domingo, 20 de Abril de 2014, 10:00
Pesquisa
pesquisar
Emprego Imobiliário Motores
iPad
Marcelo e as mulheres

26 de Março, 2012por José António Saraiva
Um destes domingos, no seu costumeiro programa na TVI, Marcelo Rebelo de Sousa falou do papel da mulher.

Ou, mais precisamente, das mudanças verificadas nesse papel nas últimas décadas.

Segundo Marcelo, a situação da mulher tem melhorado bastante. Hoje as mulheres são mais independentes, têm maior presença no mercado de trabalho, formam-se em maior número do que os homens nas universidades e são melhores alunas, ascendem com mais frequência a lugares de administração, etc., etc.

Tudo isto é verdade e tudo isto é estatístico. E, além disso, é politicamente correcto dizê-lo. Da direita à esquerda não há político que não faça hoje este discurso sobre as mulheres. Mas este fenómeno só teve aspectos positivos? Não há rosa que não tenha espinhos. Todas as medalhas têm um verso e um reverso.

A progressiva emancipação da mulher na sociedade ocidental, sendo naturalmente reconfortante para as mulheres, tem – como tudo – os seus custos. As mulheres casam hoje muito mais tarde do que há 20 ou 30 anos e têm menos filhos, a família perdeu estabilidade, os divórcios aumentaram em flecha, há muitas crianças a sofrer com a separação dos pais, há menos recém-nascidos amamentados nos primeiros meses, os bebés passam os dias longe de casa metidos em depósitos – as creches – onde apanham imensas doenças, etc.

Tudo isto aconteceu em simultâneo com o processo de emancipação das mulheres – o que leva muita gente a desejar que a História volte para trás. Só que isso não acontece. O tempo que passou é passado – não volta. E quando volta é sempre sob outra forma.

Em duas gerações, a família mudou radicalmente. Quando eu era criança, a maior parte dos meus amigos tinha a mãe em casa. As mães eram domésticas, donas de casa, como se dizia, e asseguravam a gestão familiar. Quando os meus amigos chegavam da escola, a presença das mães em casa para os receber dava-lhes conforto e segurança.

A minha família era diferente – e, por isso, às vezes, eu invejava-os. O meu pai vivia no estrangeiro e a minha mãe era professora, pelo que eu não tinha em casa a mãe à espera. Mas tínhamos empregada (na altura dizia-se ‘criada’) que me assegurava a mim e aos meus irmãos a retaguarda. Abria-nos a porta quando voltámos das aulas, fazia-nos as refeições, ia às compras. E isso dava-nos algum equilíbrio. A casa funcionava o dia todo, nós sabíamos que lá havia sempre gente.

Esse mundo acabou. As casas das famílias da classe média estão hoje vazias durante todo o dia. Os miúdos acabam a escola e não podem ir para casa porque não há lá ninguém. Têm de ir para actividades extra-escolares, onde os pais – exaustos e sem paciência – os vão buscar ao fim do dia, esperando que os filhos não exijam muito deles.

É evidente que esta família não interessa a ninguém. O pai não tem pachorra para tratar da casa nem dos filhos – na família tradicional também não tinha –, pelo que a mãe acaba quase sempre por ter de acumular o trabalho no emprego com o trabalho em casa, sentindo-se uma escrava do lar e apetecendo-lhe, por vezes, bater com a porta. E este modelo de família também não interessa aos filhos, que passam o dia todo fora de casa e, quando vêem os pais à noite, estes já estão sem paciência para os aturar.

Conheci pessoalmente Maria Lamas, que foi uma das grandes referências da luta das mulheres portuguesas pela igualdade. Ela defendia intransigentemente os direitos do seu género. E no final da vida dizia amargamente que era uma violência as mulheres trabalharem fora de casa – porque continuavam a trabalhar o mesmo em casa, acabando por trabalhar o dobro.

As mulheres, segundo ela, eram ‘exploradas a dobrar’.

É verdade que, actualmente, os homens ajudam mais nas tarefas domésticas. Nem poderia ser de outra maneira. Mas, se não formos cínicos, temos de admitir que isso tem sido quase sempre mais um remendo do que uma solução. Nos primeiros tempos de casados alguns homens ajudam, mas com o passar do tempo regressa a divisão ancestral do trabalho doméstico – ou seja, a mulher a ocupar-se dos filhos e das tarefas caseiras tradicionais. E, quando isso não acontece – quando a mulher não aceita esse encargo –, o mais habitual é a separação do casal.

Quando as mulheres começam a olhar a vida em casa como uma escravatura, é natural que procurem alternativas fora da família. E elas agora existem. Antes, as mulheres casadas ficavam fechadas em casa e não conheciam ninguém. Mas hoje conhecem muita gente, privam no emprego com muitos homens, têm muitas oportunidades, têm mais independência financeira, têm termos de comparação em relação aos maridos – e, portanto, quando uma mulher começa a ver o marido como um chato, como um peso que não ajuda na lida da casa e a quem, ainda por cima, tem de lavar a roupa e fazer a comida, é fácil projectar os seus sonhos num companheiro de emprego.

E daí a tomá-lo como amante é um pequeno passo. A casa e o marido são o lado aborrecido da vida, o amante é uma fonte de prazer.

Partindo do princípio de que fora da família é fácil encontrar o prazer efémero mas muito difícil construir a felicidade, é então necessário procurar no Ocidente um novo equilíbrio da família.

Esta situação que agora se vive não é nada.

Não é bom as mulheres casarem mais tarde. Não é bom as mulheres terem cada vez menos filhos. Não é bom os bebés serem depositados em armazéns. Não é bom as crianças não terem ninguém em casa durante todo o dia e serem forçadas a andar de actividade em actividade para encher o tempo. Nada disto é bom.

É indispensável uma reequação da família que permita aos dois membros do casal (mulheres e homens) realizarem-se – mas que possibilite, também, que as mulheres tenham mais filhos (e os tenham mais cedo), que as crianças beneficiem de um maior apoio em casa, que os membros da família não andem cada um para seu lado.

Quando se fala no papel das mulheres na sociedade do futuro é preciso pensar nisto tudo. Não bastam juízos superficiais ou politicamente correctos. Enquanto não identificarmos bem os problemas nunca os solucionaremos.

Finalmente, é preciso pensar noutra coisa. A diminuição do ritmo de crescimento no Ocidente, que é irreversível porque a indústria e muitos serviços estão a transferir-se para outros lugares do Globo, vai levar a que nunca mais haja emprego para toda a gente.

É muito provável que, no futuro, em muitas famílias, só um dos membros do casal tenha emprego fixo fora de casa; o outro fará pequenos trabalhos por conta própria, deitará a mão a isto e àquilo, inventará negócios, mas não terá propriamente um emprego. E isso vai mudar muito o panorama das famílias.

A emancipação da mulher não é, pois, um tema do futuro – é já um tema do passado. A questão que hoje se coloca é saber como irá a sociedade ocidental resolver os problemas resultantes do ‘progresso’, de que a emancipação da mulher foi um dos aspectos marcantes.

No pressuposto de que, sem famílias equilibradas, será impossível construir sociedades estáveis.

jas@sol.pt




7 Comentários
clarificador
02.04.2012 - 20:10
A situação da mulher ocidental tem melhorado bastante,à custa de homens ingénuos e hiper- pamonhas,como por exemplo, o "principe" william Trouxay.
__
Muitas mulheres ocidentais estão mais independentes,à custa dos golpes do baú e outros baixos que conseguem dar a papalvos ocidentais.
__
Muitas mulheres ocidentais têm mais acesso ao mercado de trabalho,porque fazem certos e determinados "servicinhos" ,incompativeis com os Homens.
___
As mulheres ocidentais formam-se em número maior nas universidades do que os Homens,porque "por fora",um número significativo delas ganham dinheiro a vender o corpo;quantas tiraram os cursos assim.Ainda há tempo pouco,saiu no separador vida(salvo erro) aqui do Sol,uma notícia sobre este tipo de ocorrências nos EUA..
__
Muitas mulheres ocidentais têm notas melhores nas universidades do que os homens,porque a maior parte destes(homens ocidentais)chegam a ajudá-las mais a elas do que a eles próprios;é típico da vossa ingenuidade ocidental : "é menina,então vamos lá ajudar a colega que deve ter mais dificuldade" e depois elas habituam-se,"penduram-se" e claro,acabam por ter a vida mais facilitada,até porque muitos homens as deixam copiar por eles nos exames,testes e momentos de avaliação gerais.Só assim,é que a parte maior delas consegue ser "melhor".
__
Muitas delas ascendem a lugares de administração, porque fazem "ascender" muitos coisos,ahhh,coisas antes ou então têm Cunhas Gigantescas..
:::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::
Ele,o clarificador virtual,o Especialista de Mulheres Virtuais e reais Melhor que o mundo real provavelmente conheceu,conhece e conhecerá,deixa aqui a sua sugestão virtual para os homens reais ocidentais,se quiserem ter uma chance única de voltarem a ter Mulheres na Verdadeira e Virtual Acepção da Palavra e do Conceito : |DIFICULTEM-LHES o ACESSO à FACULDADE,excepto Medicina,pois a Mulher tem Virtual Vocação para a Medicina,mas no resto,NÃO as AJUDEM,DENUNCIEM-NAS QUANDO as VEJAM a COPIAR,NÃO lhes FAÇAM NEM as AJUDEM a FAZER os TRABALHOS ACADÉMICOS,DESCURANDO os VOSSOS PRÓPRIOS ESTUDOS e CONTRIBUINDO PARA que ELAS TENHAM NOTAS MELHORES.Se SOUBEREM que ELAS ANDAM a PROSTITUIR-SE POR FORA PARA PAGAR as PROPINAS e a UNIVERSIDADE,FALEM DISSO ABERTAMENTE e FREQUENTEMENTE PARA as CONSTRANGIR.Quando elas vos perguntarem dúvidas,ENCAMINHEM-NAS PARA os PROFESSORES;NÃO lhes FACILITEM a VIVÊNCIA ACADÉMICA!Elas penduram-se e apoiam-se em vós homens durante 5 anos de curso ou maisa,com isso e com o que foi descrito obtêm notas melhores e depois descartam-vos.Abram os olhos..na parte maior das situações,o Homem Virtual discrimina inteligente,razoável e equilibradamente os tipos de ajudas e as Mulheres a quem se devem prestar e acreditem,não serão a todas,com tendência às que merecem;às outras,em circunstâncias outras e determinadas,mas essa é uma discriminação já mais avançada.|
__
Dificultem-lhes a vivência,tentem atirá-las para baixo,não se reprimam ou jamais voltarão a ter Mulheres Decentes e Amistosas vez outra como no passado,para vosso pesar,já bem longínquo..
__
___
Sugestão virtual concluída.
provinciana
29.03.2012 - 21:02
Eu, que já nasci mentalmente emancipada sei das dificuldades e sacrifícios que uma mulher sofre quando decide trabalhar fora e não depender de ninguém e foi o que eu fiz.
Bem, mal ? não sei. Algumas vezes senti que os meus filhos me queriam em casa junto deles, outras vezes vi um brilho nos seus olhos quando visitavam o trabalho da mãe e falavam disso com orgulho.
Sei de muitas mulheres que desejariam ficar em casa a cuidar dos filhos se as condições financeiras da família o permitissem e não vejo mal nenhum nisso.
É difícil para as mulheres trabalharem fora e cuidarem da casa e dos filhos ao mesmo tempo, em muitos casos é mesmo uma violência sobretudo porque na maioria das vezes é uma necessidade e não uma opção.
Jalopes
28.03.2012 - 20:33
As mulheres têm um papel fundamental na sociedade e no lar. O lar é o sítio onde se aprende o essencial para a felicidade das pessoas e a viver dignamente, aprendendo as normas que humanizam o futuro das pessoas e da sociedade. Ela é insubstituível sempre, mas sobretudo quando os filhos são pequenos. E ajuda como ninguém o marido a ser feliz na família, na profissão e na vida essencial.
JoaquimVaz1234
28.03.2012 - 16:32
Marcelo e as mulheres
Esperava ver algumas reações a este artigo de José António Saraiva, já que aborda importantíssimo tema “emancipação das mulheres” que interessa, penso eu, a alguns milhões de mulheres portuguesas.
Esperava que se discutisse a essência e não a pessoa de JAS.
Mas isso ainda não aconteceu.
A única reação, até agora, é de Carolina Joyce, comentando não o texto de JAS mas a personalidade de Marcelo Rebelo de Sousa.
Ora, MRS nada tem a ver com a questão do artigo, sendo chamado à colação apenas para fazer
manchete.
O título do artigo é, aliás, abusivo pois sugere que MRS possa ter problemas especiais com as mulheres.
Vê-se que Carolina Joyce defende a posição de JAS contra a de MRS. Mas poderia esperar-se de CJ a defesa de uma posição sobre as mulheres em vez de uma ataque a MRS.
Coisas…



JoaquimVaz1234
27.03.2012 - 15:30
Marcelo e as mulheres

A “emancipação das mulheres” é um tema que vem sendo amplamente debatido em muitos fóruns e na Comunicação Social.

Estranho, por isso, que JAS só depois da conversa de Marcelo venha escrever sobre o assunto.

Mesmo aqui no jornal Sol, o tema tem sido largamente comentado por “opinion makers”, nomeadamente por Inês Pedrosa.

A situação da mulher tem melhorado bastante: têm maior presença no mercado de trabalho, formam-se em maior número do que os homens nas universidades e são melhores alunas, ascendem com mais frequência a lugares de administração… Enfim, são mais independentes!

Tenho comentado artigos de opinião de Inês Pedrosa, criticado o feminismo que os seus artigos revelam e o seu contributo para a constante degradação da “família tradicional”.

Mas não é por isso que o artigo de José António Saraiva acolhe o meu respeito. Ele tange a seguir uma teia de “inconvenientes resultantes da progressiva emancipação das mulheres”, o que não deixa de ser deveras estranho…
As mulheres casam hoje muito mais tarde do que há 20 ou 30 anos e têm menos filhos, a família perdeu estabilidade, os divórcios aumentaram em flecha, há muitas crianças a sofrer com a separação dos pais, há menos recém-nascidos amamentados nos primeiros meses, os bebés passam os dias longe de casa
Em duas gerações – diz - a família mudou radicalmente. Quando JAS era criança, a maior parte dos seus amigos tinha a mãe em casa. As mães eram domésticas, donas de casa, e asseguravam a gestão familiar. Quando os seus amigos chegavam da escola, a presença das mães em casa para os receber dava-lhes conforto e segurança.
A mãe tinham ‘criada’ para assegurar a si e aos seus irmãos a retaguarda. O sagrado vínculo familiar era, então, assegurado por um ser estranho à família…
Para JAS, esse mundo – o mundo em que as mulheres trabalhavam somente em casa - lamentavelmente, acabou.
A sua família era diferente – e, por isso, às vezes, JAS invejava-os. O seu pai vivia no estrangeiro e a sua mãe era professora, pelo que ele não tinha em casa a mãe à espera… A sua família não era, portanto, a “família perfeita” com que ainda hoje sonha…
As casas das famílias da classe média (e, já agora, das classes altas e baixas também) estão hoje vazias durante todo o dia. Os miúdos acabam a escola e não podem ir para casa porque não há lá ninguém e têm de ir para actividades extra-escolares.
Refere Maria Lamas, uma das grandes referências da luta das mulheres portuguesas pela igualdade que defendia intransigentemente os direitos do seu género. E no final da vida dizia amargamente que era uma violência as mulheres trabalharem fora de casa – porque continuavam a trabalhar o mesmo em casa, acabando por trabalhar o dobro…
Ora, Maria Lamas morreu em 1983, pelo que não pode ser chamada à colação quando se analisa a evolução do papel da mulher nas “ultimas décadas”.
O que dizem as mulheres de hoje é que é uma violência trabalha em casa, depois de uma jornada de trabalho fora…
É partir de um pressuposto errado, admitir que não somos cínicos, desde logo porque o casamento civil é um contrato entre o Estado e duas pessoas e o papel do Estado, se resume, como de costume, à amoral e conveniente distância de um qualquer volátil Código Civil.
A falta de equidade na distribuição das tarefas entre os membros do casal - uma escravatura para a mulher! – é um factor muito importante para a desagregação das famílias. Mas a disfunção tem muitos outros factores, como os maus-tratos físicos ou psicológicos, o ciúme, o cinismo ou a bestialidade.
Como diria Margarida Rebelo Pinto, um para-marido tem todas as vantagens de um marido, sem os respectivos defeitos; se não ajuda na lida da casa, recebe-nos em casa dele…
“Antes, as mulheres casadas ficavam fechadas em casa e não conheciam ninguém. Mas hoje conhecem muita gente, privam no emprego com muitos homens, têm muitas oportunidades, têm mais independência financeira, têm termos de comparação em relação aos maridos – e, portanto, quando uma mulher começa a ver o marido como um chato, como um peso que não ajuda na lida da casa e a quem, ainda por cima, tem de lavar a roupa e fazer a comida, é fácil projectar os seus sonhos num companheiro de emprego.”
Como se a mulher que trabalha em casa (?) fosse ainda hoje uma “freira” encerrada num claustro! Como se não existissem supermercados e centros comerciais onde passar boa parte do tempo. Como se a mulher hoje não se pudesse de relacionar com homens no café ou mercearia de esquina, no bar ou nas orgies of high society!
Deduz-se, portanto, do texto de JAS que uma mulher que, por opção ou abastança, não precise de trabalhar será sempre mulher impoluta, enquanto que a que, por opção necessidade ou prudência, precise de trabalhar será sempre uma potencial p**a!
Hoje, muitos homens mulheres trocam de casais para consumarem o sexo ou vivem em regime de “casamento aberto” sem que os seus pares se sintam traídos… É uma filosofia de vida livremente escolhida e mutuamente consentida…predominante não nas classes onde a mulher precisa de trabalhar mas naquelas precisamente em que, não têm um colega a assediá-las…
JAS reconhece que o tempo (e já agora os costumes) não volta para trás, mas deixa-se conduzir pelo sentimento sebastianista de acantonar a mulher no lar. Incauta será a mulher, hoje, que se deixe seduzir pelo canto de sereia, promovendo a entronização ao lar, sem acautelar o seu futuro. Feliz ou infelizmente, já passou a época do romantismo. Os tempos hoje são mais pragmáticos e bem difíceis, à espera do momento em que o casamento se desfaça…
Os desacordos familiares têm as mais diversas origens. Desde logo porque as pessoas se casam sem construírem um “plano de actividades”. O tempo de “namoro” que antes servia para se conhecerem as qualidades e defeitos do futuros esposos hoje só serve para fo***car. Depois porque a concorrência das mulheres é grande. A ostentação do corpo, está sempre a seduzir a “santidade” do homem. Por tudo isto, o casamento nunca estará consolidado se não houver entre os cônjuges um elevado sentimento de respeito e de abnegação capaz de manter a coesão da família.
Estamos, pois, perante a existência de valores morais ou da falta deles que caracterizam a sociedade dos nossos dias.
Mas isso é um magno assunto em que a Sociologia se devia empenhar muito mais do que tem feito.

Carolina Joyce
26.03.2012 - 23:03
Marcelo tem uma visão absolutamente quadrada e reduzida da sociedade como todos os politicos da actualidade... infelizmente são eles que com a teia do poder nos conseguiram acorrentar a esta sociedade pobre de principios humanos e rica em interesses económicos. Marcelo é pago, infelizmente, para atirar para a opinião pública textos como este para que o povinho se sinta culpado, sem alternativas e pronto a aceitar os piores sacrificios. Marcelo é um personagem hediondo da politica portuguesa e trabalha de uma forma escondida, dissimulado em boas intenções... próprio do cobarde sem escrúpulos. Querem alternativa a esta sociedade? Elas estão aí e só não se praticam porque a pessoas como o Marcelo não interessa o bem estar dos cidadãos, das mães, dos filhos... interessa o poder, mesmo que em sacrificio de vidas e dignidade humana.
surpreso
26.03.2012 - 14:14
As mulheres têm de reaprender a ser mulheres.Agora é só 90-60-85 dos "reality shows"


PUB
PUB
Siga-nos
CD Carríssimas Canções de Sérgio Godinho
Assinaturas - Revista FEEL IT (PT)
Siga o SOL no Facebook


© 2007 Sol. Todos os direitos reservados. Mantido por webmaster@sol.pt