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Rui Rio defende que investimento na educação é o 'melhor' para o futuro do país

22 de Setembro, 2011
O presidente da Câmara do Porto, Rui Rio, defendeu hoje que o investimento na educação «é o melhor que se pode fazer» para o futuro do país e prometeu continuar a aposta na área até ao fim do mandato.

«Esta é uma estratégia que vale a pena porque pode não ter reflexos imediatos, mas, para o futuro do país, é o melhor investimento que se pode fazer – é na educação, ou seja na formação dos recursos humanos. Um país é aquilo que os seus recursos humanos conseguirem fazer, tudo o resto vem por acréscimo», sublinhou o autarca, em declarações aos jornalistas.

Rui Rio falava no final da inauguração do Centro Escolar de Nevogilde, que acolhe a EB 1 e jardim de infância (JI) S. Miguel de Nevogilde, e assinalou depois a requalificação da EB1/JI dos Miosótis, revelando que nas duas intervenções a autarquia investiu 5,4 milhões de euros.

Lembrou que «todos os anos» a Câmara tem feito «reabilitações fortes» ou «escolas novas», dedicando «uma fatia do orçamento municipal à educação», de forma a cumprir o «principal objectivo» do presidente da autarquia – a coesão social.

«Daqui até ao fim mandato vamos reabilitar todas as escolas que for preciso reabilitar em função do dinheiro que não é elástico. Mas, ainda assim, a situação financeira da Câmara do Porto é suficientemente cómoda para permitir que se faça isto todos os anos», observou.

À Lusa, a vereadora do Conhecimento e Coesão Social, Guilhermina Rego, revelou que existem mais «quatro escolas que é preciso reabilitar», referindo-se à do Bom Pastor, Paulo da Gama, Campinas e Augusto Lessa.

No entanto, ainda «falta definir, em função do orçamento municipal e das necessidades de intervenção» quais e quantas destas escolas serão reabilitadas, adiantou.

Construído no perímetro da antiga escola S. Miguel de Nevogilde e do jardim de infância 'Cantinho do Sol', o Centro Escolar de Nevogilde tem agora capacidade para 550 alunos (400 no primeiro ciclo, distribuídos por 16 salas e 150 no pré-escolar, para seis salas).

O novo equipamento, da autoria do gabinete Arquitectos Veloso, tem ainda biblioteca, sala de multimédia, espaço polivalente, refeitório, gabinete médico, sala de professores, campo de jogos, pátio exterior e cozinha pedagógica para actividades com as crianças.

Na escola dos Miosótis, inserida no Agrupamento de Escolas do Amial, foi criada uma sala de pré-escolar, para 25 crianças e melhorado o conforto das salas de aula, polivalente, biblioteca e recreio escolar coberto.

Questionado sobre o buraco financeiro da Madeira, Rui Rio referiu que «enquanto presidente da Câmara fala sobre buracos financeiros desde 2002», não tendo mais a acrescentar.

«Tive uma grande tarefa que foi tapar o buraco financeiro que tenho. Sobre buracos financeiros não tenho mais a acrescentar do que tenho vindo a dizer ao longo de dez anos, aliás com muitas críticas. Chamaram-me muitas vezes contabilista, disseram que tinha pouca ambição e pouco rasgo… agora a Câmara do Porto tem as finanças equilibradas e o rasgo dos outros foi tanto que rasgaram o futuro do país», afirmou.

Lusa/SOL




2 Comentários
novesfora
23.09.2011 - 11:58
COM SINDICATOS NÃO SE VAI A LADO NENHUM.


Se és professor contratado concordas por certo com o que está escrito, se és pai ficas a compreender a situação do professor do teu filho, se não te encaixas em nenhuma destas categorias conheces por certo alguém que se encaixa. Encaminha mas perde dois minutos para leres, depois sim, podes criticar.
Paula Pereira




"De todos os pontos de Portugal, 7 de setembro de 2011

Quem somos? Professores contratados.
Quantos somos? Somos muitos!!!

Este documento surge no âmbito da situação em que nos encontramos, graças aos sindicatos e ao Sr. Ministro da Educação Nuno Crato. Para a realização do mesmo utilizámos a informação recolhida no sítio da DGRHE (que nem sempre se encontra disponível) e este surge nesta fase por considerarmos que já não é possível espezinhar nem humilhar mais os professores contratados.

Quem diz que a tradição já não é o que era, com certeza não se referia ao Concurso de Docentes. Todos os anos a história se repete: dia 31 de Agosto é sinónimo de incerteza, stress, mudanças e, para os mais sortudos, de alívio (com o prazo de validade de um ano).

Ansiamos pela publicação das listas pela DGRHE e até apostas fazemos acerca da hora em que teremos acesso às mesmas. Este ano, tal como apareceram, desapareceram, dando lugar a um "engenheiro" de capacete amarelo, que apelidámos de "Bob" e que nos impedia de aceder, estando o portal "Em manutenção" durante várias horas.

Considerando a tradição, era previsível o aparece/desaparece das listas, mas e o "desaparecimento" de 3 mil e tal horários? Nem Houdini seria capaz de tal proeza!

O que não pode (também) ser ignorado é a ausência de qualquer nota informativa, por parte do Ministério da Educação, que justifique esta situação. Este silêncio é revelador do desrespeito existente em relação à nossa classe, que tanto tem dado à escola pública. Merecemos que nos tratem sem qualquer respeito? Já sabíamos que para a tutela não somos mais que um número, que todos os anos vive à mercê do seu jogo, mas tratarem-nos desta forma tão leviana, tão desrespeitosa, não dando uma explicação para o feito, não é, de todo, razoável nem aceitável.

Assunto também escandaloso, e do qual ainda também aguardamos informações esclarecedoras, prende-se com a problemática que envolve as Ofertas de Escola.
Em pleno mês de Agosto, mês em que os docentes estão a usufruir das suas merecidas férias, são colocadas a concurso algumas centenas de ofertas de escola, com o intuito de preencher lugares para escolas TEIP. Importa salientar que estas escolas têm autonomia para contratar pessoal, segundo critérios específicos, e às quais só podem concorrer, no concurso nacional, docentes com ausência de componente letiva (DACL). Todos os outros docentes, leia-se contratados, só o podem fazer candidatando-se directamente na aplicação informática da DGRHE, em Ofertas de Escola. Ou seja, todos os docentes, quer se encontrem de férias ou não, têm obrigatoriamente que se deslocar com o seu computador e internet pessoais e consultar diariamente o sítio da DGRHE para poder concorrer atempadamente às referidas ofertas e dentro do prazo estabelecido por cada escola.

Os critérios que cada escola define são vergonhosos, já que os mesmos parecem ser criados especificamente para determinada pessoa, não importando a graduação profissional que é, talvez, um dos poucos itens do concurso com maior peso de justiça para todos os candidatos. São milhares os colegas com maior graduação a serem ultrapassados por outros com graduação bastante inferior, querendo isto dizer que os anos de docência, de experiência, de sacrifício e instabilidade, tanto a nível pessoal como profissional, em benefício da escola pública, de nada valeram.

No dia 31 de Agosto, dia em que saíram as magras listas de colocação e não colocação dos professores, começaram a ser seleccionados para as referidas escolas TEIP docentes para preencherem as vagas não ocupadas pelos DACL, verificando-se o que acima se referiu, ou seja, a entrada de colegas contratados que "escalaram" sobre colegas mais graduados que estes. No dia 2 de Setembro, todas as ofertas de escola, cujo prazo de candidatura ainda estava a decorrer, desapareceram da aplicação informática, sem qualquer explicação para tal.
Hoje, dia 7 de Setembro, continuamos a aguardar uma explicação sobre o assunto, ao qual nem sindicatos, nem diretores e nem a própria DGRHE conseguem responder. E milhares de professores contratados encontram-se presos a um ecrã, a um telefone, a aguardar desesperadamente por uma resposta, um sinal, uma explicação que faça sentido e que apazigue os seus corações, pois a vida não pára, as contas não deixam de chegar e nós continuamos a ter que nos alimentar e sobreviver.

Queremos questionar também a legalidade do não pagamento da Caducidade do Contrato, já que no dia 14 de Julho foi emitida uma sentença favorável a que esta fosse paga pelo Tribunal Administrativo de Círculo de Lisboa, prevista no disposto no nº3 do artigo 252º do (Lei 59/2008 de de 11/9). O Ministério da Educação recusou-se a pagar e, assim, todos os professores contratados que não viram o seu contrato renovado não receberam o que por direito é deles. Esta situação é grave, principalmente por ser recusada a uns e a outros não. Existirão diferentes realidades, num país que se rege pelas mesmas leis? Seremos, para este sistema, apenas estatística? Seremos apenas números que enchem as capas de jornais e que servem para abrir telejornais, para dar ainda mais ênfase à crise que atravessamos e ao desemprego exponencial do país?

Deveria haver mais respeito por quem se empenha e trabalha para ajudar a formar um país melhor!

Atenciosamente,

Os professores contratados de todos os pontos de Portugal"

cristinamrp
22.09.2011 - 13:20
Educação e produção de energia. Ao contrário do que achamos somos ricos em recursos energéticos. Sol e Mar. Força Portugal


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