O líder do PS/Porto afirmou hoje que os ministros de Estado Teixeira dos Santos e Luís Amado, números dois e três da hierarquia do Governo, deixaram de fazer parte das listas socialistas de deputados «por vontade própria».
Renato Sampaio falava aos jornalistas antes de se iniciar a reunião da Comissão Política Nacional do PS, que aprovará as listas de candidatos a deputados deste partido.
Nas eleições legislativas de 2009, o ministro das Finanças foi segundo pelo círculo eleitoral do Porto, enquanto que o ministro dos Negócios Estrangeiros encabeçou a lista por Leiria, onde é agora substituído pelo presidente da AICEP, Basílio Horta, ex-dirigente do CDS-PP.
Sobre a saída de Teixeira dos Santos do lugar de «número dois» na lista pelo Porto, Renato Sampaio alegou que «essa é uma questão da quota do secretário-geral, José Sócrates».
«Mas julgo que, tanto Teixeira dos Santos, como Luís Amado, não quiseram fazer parte das listas de candidatos a deputados. É portanto um problema de opção pessoal deles», alegou o líder do PS/Porto.
Renato Sampaio adiantou ainda que para uma candidatura se concretizar «têm de estar reunidas duas condições: vontade da pessoa para se candidatar e depois ser aceite».
«Julgo que a vontade de Teixeira dos Santos e Luís Amado sobrepôs-se e penso que vão fazer falta», sustentou.
Interrogado sobre a controvérsia em torno das listas do Porto, Renato Sampaio apenas disse que «a renovação principal» nesta estrutura «foi feita há ano e meio».
«E agora continua», acrescentou.
Já o ministro dos Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão, justificou aos jornalistas os motivos que o levaram a deixar de ser cabeça de lista por Santarém, sendo agora «número quatro» pelo círculo eleitoral de Lisboa.
«Muito me honrou representar os eleitores do distrito ribatejanos, mas agora faz sentido que a minha candidatura se faça numa lógica de maior proximidade em relação ao meu local de residência», afirmou.
Lusa / SOL