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A cultura do falhanço

9 de Abril, 2012por Inês Pedrosa
Aintrodução de exames nacionais no final do quarto ano de escolaridade não promove a excelência, mas a discriminação social.

Todos sabemos que não é a mesma coisa crescer numa casa com livros, computadores e adultos capazes de puxar pelo melhor da capacidade das crianças ou numa outra onde nada disto exista.

Antes do 25 de Abril, a discrepância entre a ‘bagagem’ dos meninos ricos e dos outros era menor – porque não havia computadores e porque a elite dos que efectivamente tinham bibliotecas em casa era muito reduzida.

Claro que já então os exames nacionais a meninos de 9 anos eram injustos – mas, nessa época, o objectivo de manter as classes sociais estáticas e dentro das suas barreiras definidas era claramente expresso.

SENDO filha de um sargento, a minha mãe – que frequentava o Colégio de Odivelas e era aluna de quadro de honra –, estava obrigada a, terminado o então 5.º ano do liceu, seguir para o curso de Economia Doméstica. Só às filhas de oficiais era permitido fazer o 7.º ano e ter acesso à universidade.

O meu avô rebelou-se contra este sistema, e conseguiu que fosse concedido à filha o privilégio de continuar a estudar – mas na condição de permanecer no quadro de honra; se fraquejasse, numa disciplina que fosse (incluindo Costura), voltaria ao clube das gatas borralheiras a que, por discriminação de classe, estaria votada.

Era este o mundo dos exames da 4.ª classe (actual 4.º ano), um mundo que não existe na Europa. É esse mundo sufocante e desprovido de esperança que, precisamente quando Portugal mais precisa de estimular as novas gerações, se pretende recuperar.

Os ricos terão sempre vantagens – mas essas vantagens esbatem-se com a continuação do trajecto escolar, quer porque as escolas secundárias estão apetrechadas com computadores e bibliotecas, quer porque o peso dos professores e do ambiente extra-familiar se vai tornando mais importante à medida que as crianças se transformam em jovens e ganham autonomia (até para irem sozinhos à biblioteca municipal, e Portugal tem uma excelente rede de bibliotecas; esperemos que não seja assassinada pela fúria contabilística deste Governo).

Estes exames nacionais servirão apenas para passar atestados de incapacidade aos mais desprotegidos – e é de crianças de 9 anos que falamos.

Crianças que têm que aprender a procurar o conhecimento e apaixonar-se por ele antes de serem arrastadas para o mundo da competição desenfreada. Ninguém pode ser considerado um falhado aos 9 anos sem que isso afecte gravemente o seu futuro.

Acresce que o mundo da infância é ainda, em Portugal, vulnerável e perigoso – ao superior interesse da criança sobrepõe-se sempre a voz e o sentido de posse dos adultos, com o que isso implica de inimaginável violência e repressão quotidiana.

A ideia de apontar e separar os ‘maus alunos’ é, nesta idade, catastrófica. Como a ideia de pôr as crianças com problemas de desenvolvimento em competição directa e desigual com as que os não têm: quem não tiver garras que se dane. É a lei da selva em todo o seu esplendor.

A eliminação da disciplina de Formação Cívica é outro sinal terrível: urgente seria rechear essa disciplina dos conteúdos filosóficos que moldam o carácter e activam os neurónios, preparando-os para serem melhores em todas as outras áreas.

O fim da obrigatoriedade da Educação Tecnológica no 3.º ciclo, num mundo cada vez mais moldado pelas novas tecnologias, é outro erro de fundo desta reforma educativa. O que se pretende? Criar uma geração acrítica e desesperadamente individualista, orientada apenas para o imediato do deve e do haver? Depois queixem-se.

inespedrosa.sol@gmail.com




13 Comentários
JoaquimVaz1234
26.05.2012 - 19:24


Nunca vi aqui no Sol um conjunto de comentários tão adequados e assertivos às opiniões da D. Inês. Para gáudio meu, vejo que não sou a única alma discordante do pensamento da autora.

Chama à colação a necessidade dos conteúdos filosóficos que moldam o carácter e activam os neurónios, preparando-os para serem melhores em todas as outras áreas do saber...

Esquece –se que cada indivíduo organiza e interpreta as suas impressões sensoriais no sentido de atribuir significado ao seu meio, antes de serem processados pelos neurónios.

Que a natureza social faz com que pessoas de contextos sociais diferentes não prestem igual atenção aos mesmos objectos nem tenham os mesmos sentimentos, desejos e necessidades.

As percepções são “normais” porque realmente correspondem àquilo que cada observador vê, ouve e sente.

É por isso que temos “cinco sentidos” a colaborar, cada um à sua maneira, na formação da apreensão.

Contudo, mesmo assim podem ser deficientes, haver ilusões dos sentidos ou mesmo alucinações.

Se não capta a verdadeira realidade, se essa “realidade” é diferente para cada um de nós, estamos a ver o que ganhamos com a “activação dos neurónios”.

É por isso que “há tantas filosofias quantos os filósofos” a especular: acha que os pensamentos Platão, Confúcio, Spinoza, Kant, Hegel, Nietzsche, Karl Marx, Proudhon, Voltaire, Descartes, David Hume, Stuart Mill, Adam Smith, Auguto Conte, Bertrand Russel, Piaget, Ortega Y Gasset são todos iguais?

Não venha, portanto, com a história “conteúdos filosóficos que moldam o carácter e activam os neurónios, preparando-os para serem melhores ...

Quer a senhora queira, quer não, a Filosofia é uma mera ferramenta ao dispor dos humanos para ir perscrutando, dolorosamente os desígnios do Homem sobre os seus insondáveis destinos na Terra... Filosofia, não obstante o seu inestimável contributo para o conhecimento humano, é um conjunto de teorias, mais ou menos valiosas, e cujos ramos vão, paulatinamente se destacando e autonomizando, dando origem a ciências concretas, demonstráveis, mensuráveis e, tanto quanto possível, correctas.

Desta vez, a D. Inês faz de lídima representante do pensamento único e da praxis norte-coreanos: uniformizar, massificar subalternar, obedecer e adorar.

O plano é alinhar por baixo, tornar medíocre o ensino e, consequentemente os cidadãos, para que depois possam surgir as elites do pensamento único a dominar o rebanho.

Engana os leitores sobre a (in)utilidade de certas disciplinas como a Educação Cívica, a Educação Tecnológica – e, já agora, digo eu – a Educação Física e a Educação Sexual!

Sobre a Educação Cívica, está bem à vista de todos a manifestação de civismo que nos dão os alunos das universidades com a vergonhosa e criminosa prática das “praxes”...

Com a Educação Física, ocorre-nos perguntar quantos dos nossos jovens em idade escolar tiveram êxitos desportivos a nível nacional e internacional, em Jogos Olímpicos ou provas profissionais, quantas as medalhas arrecadadas, sem a intervenção das Academias dos clubes particulares. Ou quantos os professores de Educação Física das nossas escolas até ao 12º ano foram cobiçados e contratados para serem contratados para formar atletas de alta competição...

Quanto à Educação Tecnológica, compete-lhe, segundo os conteúdos curriculares: desenvolver o entendimento do mundo tecnológico, desenvolver o sentido crítico dos alunos e o seu sentido social... Mas a tecnologia, em si, nem vê-la!

Tudo vem a propósito de preservar os meninos da selva que é o percurso da excelência escolar...

Mente a D. Inês quando diz que a 4ª classe de outrora é equivalente ao 4º ano do actual ensino: os alunos do 9º ano de agora sabem menos, muito menos, que os alunos da antiga 4ª classe. E tudo isto porque se devem preservar os alunos da selva da concorrência, da chatice que é trabalhar para a excelência.

Os danos da unicidade no ensino perpetrados por iluminados pedagogos de esquerda fizeram a razia das escolas técnicas, em nome do indispensável unitarismo. Mas – pasme-se! – quando seria suposto acabar com os elitistas liceus, foi o ensino técnico que exterminaram!

Agora vem a coisa mais aberrante: a discriminação social! Porque carga de água vêm agira os mais favorecidos defender os pobrezinhos? É cinismo, oportunismo e não augura nada de bom!

O género, a etnia, a raça, a nacionalidade, a religião têm sido ao longo da História algumas das categorias relativamente às quais se verificou discriminação.

Para a autora do artigo, a “excelência”, em si, é já uma forma de discriminação. A discriminação nem sempre nos parece injusta e arbitrária, mormente quando se trate de discriminação positiva.

A discriminação é, como muitos outros conceitos, um estribilho para português ver. Para nãos sentirmos discriminados, seria melhor nunca termos nascido: uns são nados-vivos, outros nados-mortos, uns nascem são outros deficientes, uns nascem ricos outros pobres, uns nascem inteligentes e outros mais diligentes...

A discriminação é o refúgio de muita coisa: dos que não querem trabalhar e reclamam os bens dos outros, dos meninos que não estudam e cujos pais ( e activistas) acham que devem ter as “notas” dos outros, dos que não querem entrar na “selva” da competição, um prenúncio dos desmandos capitalistas... dos que querem que o Estado se paute pela exigência da mediocridade, dos que não fazem nem deixam fazer...

É difícil ser coerente, estar aqui todas as semanas a debitar opiniões e a perorar sobre a universalidade dos temas. Seria bom que quando falamos hoje nos lembrássemos do que dissemos ontem. Que, não ataquemos os “invejosos que não admitem que os outros tenham subido pelo próprio mérito” e, alguns dias depois, façamos uma apologética da incompetência e da mediocridade, em nome da indiscriminação.

Para terminar, quero dizer que discriminação pode é é, muitas vezes, um sentimento subjectivo: cada um sente o que sente e não aquilo que a D. Inês quer que ele sinta!

jimpereira
21.04.2012 - 18:15
"Exames escolares a meninos de 9 anos mantêm as classes sociais estáticas"
http://www.ocaoquefuma.com
Miguelmartel
14.04.2012 - 23:23
Ó Inês, o seu artigo é interessante, mas comete algumas injustiças e distorce a realidade. Fala na discriminação de classes. mas olhe que ela nunca foi tão grande como agora, embor apara a mascarar, também nunca se falou tanto em igualdade, etc...., mas onde têm os socialistas e comunas os filhos-Em colégios particulares, de prferência de amigos, para ajudar o miudo a fazer as cadeira, qual sócrates!
A sua mãe teve sorte em ter frequentado o Colégio de Odivelas (um privilégio "fascista"), face à mentalidade da época (noutros países democratas, pensava-se quase igual, nos EUA, só na década de 60, os pretos tiveram acesso a escolas nos estados do sul e mesmo assim, foram escoltados...), pois em regime socialista, o pai comia e calava, senão..., gulag com ele!
O mundo sufocante em Portugal, é o da irresponsabilidade, corrupção, da impunidade (anda-se a 200 à hora e o Estado é que paga, democrata!), da hipocrisia e o da manipulação histórica, como faz.
Não sou adepto da separação de alunos bons dos maus, pois tem consequências futuras terríveis, na medida em que a mentalidade discriminatória, o egoismo, aumentam..., contudo os bons não podem ser prejudicados pelos baldas.
Contudo, também nem todos podem ter um curso superior..., nem interessa, e o que se passa actualmente em portugal, é uma autêntica farsa e falsificação de estatísticas!
O País nada lucra com esta farsa, como não lucrou com outras ao longo dos últimos 40 anos
Perseu
13.04.2012 - 21:50
A partir dos tais 9 anos que se lixe a avaliação do trabalho dos professores, da escola, do material didáctico, etc.´
De faCto há fatos que não assentam nada bem.
Crescer dói! Por essa ordem de ideias, nunca se deveria negar nada às crianças.
É exactamente desta massa e paleio de psicólogos com pavor da somatização que a sociedade está infestada de pequenos reizinhos ditadores.
Raffael
13.04.2012 - 00:14
Não gosto de Inês Pedrosa mas hoje ela acertou em cheio, 9 anos é de fato cedo para incutir espirito de competição, coisa q pode esperar mais alguns anos até q o jovem tenha um mínimod esenvolvimento e uma mínima formação emocional para suportar os trancos e revéses e não somatizá-los e tornar-se um adulto problemático e às vezes até perturbado, até lá o exame pode ser feito mas apenas para avaliar o trabalho dos professores, da escola, do material didático etc
Perseu
11.04.2012 - 14:45
Discordo em ABSOLUTO da senhora!
Dou os meus parabéns ao texto do Hegel (10.04.2012 - 22:10)!
Minha senhora, os meus pais viviam com alguma dificuldade e eu fiz todos os exames : 4ª classe, Admissão ao Liceu e Escola Comercial( 2 exames distintos no que respeita a datas e locais), exame do 5º ano, exame do 7º ano e exames variados ao longo de cinco anos que foi quanto durou o meu curso superior.
Sobrevivi, imagine. E sem traumas!
O que a senhora afirma é uma aberração sobretudo porque compromete de forma muito negativa o papel da escola e dos professores deste país! Alunos provindos de famílias mais carenciadas têm, necessariamente apoios, não no sentido miserabilista, ou porque os jovens sejam mais desprovidos de capacidades intelectuais! Nenhuma escola ou professor deixará de apoiar estes alunos por saber exactamente, mais do que ninguém, que a família pouco ou nada lhes propicia.
Acho incrível como combate os exames, sabendo (acho eu!) como posteriormente a sociedade lhes vai exigir grandes performances e onde a avaliação é feroz. Se não prepararmos desde cedo os jovens para a selva, que será deles? Conheci jovens que só na faculdade tiveram de enfrentar exames orais. Um pavor! Numa sociedade onde a exigência começa a ser a palavra de ordem, estamos a preparar os jovens se continuarmos a retirar-lhes os “obstáculos” do caminho?
A senhora infelizmente cristalizou a ideia de uma escola que já não existe. A sua perspectiva de uma filosofia determinista que “desenha” o futuro indivíduo é absolutamente acéfala e anacrónica! Todos os jovens podem, e devem, ter direito à sua realização pessoal se forem devidamente orientados e respeitando as suas idiossincrasias.
A senhora pertence a uma geração que eu considero já superprotegida. A actual geração de jovens continua a ser infantilmente protegida como é exemplo o caso infeliz da morte do jovem do 12º ano na viagem de finalistas. Achei um absurdo que o presidente da câmara de Castro Verde não perdesse o ensejo ( objectivos políticos óbvios!) de repetir até à exaustão que a “sua” câmara iria dar apoio psicológico aos jovens colegas! Por amor da santa! No meu último ano do liceu, morreram três colegas num desastre brutal. Fizemos todos o luto já na qualidade de jovens adultos e ninguém está traumatizado! Mas actualmente não deixam os jovens crescer, não lhes permitem que enfrentem a morte. A perda. São jovens com 17, 18, 19 e mais anos!
Agora ainda vem a senhora com essa dos desgraçadinhos dos pobrezinhos que irão ser discriminados pelos exames?Afinal só nos separam dez anos mas neles parece caber um fosso que a faz parecer 20 anos mais velha do que eu.
Hegel
10.04.2012 - 22:33
Quanto à sua mãezinha, aconselho-a a ver os filmes americanos dos anos 50 e 60 para perceber que o papel da mulher como mãe e dona de casa não era um exclusivo de Portugal. Foi precisamente a necessidade de as mulheres assegurarem a força fabril durante a guerra que abriu o mercado de trabalho às mulheres.
E digo-lhe que se a sua mãe andava no colégio de Odivelas estava muito acima da média do tempo, muito perto do perigoso limiar "dos ricos". A minha não teve essa sorte e teve que trabalhar de dia e estudar de noite, já adulta e mãe.
O seu mundo é demasiado "petit bourgeois", fragmentado e deslocado da realidade de quem tem horários apertados para cumprir, para assegurar a sobrevivência quotidiana da família. As suas angústias são demasiado ociosas para quem tem que lutar com a dura realidade quotidiana.
Lamento.
Hegel
10.04.2012 - 22:22
Mas pode ficar descansada: num país onde 80% das pessoas têm salários ou pensões abaixo de 800 euro, a senhora está rodeada de pobres. Some aqueles que têm o dinheiro lá fora e não pagam impostos (os verdadeiramente ricos)e fica com o rótulo de ricos colado à classe média de quadros que ganham a vida com o seu trabalho diário.
A escola nada tem com a classe social dos alunos. Deve aferi-los, mais nada. De outro modo terá incompetentes médicos ou professores dos seus netos apenas porque são "pobres". Isto não é justiça minha senhora, é preconceito!
Seja objetiva. Fazer um sistema facilitista só fragiliza quem quer verdadeiramente aprender seja pobre ou rico. Nos Estados Unidos quando tem entrada num laboratório de investigação ou numa empresa de alta tecnologia, alguém lhe pergunta se é "pobre"?
Muitos dos alunos mais excelentes são "pobres". Não os insulte. E por favor as suas lavagens mentais moderninhas, não obrigado. É que há uma família em casa para cuidar e guardar,com senso, como se diz nos States. So long!
Hegel
10.04.2012 - 22:10
Cara Senhora,
Eu não tive pais ricos e fiz o antigo exame da 4ªclasse em 1972.
Fui sempre dos melhores alunos e dentro do que me foi possível determinei a minha vida sem cunhas, sem bichas, sem graxas, não vendendo a alma.
Não fiquei traumatizado...
Aliás, sem exames, os meninos-queridos até nem têm que se submeter ao crivo nacional e podem ser bafejados pela sorte de um professor mais condescendente ou de uma escola mais "compreensiva" na avaliação!
Sabia que na Suiça e outros países nórdicos os miúdos são triados em três níveis, predefinindo quais aqueles que terão acesso ao ensino universitário? Por isso não há insucesso escolar.
Três níveis de exigência distinta, três níveis de horizontes diferentes.
"Conteúdos filosóficos que moldam o caráter e activam os neurónios..." Estarei equivocado ou a senhora está a propor uma lavagem cerebral?
Quem define esses conteúdos filosóficos e que conteúdos são esses?
A senhora já reparou em que mundo vive? Já reparou que o mercado de trabalho não é compatível com o seu eduquês?
A escola deve preparar as pessoas para o mercado de trabalho. Não deve dizer que os alunos são todos iguais, porque isso é falso e estúpido!
Eu penso ser um ultraje para pessoas de ascendência modesta presumir à partida que são mais estúpidos ou têm menos aproveitamento do que os filhos dos ricos. Minha senhora, há muitas pessoas modestas que ficaram célebres e foram alunos excelentes e há muitos filhos de ricos que são grandes cavalgaduras. Em que mundo é que a senhora vive?
Tal como no marxismo a senhora pensa que os pobres estão carregados de virtudes e os ricos carregados de vícios? Olhe que há ricos generosos e pobres invejosos. Ainda não desceu à pessoa concreta. Ainda não conhece os meandros do coração humano. Gandhi, Teresa de Calcuta, Francisco Xavier, Francisco de Assis, fizeram mais pelos pobres que muitos pobres, como sabe.
Rufia
10.04.2012 - 16:52
http://sol.sapo.pt/inicio/Opiniao/interior.aspx?content_id=46207&opiniao=Opini%u00e3o

Muito clarificadora...
PedroPenedo
10.04.2012 - 15:28
O sistema de ensino, em Portugal, pelos vistos contínua viciado. Os exames são bons porque fazem uma avaliação dos professores e dos alunos.
No meu tempo de escola os filhos dos ricos raramente chumbavam. Os professores sabiam que os pais tinham dinheiro para os mandarem para a faculdade e com ou sem mérito lá os empurravam.
O problema é que uma vez no continente não conseguiam arranjar os padrinhos à rapidez do semestre e a maioria voltava um pouco mais cedo para o costumeiro banho de assento. E a desculpa era sempre a mesma os meninos tiverem dificuldade na adaptação.
Alguns deles enveredaram pela política. São homens de liderança. O país sem eles o que seriam?
clarificador
10.04.2012 - 15:17
A discriminação social humana sempre houve,há e haverá,enquanto houver seres humanos viventes;depois existem as discriminações((bem como todas as outras)) sociais inteligentes,razoáveis e equilibradas e discriminações outras desproporcionadas,obtusas,incompetentes,ignóbeis,imbecis,negativamente convenientes,interesseiras,hipócritas,cinicas,negativamente elitistas,injustas,mentecaptas,etc..etc..etc..,que é a que em exemplo flagrante,governa o Portugal real há muito.
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A discriminação é tão antiga e vital,como o próprio universo e faz mesmo parte intrínseca deste e da sua formação,pelo modo como este((universo)) tem distribuidas as suas partículas;por isso ò sua besta transgénica((ele,o clarificador,refere-se à inês pedrosa.Who else could be?Sua "amiga colorida" Macaca do Rabo Pintalgado,p.ex)),a discriminação não tem só a vertente negativa que à viva força tu((inês pedrosa)) e gajas similares(ex:(Macaca do Rabo intalgada)) a ti lhe querem dar,como ferramenta luciferina para por exemplo,defenderem e chamarem casamento,àquilo que se passa num PAR homossexual.
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Esta,ESTA discriminação social,que vigora no Portugal real,tanto é virtualmente muitíssimo má,que se tem revelado ruinosa mesmo na vossa realidade.Agora...,agorinha...,um dos actos primeiros de uma virtual discriminação social inteligente,razoável e equilibrada,seria colocar -te a ti((ele refere-se ,à besta mutagénica inês pedrosasa)),à tua "parceira" Malucona sem Rédea Posta e a outras mutantes humanas que defendem e lutam pela abominação camuflada de normalidade,NUM CIRCO para ABERRAÇÕES e isto claro,se o Dono Virtual deste circo,o Frankeinstein,vos quiser lá..pois o Frankeinstein tornaram-no monstruoso por fora,mas vocês....SÃO-no POR DENTRO ATÉ ÀS ENTRANHAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAASSS.
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Sugestão eventual para o passo primeiro de uma discriminação social inteligente,razoável e equilibrada,apresentada.
Rufia
10.04.2012 - 11:13
Em princípio, sou a favor dos exames. É errado ostentar um título, sem o correspondente saber, aferido de forma tendencialmente universal. Além disso, o essencial do conteúdo dos exames deve ser ministrado nas aulas, em pé de igualdade.

Não é minimamente racional que haja passagens administrativas, só para “não discriminar”, por razões diversas. A não ser que os denominados intelectuais do paleio…, queria das letras… vulgo blá-blá, gostassem de ser operados por um neurocirurgião que tivesse obtido o diploma através de passagens administrativas.

Coisa bem diferente, isso sim já no domínio do abominável, é a discriminação das crianças, em função dos pais serem ricos ou pobres e, pior, por mera futilidade de casta, como no caso dos filhos de sargentos versus oficiais, de médicos versos enfermeiros, etc.



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