O vice-presidente social-democrata, Diogo Leite de Campos, disse hoje que um futuro Governo PSD cumprirá os compromissos assumidos pelo Executivo actual e considerou o plano de resgate português como uma conta que o Governo socialista deixa para Portugal pagar.
actual Governo», disse Leite de Campos, em declarações aos jornalistas, à margem de uma conferência sobre O Projeto Social da Empresa e os Benefícios Sociais.
Na conferência, Leite de Campos, que é também advogado fiscalista, afirmou que «um Estado bem organizado dá para todos» e que, caso se consiga «cortar os benefícios fiscais disparatados, que representam uma gestão danosa», será possível diminuir a despesa, aumentar a receita e diminuir a carga fiscal.
Leite de Campos considerou ainda que «o programa do Fundo Monetário Internacional (FMI) é uma conta apresentada por este Governo aos portuguese, que poderá levar o Executivo socialista a aumentar os impostos.
«Esperamos que, se este Governo acordar com o FMI o aumento de impostos, que sejam sobre os mais ricos, e não sobre os mais pobres», adiantou o vice-presidente do PSD.
A troika composta pelo Fundo Monetário Internacional, Banco Central Europeu e Comissão Europeia iniciou na segunda-feira as negociações com os responsáveis portugueses para delinear um plano de ajuda financeira a Portugal, após o pedido feito pelo primeiro-ministro demissionário, José Sócrates, a 6 de Abril.
Na conferência, Diogo Leite de Campos defendeu ser necessário que o Estado determine «quem tem necessidades efectivas, reais, para cobrir necessidades que são publicamente relevantes» e satisfazer essas pessoas, mas não a toda a gente.
«Assim poupa-se dinheiro, por um lado, com os que não precisam de benefícios, e beneficiam-se ainda mais aqueles que realmente necessitam», afirmou.
«A actual carga fiscal portuguesa, derivada do desvario do Estado, diminui a nossa competitividade (…) Para a diminuir, é preciso gastar o que é necessário, com o que é necessário», acrescentou.
Lusa/SOL