O ex-ministro dos Negócios Estrangeiros Luís Amado considerou hoje que os discursos do Presidente da República e primeiro-ministro foram «os que se impõem nas actuais circunstâncias» e afirmou que o «sucesso do executivo será o sucesso do país».
«Os principais responsáveis políticos, o primeiro-ministro e o presidente da República fizeram os discursos que se impõem nas circunstâncias actuais», disse.
Amado, que abandona hoje formalmente as funções de ministro do Estado e dos Negócios Estrangeiros, falava aos jornalistas no final da tomada de posse do XIX governo constitucional, que decorreu no Palácio da Ajuda.
Questionado pelos jornalistas sobre que conselho daria ao novo executivo, Luís Amado rejeitou esse papel: «Não dou conselho nenhum, nem tinha que dar, desejo muitas felicidades a este governo».
Luís Amado, que ficou fora das listas do PS nas últimas legislativas, lembrou que este «é um governo que toma funções em circunstâncias muito difíceis, que tem desafios tremendos pela frente», acrescentando: «Acho que é importante que o país tenha confiança no seu governo sobretudo nesta fase em que é indispensável mobilizarmos as energias de todos».
Amado reforçou os votos de «muito sucesso» ao novo governo, porque: «Isso será também bom para o pais».
No seu discurso depois de dar posse ao novo executivo, o Presidente da República considerou que o país não está em condições de viver «crises políticas sucessivas» e sublinhou que competirá ao novo governo assegurar que a coligação governativa tenha «solidez, consistência e durabilidade».
Pedro Passos Coelho garantiu, no discurso de posse, que quer estabelecer um «novo pacto de confiança» entre o seu Governo e os portugueses para enfrentar os actuais «tempos difíceis».
Lusa/SOL