver uma crise a desaparecer com um estalar de dedos e ver que vive pior, ganha menos e paga mais?
Os Estados Unidos da Europa sempre estiveram presentes na nossa mente. Sempre foram vistos como uma utopia criada por malucos das teorias da conspiração e por escritores de fixção, mas será mesmo assim? Não. Há é uma classe de politicos e iluminados que em nome da democracia e em representação do povo, tem de manter o seu nível de vida e de toda uma elite de poder que em vez de dimuninuir vai cada vez mais aumentando. É o seu enriquecimento e bem estar que estão em causa e por isso tem de o preservar.
Eu já me considerei nacionalista, já me considerei europeiista mas hoje só humanista. Não humanista como certos partidos 100% macónicos, cheios de jovens sem ideais, mas que interessa manter nas suas fileiras, que os cativam como tolinhos, pois mesmos estas tambem já deixaram de acreditar na politica, mas que ainda acham que votar é um dever, quando na verdade o voto é a autorização dada a um grupo de individuos para nos enganarem. Individuos a quem pagamos fortunas para nos roubarem e que se estão a marimbar para nós no meio de beijos, sorrisos e abraços para ganhar o nosso voto. Desde o 25 de Abril de 1974 que o fazem à descarada, ganharam eleições com a promessa de melhores dias para o povo, cujo o único objectivo foi expoliar o património enriquecendo, sendo as suas acções unicamente sofragadas pelo voto tudo isto em nome da democracia?.
Um verdadeiro protesto, uma verdadeira revolução pode ser feita de duas formas com o uso do voto ou o boicote ao voto. Em Portugal grande parte do povo há muito que está resignado, vejamos a abstenção, esta só ligitima o estado e não o poder do povo.
Uma e outra via podem causar a ruptura do actual sistema político e com ele o colapso desta economia virtual controlada por uma mão cheia de pessoas. Temos o direito a tudo pois temos vontade própria e temos de usar esses direitos sempre, lutando por aquilo que queremos, criticando o que não queremos e que não nos agrada. Se agora temos um Presidente Europeu não eleito pelo povo, é porque demos poder áqueles que elegemos e em quem acreditamos para nos traírem, elegendo eles próprios um fantoche mascarado de lider, como é isto possivel em democracia?.
A cada dia que passa estamos mais próximos de perder esta luta. Isto acontece porque existem dois grandes grupos: Os que ainda acreditam no sistema político e os que já não acreditam nele mas que sentem fé de que tudo pode mudar, mas sem a sua participação activa na verdade tudo continuará igual.
É preciso que o povo dê as mãos e se una de novo para mostrar o seu descontentamento e a sua indignação exigindo responsabilidades a todos aqueles a quem foram confiados os destinos do país, dizendo-se pais fundadores da democracia e que em vez do servir o traiu.
É isto que ninguem é capaz de vir à praça pública denunciar, aceitando que escrevem as suas memorias e obras de teoriazação politica, criticando os seus sucessores como se nada tivessem a ver com a actual situação do país, mas que foram eles que conduziram Portugal ao estado de miséria económica, politica, moral e ética em que se encontra.
Se tivessem um pouco de vergonha abdicavam das regalias e demais mordomias que todos nós estamos a pagar.
A corrupção o clientelismo as empresas publico privadas entre outras manobras foram o mote da governação desde o 25 de Abril de 1974, e é esta a factura que os portugueses agora tem de pagar.
Quando houver em Portugal um estadista que não esteja subordinado a nenhuma familia politica, que tenha a audácia a coragem e a determinação necessária para fazer com que os que conduziram o país a esta miséria sejam julgados e condenados pelos actos de traição praticados enquanto ao serviço do povo. Como forma de pagar esta factura deveriam ser despojados dos seus bens materiais, do dinheiro existente nas contas bancárias revertidos para os cofres do estado. Então sim, teremos um Portugal com futuro, onde a justiça dê lugar á injustiça, onde a esperança dê lugar ao pessimismo, onde os portugueses se possam orgulhar da sua história, então teremos um país a sério.
Se não houver essa mudança, continuarenos a ser enganados pelos profectas da politica partidária democratica “podre” e doentia que mina o nosso país que em alternancia vão trocando de posições mas que continuam a alimentar-se do esforço e do sacrificio de todos os portugueses.
paulvergin
02.01.2012 - 12:49
Se Camões hoje fosse vivo, certamente que começaria, a vida de poeta assim:

“Os barões da Pátria assinalados
Que desde o 25 de Abril se apressaram
Numa vaga de objectivos nunca alcançados
Enriquecendo à conta dos assalariados
Mais de que o povo em trabalhos esforçados
Apregoando seus ideais nunca acreditados
No seu expoente rejubilam de contos engendrados
Vão enganando o seu povo com agravos”


paulvergin
02.01.2012 - 12:47
Se Camões hoje fosse vivo, certamente que começaria, a vida de poeta assim:

“Os barões da Pátria assinalados
Que desde o 25 de Abril se apressaram
Numa vaga de objectivos nunca alcançados
Enriquecendo à conta dos assalariados
Mais de que o povo em trabalhos esforçados
Apregoando seus ideais nunca acreditados
No seu expoente rejubilam de contos engendrados
Vão enganando o seu povo com agravos”


Ora aí está o governo com toda a força. Estes continuam a fazer o mesmo que os que desde o 25 de Abril governaram Portugal. Delapidar o que dá lucro para mais tarde mendigarem.

Será que o povo não reage? Continuamos a ser enganados e não tomamos providencias! Onde está o espírito nacionalista?

Porque não venderam a Carris a Tap ou a CP, são capazes de explicar?

Claras não são lucrativas e é onde se continua a sacar lugares para os amigos e afilhados.

Onde param as promessas deste governo? Aumento de impostos em todas as actividades económicas, aí está o governo na sua melhor forma, foi só sacar os votos ao povo e depois fazer o mesmo.

Enquanto não houver um estadista em Portugal com coragem e independência para mandar prender e julgar os responsáveis pela má governabilidade do país desde o 25 de Abril, Portugal nunca terá futuro, Eles vão ficar na história como os pais fundadores da democracia, quando deveriam ficar como os pais fundadores da desgraça a que conduziram o país. Eles que diziam defender, traíram o povo essa é que é a verdade. Lembram-se!, não cultivem as terras... abatam os barcos, não se preocupem com a Europa vamos todos ficar melhor, ai está, a democracia no seu melhor, pagar auto-estradas e vias rápidas, intervencionados pela troika e toda a trapalhada que esses profectas da democracia laica, republicana, democrática , europeísta, etc conduziram o país.

A única coisa de bom que fizeram, PSD e PS foi alternadamente enriqueceram à custa do povo mais os seus boys e companhia, Sim fizeram um figurão e agora o povo que pague é sempre o mesmo que paga!.

Estas novas figuras da política, ou mais pomposamente esta nova classe de políticos aprenderam bem a lição. Como continuar a enganar o povo e a safar-se, tiveram ao longo de 37 anos excelentes professores, mudarem o tom à linguagem, é mais bonita, mais atraente e fluente para agradar, um ar de mais seriedade, mas na prática o objectivo é o que conhecemos, aumento de impostos, cortes, congelamentos, mais sofrimento, apregoando um futuro melhor, claro, para eles há sempre um futuro melhor!. Senão vejamos;

Pelo voto são sufragados, mas não responsabilizados, na maior das tranquilidades e dizendo com o dever cumprido, deixam a politica, vão de férias, escrevem as suas memórias, dão umas palestras ou em alternativa arranjam-lhe um lugar no conselho de administração de uma empresa e claro o futuro está mais que seguro.

É esta a realidade da política e dos políticos em Portugal, sem ideais, sem ética, sem moral e que em nome da democracia governam e vão governando Portugal.
Platao
31.12.2011 - 02:38
Pena. Pelo inicio da conversa pensei que o tema seria a nova emigracao em Paris... como os novos emigrantes portugueses sao diferentes dos antigos "exilados". Como nao precisam de "subtrair" nada em Paris porque ja "subtrairam" antes para poderem agora pagar tudo o que precisam ou querem ter...

Ficara para outra oportunidade. O tema tratado nao tem menos interesse e tem em comum a subjacente falta de escrupulos e honra da xuxaria - ou como diz o sensor, do "universo" socialista. Sempre actual, sempre pertinente.
Sensor
29.12.2011 - 11:40
É patente que o nosso estimado JAS é um bom homem, e, mais uma vez, revela-se todo cheio de boas intenções nesta aula magistral ao universo "socialista". Lembra aqueles jesuítas de há três séculos. A mesma lógica linear, e o mesmo proselitismo obstinado. O mesmo encarniçamento argumentativo com teoremas retirados de sotainas arregaçadas a tresandar a bafio e mofo insuportáveis. Desapareceram da face da Terra, mas, é bem verdade, havia quem gostasse deles ...
ruipedrocosta
28.12.2011 - 18:13
TEM UM ERRO CRASSO NA SUA DOUTA LITERACIA.
QUERERIA O SENHOR EM VEZ "EXILADO" TER DITO " FUGIDO"???
ATENTAMENTE
RUI LIBÒRIO COSTA
Jalopes
28.12.2011 - 14:30
Parece que o PS tem falta de pessoas de bem, de homens de palavra e sensatos, corajosos! São equilibristas, oportunistas e gostam bastante de dinheiro…mesmo que não o haja. São um partido “irrealista”, “vendedor de ilusões”…
Nandez
27.12.2011 - 22:27
o que lamento é que portugal esteja cego, surdo e mudo.
no fim de semana passado, o vigarista do eng foi lá acima, e chorou sem que ninguem lhe tenha dado um bom par de estalos para se justificar o choro, e por isso digo que os vigaristas já entram sem problemas nas mentes das pessoas, e são desculpados por serem sérias....se o sócrates fosse chinez, já tinha sido fuzilado....e não provisoriamente..
JoaquimVaz1234
27.12.2011 - 22:21
antoniopestana
27.12.2011 - 19:45

A MÁ-FÉ DO JAS NÃO TEM LIMITES!

Todos sabem que basta eliminar apenas uma palavra ou frase numa afirmação para que esta passe a ter um significado contrário.
Se o JAS não tivesse omitido a parte final da afirmação de Sócrates quando disse: as dívidas soberanas não são para se pagar, SÃO PARA SE GERIR, teria poupado a si próprio o trabalho de escrever este artigo deplorável.

Vamos, então, transcrever integralmente a notícia do Correio da Manhã:

“José Sócrates: “Pagar a dívida é ideia de criança”
O ex-primeiro-ministro José Sócrates comentou em Paris a crise na Europa, durante uma conferência com colegas universitários da Sciences Po, onde estuda Ciência Política. "Para pequenos países como Portugal e Espanha, pagar a dívida é uma ideia de criança. As dívidas dos Estados são por definição eternas. As dívidas gerem-se. Foi assim que eu estudei", disse.”

Está lá: “Pagar a dívida é ideia de criança”!

Mas a notícia dá-nos também conta de outras blasfémias:

“As dívidas dos Estados são por definição eternas.” Então, não podem haver orçamentos equilibrados? Teremos sempre de viver à conta das gerações futuras? Vê-se, assim o estilo de vida da personalidade. Só que os países não podem viver sob o paradigma de um senhor! Sabe o que se chama a isso?

“ As dívidas gerem-se.” Claro, que se gerem. Mas são os credores a geri-las...

“ Foi assim que eu estudei", disse.” Foi assim que estudou? O mentiroso não estudou Economia nem Finanças em parte nenhuma!

Onde está a má-fé, afinal?



antoniopestana
27.12.2011 - 19:45

A MÁ-FÉ DO JAS NÃO TEM LIMITES!

Todos sabem que basta eliminar apenas uma palavra ou frase numa afirmação para que esta passe a ter um significado contrário.
Se o JAS não tivesse omitido a parte final da afirmação de Sócrates quando disse: as dívidas soberanas não são para se pagar, SÃO PARA SE GERIR, teria poupado a si próprio o trabalho de escrever este artigo deplorável.

Vamos, então, transcrever integralmente a notícia do Correio da Manhã:

“José Sócrates: “Pagar a dívida é ideia de criança”
O ex-primeiro-ministro José Sócrates comentou em Paris a crise na Europa, durante uma conferência com colegas universitários da Sciences Po, onde estuda Ciência Política. "Para pequenos países como Portugal e Espanha, pagar a dívida é uma ideia de criança. As dívidas dos Estados são por definição eternas. As dívidas gerem-se. Foi assim que eu estudei", disse.”

Está lá: “Pagar a dívida é ideia de criança”!

Mas a notícia dá-nos também conta de outras blasfémias:

“As dívidas dos Estados são por definição eternas.” Então, não podem haver orçamentos equilibrados? Teremos sempre de viver à conta das gerações futuras? Vê-se, assim o estilo de vida da personalidade. Só que os países não podem viver sob o paradigma de um senhor! Sabe o que se chama a isso?

“ As dívidas gerem-se.” Claro, que se gerem. Mas são os credores a geri-las...

“ Foi assim que eu estudei", disse.” Foi assim que estudou? O mentiroso não estudou Economia nem Finanças em parte nenhuma!

Onde está a má-fé, afinal?



antoniopestana
27.12.2011 - 19:45

A MÁ-FÉ DO JAS NÃO TEM LIMITES!

Todos sabem que basta eliminar apenas uma palavra ou frase numa afirmação para que esta passe a ter um significado contrário.
Se o JAS não tivesse omitido a parte final da afirmação de Sócrates quando disse: as dívidas soberanas não são para se pagar, SÃO PARA SE GERIR, teria poupado a si próprio o trabalho de escrever este artigo deplorável.

Vamos, então, transcrever integralmente a notícia do Correio da Manhã:

“José Sócrates: “Pagar a dívida é ideia de criança”
O ex-primeiro-ministro José Sócrates comentou em Paris a crise na Europa, durante uma conferência com colegas universitários da Sciences Po, onde estuda Ciência Política. "Para pequenos países como Portugal e Espanha, pagar a dívida é uma ideia de criança. As dívidas dos Estados são por definição eternas. As dívidas gerem-se. Foi assim que eu estudei", disse.”

Está lá: “Pagar a dívida é ideia de criança”!

Mas a notícia dá-nos também conta de outras blasfémias:

“As dívidas dos Estados são por definição eternas.” Então, não podem haver orçamentos equilibrados? Teremos sempre de viver à conta das gerações futuras? Vê-se, assim o estilo de vida da personalidade. Só que os países não podem viver sob o paradigma de um senhor! Sabe o que se chama a isso?

“ As dívidas gerem-se.” Claro, que se gerem. Mas são os credores a geri-las...

“ Foi assim que eu estudei", disse.” Foi assim que estudou? O mentiroso não estudou Economia nem Finanças em parte nenhuma!

Onde está a má-fé, afinal?








antoniopestana
27.12.2011 - 19:45
A MÁ-FÉ DO JAS NÃO TEM LIMITES!

Todos sabem que basta eliminar apenas uma palavra ou frase numa afirmação para que esta passe a ter um significado contrário.
Se o JAS não tivesse omitido a parte final da afirmação de Sócrates quando disse:as dívidas soberanas não são para se pagar,SÃO PARA SE GERIR,teria poupado a si próprio o trabalho de escrever este artigo deplorável.
macanudo
27.12.2011 - 18:33
Aparecem por aqui uns entendidos em contribuições e impostos que me deixam com os olhos em bico!!!
Será que já se sentem os efeitos dos manda chuva na EDP?
FAQ
27.12.2011 - 01:08


O IVA na Alemanha nos Restaurantes é de 7% no comercio é 19%.


Por exemplo: uma Lagosta num Restaurante paga 7% de IVA já se for comprada num Supermercado paga 19% de IVA.



Vinho em Portugal paga 23% de IVA num Restaurante mas num supermercado paga so 6%.


Outra aberração incompreensível é o pagamento das Portagens das SCUTs.


são caras, são inviáveis a economia regional e nacional. são incompreensíveis aaos olhos dos turistas que assim evitam viajar para zonas do país com portagens que ninguém sabe como são e aonde podem ser pagas.


E para ajudar a festa...os Correios hoje estavam encerrados.


E ao Sábado também não abrem pelo menos até as 12 horas.


Os Centros comercias também não tem estações de Correios sabe-se lá porque?




Resultado da toda esta trapalhada?


SCUT sem trafico EP sem receitas de Portagens.




FAQ
27.12.2011 - 00:45


Finance Watch a uma rebuscada arma que a UE tem em desenvolvimento contra os Capitais parasitas.



http://www.finance-watch.org/


FAQ
27.12.2011 - 00:22

Até o FMI já recomenda um Haircut de 65% para a Grécia



E o governo Irlandês também já fala e exige o mesmo tratamento para o seu país.


Portanto Portugal não pode ser o bom aluno que paga todas as propinas enquanto o resta da turma vive de bolsas de estudo.



Ainda bem que você ligou o seu tempo na UNI e os tempos de Troika.

Livros dos anos 60 e calotes dos anos 2000 é as faces do capitalismo.


201% do seu PIB é o défice publico alemão. 257% do seu PIB é défice Publico dos EUA.


Os alemães precisam 11% da riqueza privada alemã (riqueza privada dos cidadãs alemães) para trazer para os maneáveis 180% de défice publico.


Enquanto os Americanos precisam 26% da riqueza privada para o um défice maneável de 180%.



São estas contas que não se sabe se já foram feitas em Portugal?


Portugal não pode ser uma ovelha branca fora do rebanho.


O PS precisa descobrir uma arma populista para atacar a Troika e seus peões.



Aderitos
26.12.2011 - 22:51
Senhor JAS: as suas crónicas fazem-me lembrar a imensidão do mar. Enjoam-me!
surpreso
26.12.2011 - 19:16
Um partido de gatunos.Já o sabíamos,nos nossos bolsos e na aldrabice...
ruipedrocosta
26.12.2011 - 15:02
A JOSÈ ANTÒNIO SARAIVA:
È INDISCUTÌVEL A AUTENTICIDADE EXPRESSIVA DO SEU MODO DE ENCARAR,O PROBLEMA QUE NOS AFLIGE A TODOS NÒS; O SENHOR SABE, EU SEI, QUE "SERÌA" PRECISO FAZER ALGUMA COISA; MAS O QUÊ?
O SENHOR, POR EXEMPLO, ESTÀ A BENEFICIAR COM A CRISE, POIS SE NÃO FOSSE A CRISE, E O SEU JORNAL, A APONTAR COM CLAREZA, ALGUNS DOS MONSTRUOSOS ERROS; DO PÒS 25 DE ABRIL, TALVEZ NÃO TIVESSE OU EXITO QUE TEM!
COMO VÊ,CARO SENHOR,NEM TODOS; SAEM ASSIM TÂO PREJUDICADOS...MAS È BOM QUE MANTENHA, AS SUAS CRITICAS,CONSTRUTIVAS, E NÃO TEMA AS MULTIPLAS PRESSÕES A QUE "DECERTO" TEM SIDO SUJEITO,POIS TAL COMO DANTES, E AGORA MAIS DO QUE NUMCA, NECESSITAMOS DE QUEM NOS ESCLAREÇA, COM VERDADE, E, SE POSSÌVEL COM MAIS PORMENOR,QUEM È QEM,COMO QUANDO E PORQUÊ..CONTINUE A FAZÊ-LO,POIS O SEU JORNAL, È-ME MAIS ÙTIL DO QUE A MAÌORIA DOS CONGÈNERES,EMBORA EU SEJA UM REFORMADO, NA MISÈRIA , SEMPRE QUE POSSO VENHO AQUI "VISITÀ-LO", E SAIO MAIS ELUCIDADO DO QUE ANTERIORMENTE, POIS EU SEI FATOS, DE TAL MODO ESCABROSOS,QUE O Sr. DESCONHECE,E È POR ISSO QUE ISSO QUE POR VEZES,NÃO CONCORDO 100% CONSIGO, POIS SEI QUE LHE FALTA O ESSENCIAL,A BASE DE TUDO O QUE DEU ORIGEM AO NOSSO ESTADO CATASTRÒFICO!
PERDÃO, POR HOJE JÀ MACEI O SUFICIENTE.
RUI LIBÒRIO COSTA
combatereresistir
26.12.2011 - 13:07
Este homem é um pocinho de surpresas. Quando a gente pensa que ele já disse a m**** toda,hellas, tomem mais um bocadinho.


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