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Seguro quer Governo a rever condições com a 'troika'

10 de Novembro, 2011
O secretário-geral do PS desafiou hoje o primeiro-ministro a defender junto da troika um ajustamento das condições de Portugal para o cumprimento do programa de assistência financeira, vincando que os sacrifícios não devem estar concentrados em dois anos.

António José Seguro falava na abertura do debate na generalidade da proposta do Governo de Orçamento do Estado para 2012, depois da intervenção inicial do primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho.

«O esforço que vai ser pedido aos portugueses, a violência dos sacrifícios, a iniquidade desses mesmos sacrifícios no próximo ano obrigará a uma abordagem inteligente da austeridade que vai ser proposta. Neste mês de Novembro, em que temos a visita da troika, é importante que o Governo pondere a possibilidade de rever as condições a que estamos obrigados», sustentou o líder dos socialistas.

Para Seguro, «nenhum português compreenderá que, podendo os sacrifícios ser distribuídos por três anos, tenham de ser violentamente concentrados em dois anos».

«Como o primeiro-ministro afirmou, o esforço de redução [do défice] no próximo ano não é apenas de três mil milhões de euros, mas de sete mil milhões. Aqui está uma disponibilidade do PS para trabalhar pelo bem de Portugal e suavizar os sacrifícios das famílias e das empresas», disse ainda.

Além de um desafio ao Governo para que defenda um alargamento, pelo menos por um ano, dos prazos para o cumprimento do programa da troika, o secretário-geral do PS apelou ao primeiro-ministro para que recue na decisão de cortas dois subsídios aos funcionários públicos e pensionistas, alegando a existência de uma folga no Orçamento do próximo ano em rubricas como os juros, as comissões a pagar à troika, as cativações e consumos intermédios.

«Neste Orçamento há um estigma e uma violência sobre os reformados e os funcionários públicos, o que é inaceitável. Não somos os únicos, ouça o Presidente da República, os trabalhadores, a Igreja [Católica] e veja o parecer do Conselho Económico e Social (CES). É importante que o Governo não fique isolado e ouça», disse Seguro.

Na resposta, Pedro Passos Coelho recusou as estimativas orçamentais e contrapôs que o Orçamento do próximo ano não tem qualquer «almofada».

«Não estamos disponíveis para pôr em causa a meta do défice», frisou.

Depois, já no período de debate com o líder parlamentar do PSD, Luís Montenegro, Pedro Passos Coelho respondeu a uma das mais duras acusações antes feitas pelo líder socialista.

«Este Governo não tem - nem nunca terá - qualquer intenção ou acção que vise estigmatizar que seja que grupo for dentro da sociedade portuguesa. Não nos move nenhuma intenção nem relativamente a pensionistas nem relativamente a funcionários públicos, nem a trabalhadores ou desempregados. Sabemos que o país está numa situação de necessidade e de emergência para a qual todos têm de dar um contributo, e não conseguiremos voltar a crescer em Portugal sem primeiro reduzir o peso do défice», sustentou.

(actualizada às 11h16)




7 Comentários
Cobrador
11.11.2011 - 01:31
Também entendo que o (in)Seguro deve rever as condições com a troika!

Logo no 1.º ponto deve ficar assente que, os calotes vão ser pagos pelos socialistas e 25 abrileiros!

E depois, a última alinea deve dizer:
- Eu (in)Seguro me confesso um grande caloteiro...embora mais pequeno que o franciú.
O que me safa é que alguns escribas do Sol são tão caloteiros como eu.
mundonovo50
11.11.2011 - 00:49
Cadp Pedagógicas
10.11.2011 - 21:32

gostei do seu comentário e concordo com tudo aquilo que refere, Seguro ainda não se deu conta que está em marcha um PREC de direita para não dizer mesmo de estrema direita, quando acordar já vai ser tarde
Cadp Pedagógicas
10.11.2011 - 21:32
Será que Seguro ainda não percebeu que com esta gente da extrema direita com cara de democrata não se brinca? Será que ainda não percebeu que a direita aproveita a situação para recuperar tudo aquilo que perdeu com o 25 de Abril e levar o país a uma nova fase de mendicidade? Será que Seguro ainda não percebeu que está rodeado de cúmplices pela situação e que neste momento não se querem comprometer porque colocam em causa o seu bem-bom? Quando compreenderá Seguro que o seu posicionamento relativamente à abstenção segundo o acordado com a troika e perante o desenrolar dos acontecimentos, o compromete definitivamente com aquilo que vier a suceder em Portugal? Precisa-se de mais coragem e menos retórica para explicar o inexplicável e tomar medidas que defendam Portugal dos agiotas externos e dos agiotas e oportunistas internos. Estejam eles onde estiverem.
JChato
10.11.2011 - 13:40
OH (IN)SEGURO!!!
PÁRA DE SER HIPÓCRITA!!!!

PORQUE NÃO PROPÕES QUE SE ACABE COM AS SUBVENÇÕES AOS PARTIDOZECOS COMO O TEU P.S.OCRETINOS?

NISSO NEM FALAS HIPÓCRITA!!!!
mundonovo50
10.11.2011 - 13:40
«Neste Orçamento há um estigma e uma violência sobre os reformados e os funcionários públicos.disse António José Seguro, sobre os pensionistas o estigma é ainda maior já que para alem do confisco dos subsidios o governo propoe aumento COLOSSAL de IRS sobre as pensões de reforma mais baixas de tal forma que as pensões entre os 1000 e 1607 euros terão um aumento de cerca de 450 euros em IRS e as pensões de apenas 500 ou 600 euros passarão a pagra IRS em 2012 e anos seguintes, até agora estavam isentas de IRS.
jdfb52
10.11.2011 - 11:17
Seguro já começou a ser DEMAGÒGICO. Assim o PS e o País não vão a lado nenhum, submetidos à chantagem do pseudo Patriotismo. O Orçamento proposto é uma ignomínia, é ilegítimop, é anti Constitucional e anti democrártico. O Ps não pode apresentar-se como um "santinho" a dizer que não é o seu Orçamento e adoptar apenas a abstenção, pensando que fica branqueado da aplicação deste OGE vergonhoso e não próprio dum Estado de Direito.
Shuvanova Novashuva
10.11.2011 - 10:53
SEGURO só o preservativo. SEGURO obrigatório só nos veículos .


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