quinta-feira, 17 de Abril de 2014, 14:25
Pesquisa
pesquisar
Emprego Imobiliário Motores
iPad
BE antevê 'luta social' porque trabalhadores não aceitam ser humilhados

18 de Janeiro, 2012
A deputada do BE Ana Drago anteviu hoje uma «luta social sem paralelo» nos próximos tempos, avisando o ministro da Economia de que não terá paz social, porque os trabalhadores não aceitam ser humilhados.

«Não espere uma união que não existe, aquilo que vai acontecer nos próximos tempos em Portugal é uma luta social sem paralelo, não aceitamos esta humilhação», afirmou Ana Drago, durante o debate de actualidade agendado pelo BE sobre as alterações às leis laborais que decorreu esta tarde na Assembleia da República.

Dirigindo-se directamente ao ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, a deputada do BE advertiu-o para que «não crie ilusões» sobre o que está em causa com o acordo de concertação social assinado esta manhã, recusando a ideia de que os portugueses estão unidos em torno das novas medidas.

«A única união que houve aqui é entre o Governo e o patronato», frisou Ana Drago, considerando que o acordo «tem uma certa sensação de cheiro a bafio» e «um regresso a uma ideia que se pode desrespeitar quem trabalha e quem cria riqueza».

Insistindo que para o Governo «vale absolutamente tudo», a deputada do BE reiterou os avisos para o Governo não esperar "uma união que não existe" e aconselhou Álvaro Santos Pereira a «ter muito cuidado quando fala de paz social, porque não vai ter paz social».

«Neste país em que há gente pobre, que tem dificuldades, que tem atrasos estruturais, há uma coisa que se chama dignidade e os trabalhadores vão lutar muito e vão lutar sempre para derrotar todas estas ideias, porque a ideia base que está neste acordo é que não há cidadãos, não há pessoas que têm as suas vidas», acrescentou ainda Ana Drago.

Já no final do debate, o BE e o Governo protagonizaram um pequeno ‘incidente' parlamentar, desencadeado pelo pedido da secretária de Estado dos Assuntos Parlamentares, Teresa Morais, à mesa da Assembleia sobre a existência ou não de mais pedidos de intervenção por parte da oposição.

Teresa Morais justificou a pergunta alegando que o Governo só poderia responder a todas as perguntas depois de saber se os grupos parlamentares não têm mais questões a colocar.

«A menos que o BE utilizando uma habilidade queira mais uma vez ser o último para depois dizer que o Governo não respondeu», acrescentou ainda a secretária de Estado dos Assuntos Parlamentares.

Depois de uma troca de argumentos que acabou por envolver a bancada parlamentar do PSD, a última intervenção do debate acabou mesmo por caber ao BE, com Ana Drago a enumerar algumas das questões que o ministro da Economia não respondeu, nomeadamente relativamente à diminuição dos salários e à desregulação dos horários.

Já depois do ministro da Economia, que terminou o debate com um ‘saldo positivo' de tempo de 44 segundos, ter saído do plenário, as bancadas do BE, PCP e PSD continuaram a fazer interpelações à mesa, com o líder parlamentar comunista a lamentar que Álvaro Santos Pereira tenha «batido em retirada com medo do confronto e do debate».

«Queria aproveitar o ensejo para dizer às bancadas da oposição, em particular do BE e do PCP, que todos nós percebemos que o debate não vos correu bem, estão a tentar alimentá-lo, mas a verdade é que o Governo esteve aqui e o ministro da Economia deu as resposta que devia ter dado», contrapôs o líder da bancada parlamentar do PSD.

Lusa/SOL




6 Comentários
Zedk
19.01.2012 - 20:10
Entrar numa feira às três da tarde já não é experiência única.
O "mestre" do carrossel, grita a plenos pulmões que vai ocorrer uma nova e grandiosa viagem que a ninguém convence, nem crianças, nem adultos.
O comboio fantasma anuncia viagens fantásticas, com novas surpresas, novos medos, novos sustos; mas o comboio não sai, não parte para a próxima aventura.
Uma feira, às três da tarde é equivalente à A.R. a qualquer hora. Pelos megafones se anunciam os grandes espectáculos, as grandiosas viagens, as grandes aventuras, os sustos, as surpresas. Debalde se cansam a incentivar uma população descrente, cada dia mais desesperada, sem esperança, sem futuro.
Uma feira... Uma AR... às três da tarde, a toda a hora, sem crédito nas palavras, sem dinheiro nos bolsos... É triste demais para existir.
JChato
19.01.2012 - 15:22
Oh AJPC

EU VI E OUVI O DEBATE!

Os gajos do poleiro (a quem eu NÃO apoio) não se furtaram a responder.
Ou vc tem um elevado nivel de ressabiamento que desliga o som quando eles falam e não ouve ou não esteve a ver o debate!
O Álvaro foi direto nas respostas.
Concorde-se ou não...RESPONDEU!
Apresentou o seu ponto de vista com clareza.
Mas quando o debate passou a ser palhaçada ele (e fez muito bem) "deu corda aos sapatos"!

A esquerdalha nem oposição sabe fazer!
Usam demagogia barata e quem sai a ganhar são os gajos do poleiro!
parasol
19.01.2012 - 12:41
Luta social? Há nos jogos olimpicos?
AJPC
19.01.2012 - 10:46
HÁ OS MACACOS DA DEMAGOGIA, MAS TAMBÉM HÁ OS MACACOS DA ESTUPIDEZ... SÓ QUEM NÃO VIU O DEBATE COMO EU VI, É QUE NÃO PERCEBEU... OS CANALHAS RAFEIROS ALARANJADOS, NEM RESPONDERAM. É AQGORA O REGIME DE TROIKA OS PASSOS- MAU TSÉ-TUNG, É QUE MANDA E, BICO CALADO.
Jalopes
18.01.2012 - 19:40
O BE quantos sócios tem? Quem representa?
JChato
18.01.2012 - 19:34
ESTES MACACOS DA AR GOSTAM É DE PALEIO...

QUEM (COMO EU) VIU O DEBATE PERCEBEU...

DEMAGOCIA A RODOS DA ESQUERDALHA...


PUB
PUB
Siga-nos
CD Carríssimas Canções de Sérgio Godinho
Assinaturas - Revista FEEL IT (PT)
Siga o SOL no Facebook


© 2007 Sol. Todos os direitos reservados. Mantido por webmaster@sol.pt