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'Passos ganhou eleições dizendo o que pensa'

9 de Junho, 2011por Sofia Rainho
Alessandra Augusta, brasileira, 40 anos, foi a responsável pelo marketing da campanha que levou Passos Coelho até S. Bento. Falou ao SOL antes de regressar a Brasília.

Quando teve a percepção de que Passos Coelho ia ganhar as eleições?

Estivemos sempre em vantagem. Mas nos últimos dez dias tínhamos mais segurança e os ataques também aumentaram. O debate entre Passos Coelho e Sócrates surpreendeu em todos os sentidos, tanto o eleitor como o adversário. Sócrates estava habituado a dominar e a falar só do que quer e ficou algumas vezes sem reacção. Foi muito importante para conquistar a confiança das pessoas.

Quais as principais diferenças entre esta campanha e as do Brasil?

A lógica de campanha é completamente diferente. No Brasil, temos os tempos de antena com uma regularidade que vai desde 15 de Agosto até 30 de Setembro, dia sim, dia não. E o embate dá-se muito mais nos tempos de antena e nos ‘comerciais’ do que no ‘free media’, como vocês funcionam aqui em Portugal. As televisões, as rádios, os jornais…

Qual foi a maior dificuldade?

Trabalhar o dia-a-dia da ‘free media’. Porque aqui faz-se parte de uma campanha ao vivo, uma campanha em directo. É diferente do Brasil, onde se consegue produzir uma mensagem mais fechada. Não tem essa sobreexposição. E também há os debates, mas com regras muito definidas, tempo para cada um, não há interferência do moderador, ele não faz perguntas. É muito mais rigoroso. Depois, houve o jingle (hinos, como vocês chamam), que foi uma coisa nova e criou muita polémica mas que as pessoas gostaram. Eu apanhei muito por causa deles (risos). Foi o ruído por mudar Passos Coelho e por ser muito alegre. As duas letras são minhas e foi muito divertido fazê-las.

Tentou modelar Passos Coelho?

Não. O que se fez foi potenciar o que ele tinha de bom. O mais interessante desta campanha é que o ‘não-marketing’ foi o grande marketing. Não trabalhámos Passos Coelho e deixámo-lo o mais natural possível. Porque é um candidato consistente, ainda que pouco conhecido. Mas, ao mesmo tempo, tínhamos outros dois candidatos, Sócrates e Portas, que eram excessivamente marketing. Eram sound-_bytes demais. Essa autenticidade de Passos Coelho foi uma mais-valia. É uma circunstância positiva: tínhamos um candidato com conteúdo, com histórico, que sabia como falar com as pessoas, principalmente na rua, com um discurso próprio e formatado. Foi muito mais ele a contribuir para que nós só déssemos forma às coisas do que o marketing a interferir directamente. Se Passos Coelho tivesse um perfil mais artificial não teria avançado tão rapidamente.

Essa foi a característica de Passos Coelho mais fácil de explorar?

Sem dúvida.

E qual foi a mais difícil?

Teve alguns momentos em que nós dissemos ‘ai meu Deus, podia ter sido menos autêntico’ (risos).

Foi difícil convencer Laura a entrar na campanha?

Não houve invasão da nossa parte. A entrada de Laura na campanha foi um consenso entre os dois de que seria uma participação natural e na medida em que ela desejasse.

A primeira aparição foi naquele vídeo da Páscoa, não foi?

(risos) Sim. Mas eu não tive qualquer participação nesse vídeo.

Sentiu que estava a a lutar contra uma máquina de propaganda muito forte como sempre foi conhecida a do PS? Quem é que se notou mais?

Fortíssima. A máquina do PS é muito forte e consolidada, mas as pessoas estavam muito cansadas e isso ajudou bastante.

Daqui a 4 anos, ou na próxima campanha que houver, vai voltar a trabalhar com Passos Coelho?

Gostaria muito. Acho a trajectória dele muito bonita. Eu dizia sempre: ‘queria tanto um candidato que falasse tudo o que quisesse e que ganhasse’ (risos). Foi muito legal.

Uma característica de Sócrates que considere positiva. E uma negativa.

É uma figura muito carismática e tem uma relação com a população de muitos anos e isso é muito forte. Mas tem o problema do excesso de marketing.

E Paulo Portas?

Fortaleceu a questão do apoio aos mais necessitados. O problema era o exagero de frases feitas.

sofia.rainho@sol.pt




27 Comentários
Toinowsky
14.09.2012 - 01:37
Minha querida, o Passos não ganhou nada. Quem ganhou foi o SóKras: 383 milhões e uma vida repimpada em Paris. O resto é conversa da treta!
Os otários (como alguns comentadores deste jornal) que lhe defendiam e defendem o coiro com unhas e dentes é que "ficaram a dançar com a mais feia"...desempregados.
A estes, resta fazerem uns trocos nas privatizações, porque o tacho foi rapadinho até aparecer o alumínio polido.
Toinowsky
14.09.2012 - 01:17
Minha querida, o Passos não ganhou nada. Quem ganhou foi o SóKras: 383 milhões e uma vida repimpada em Paris. O resto é conversa da treta!
Os otários (como alguns comentadores deste jornal) que lhe defendiam e defendem o coiro com unhas e dentes é que "ficaram a dançar com a mais feia"...desempregados.
A estes, resta fazerem uns trocos nas privatizações, porque o tacho foi rapadinho até aparecer o alumínio polido.
Adao
11.06.2011 - 18:13
Esse é exactamente o paradigma da nossa politica.....se ele ganhou as eleições por dizer o que pensa, logo como não temos qualquer certeza se ele realmente pensa, as eleições poderão nem sequer ter existido.
Será que sonhamos?
chaparral
10.06.2011 - 12:00
em politica Deus não dorme, mas o diabo também não..........
makiavel
10.06.2011 - 09:30
Passos disse o que pensava.
Pensa que é preto. O mais africano de todos os candidatos.

Quanto pagou por essa frase?
manuel36lx
09.06.2011 - 22:21
Sim... sim... mais uma brazuca de falinhas mansas a pensar que vende banha da cobra aos trouxas! ainda o Brazil "não existia" já nós a vendíamos em Portugal à 500 anos! Passos Coelho não ganhou a dizer o que pensava mas sim o que o povo queria ouvir! Isso sim, é marketing puro e duro!
Pluto
09.06.2011 - 22:12
Passos é um mentiroso como qualquer outro...

Deixem de nos fazer de parvos!
LordByron
09.06.2011 - 21:43
Esta pobre… será que é isto o exemplo de meritocracia que nos querem dar???
Não… pobre imbecil!!!
Ele não ganhou por dizer o que pensava!!! Ele ganhou mesmo apesar de dizer o que pensava!!!

O não perceberes a diferença, faz de ti pouco inteligente e não especialista em marketing.
chaparral
09.06.2011 - 18:26
as brasileiras são mesmo boas, uma fez o Passos Coelho ganhar a eleição, outra ofereceu um emprego ao José Sócrates.
Até podia nem haver brasileiras metidas no assunto, mas não seria a mesma coisa de certeza
parasol
09.06.2011 - 18:07
onlyghost
09.06.2011 - 14:57 Tu ao menos, quando maldrabas. aldrabas mesmo...
parasol
09.06.2011 - 18:06
GALAICOLUSITANO
09.06.2011 - 17:24 Olha que quem julga os outros por si erra muito...

parasol
09.06.2011 - 18:05
zeparolo
09.06.2011 - 17:52 Fizeste o teu autoretrato? Acho que te falta mais que estatura, falta-te educação e muita cultura...
zeparolo
09.06.2011 - 17:52
Não gosto da dicotomia esquerda/direita!

Gosto mais da dicotomia Honesto/desonesto!

Mas, infelizmente, as pessoas que se arvoram de esquerda têm pouco de cultura democrática!

São pessoas que nem sabem ganhar, nem sabem perder!

Falta-lhes estatura!
GALAICOLUSITANO
09.06.2011 - 17:24
Eu bem disse que estes cachorros PS não passam de uns aprendizes do Fascismo e que não aceitam resultados eleitorais.
antoniopestana
09.06.2011 - 17:24
A Alessandra Augusta sabe o que Passos pensa,coisa que mais ninguém sabe...nem mesmo a Laura.
kemal
09.06.2011 - 16:54
Passitos não ganhou nada. Os votos dos eleitores foram fortemente condicionados pela campanha anti-Socrates que já dura desde a sua primeira candidatura.
Não tarda o bombo da festa vai deixar de ser Socrates para passar a ser o Passitos. A falta de força do primeiro-ministro é também a fraqueza da própria democracia. Antes do fim do ano teremos a comunada e os rascas nas rua a queimar automóveis e a assaltar as lojas. Quiçá também os imigrantes se mostrem na desordem e na arruaça.
Massilva
09.06.2011 - 15:44
Qualquer dos candidatos tem um grande défice de curriculum pessoal. Falta-lhes estofo para o lugar. Por isso, quem vem ganhando é a abstenção. O resto é votar por estar farto e querer tentar a mudança.

O povo está-se cada vez mais afastando destes pol´ticos
brisadomar
09.06.2011 - 15:20


Foi um marketing ao natural,

nem se pense que os 41% de abstenção tiveram influência alguma no resultado final com UMA MAIORIA RELATIVA.

Depois "made in Brasil" é outra coisa, por cá não temos disso.

onlyghost
09.06.2011 - 14:57
Passos Coelho é um político genuíno, Pinto de Sousa é produto do marketing. Passos é afável, Pinto de Sousa é arrogante. Passos é tribuno enquanto Pinto de Sousa é "telepontista". Passos é espontâneo, Pinto de Sousa é previsível. Foi aliás esta a principal razão porque Pinto de Sousa perdeu o debate com Passos Coelho e iniciou a sua estrondosa queda política.
Sergio Vila Pouca
09.06.2011 - 14:54
Gostava de ver a fazer o marketing do Sócrates e teres ganho como ganhaste com o Coelho.



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