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Violência futebolística

20 de Fevereiro, 2012por Vítor Rainho
O mundo do futebol é, seguramente, uma das maiores indústrias de entretenimento. Seguido por milhões, gera ídolos que a ‘máquina’ trata de potenciar ao máximo.

 O comportamento dos craques é copiado por milhões de fãs e muitas das modas, algumas de um mau gosto assustador (vejam-se os penteados à moicano), espalham-se pelos quatro cantos do planeta. Há uns 20 anos era difícil encontrar alguém careca que não o fosse por questões genéticas. Também as tatuagens eram próprias de ex-militares que gravavam na pele o amor de mãe ou de marido ou de pai. Com o passar dos anos, alguns jogadores passaram a ter um estatuto que lhes permite criar amizades com as grandes vedetas de Hollywood ou com os grandes estilistas. As vestimentas que usam vendem-se como garrafas de água no deserto. Pode dizer-se que são uns verdadeiros modelos e que os jovens os seguem cegamente. O problema surge quando dão maus exemplos, atendendo a que as questões de roupa, tatuagens ou penteados a cada um diz respeito e são inofensivas. Pode achar-se de bom ou mau gosto, mas não interferem no comportamento dos seus fãs. O mesmo não se passa quando tomam atitudes agressivas ou de falta de educação, uma vez que os fãs de uma ou de outra forma vão entendê-las como normais e vão replicar os exemplos que viram no estádio ou na televisão.

A este propósito lembro-me de um actor que, tanto quando me lembro, fazia quase sempre papel de mau, James Cagney. Num dos muitos filmes de gangsters que protagonizou, foi condenado à morte e o padre que o acompanhava à sala de execução tentava convencê-lo a chorar e a dizer que tinha medo de morrer para que os outros pequenos gangsters não seguissem o caminho da violência.

Vem esta conversa a propósito do que Luis Suárez, jogador do Liverpool, fez a Patrice Evra, do Manchester United, quando na habitual troca de saudações antes do jogo se recusou a cumprimentar o seu adversário. A história, já de si nada dignificante (noutro jogo Suárez tinha sido suspenso por alegadamente ter feito insultos racistas à cor de Evra), foi logo copiada num dos jogos seguintes da Liga inglesa. E quem é que teve a atitude de não cumprimentar o colega de ocasião? Um petiz que não terá mais de 10 anos. Antes dos jogos, as equipas entram em campo de mãos dadas com pequenos craques eestes cumprem o mesmo ritual dos graúdos. Curiosamente, Suárez só pediu desculpa pela sua atitude porque a isso terá sido obrigado pelo principal sponsor da equipa. As marcas sabem que não podem estar associadas a maus exemplos. E é triste que sejam questões meramente comerciais a determinar os bons ou maus costumes.

vitor.rainho@sol.pt




1 Comentário
PedroPenedo
20.02.2012 - 16:22
Grande parte dos atletas carecas são por questões genéticas.
Consumem esteróides que aumentam a caixa craniana e produzem um comportamento irritadiço.
Uma combinação de fogo com pólvora muito atraente a alguns jornalistas [fdp(átria)].


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