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Governo transformou-se em 'loja de empregos'

20 de Janeiro, 2012
O líder do BE afirmou hoje que o Governo se transformou «numa loja de empregos» e criticou duramente a nomeação de Eduardo Catroga para o conselho de supervisão da EDP, acusando-o de «hipocrisia» e «cinismo» em relação aos portugueses.

Numa intervenção durante o debate quinzenal com o Governo, o coordenador bloquista, Francisco Louçã, referiu-se ainda ao novo acordo assinado na Concertação Social para afirmar que existe «uma enorme hipocrisia» entre a aplicação das regras laborais aos trabalhadores e a administradores de empresas, referindo-se, sem nomear, a Eduardo Catroga.

«Deve lembrar-se de um conselheiro seu que recomendava, e está no programa de Governo, que se baixasse os salários a todos os portugueses, é claro que ele não estava a pensar em si próprio e não estava a antecipar que viesse a ganhar 700 mil euros por um ‘part-time' de sete reuniões por ano», declarou Louçã.

Durante o debate, o BE distribuiu aos jornalistas várias tabelas com as presenças dos membros do conselho geral e de supervisão da EDP, onde pode ver-se que Catroga faltou a duas reuniões em três em 2011 e, em 2010, a três reuniões em sete.

«Imagine que se aplicava qualquer regra do trabalho, uma pessoa que falte duas em três reuniões, duas em três oportunidades que tem para trabalhar, o que é que lhe aconteceria se fosse um trabalhador? Inadaptação, despedimento? Ser-lhe-ia pago o ordenado?», ironizou o líder bloquista.

Na resposta, o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, - que ironizou sobre Louçã regressar à «saga das nomeações» - rejeitou qualquer associação entre ter cartão partidário e ser nomeado para empresas públicas, referindo-se especificamente ainda ao caso de Catroga para sublinhar que o Estado já não é accionista da EDP.

«Vou voltar a dizer, o Governo não nomeou ninguém para a EDP, nem para a administração, nem para o conselho geral de supervisão. Pode inquirir os investidores privados portugueses, os estrangeiros, sobre opções que vão fazer para a EDP, perguntar a esses investidores e accionistas qual é o valor das remunerações que pretendem pagar aos seus futuros administradores e elementos do conselho geral, pode até perguntar quais são as regras que vão utilizar, além das que constam da lei portuguesa, para despedir qualquer administrador ou elemento do conselho geral», sugeriu Passos.

O chefe do Governo frisou que «o Estado não é accionista da EDP» e que a única participação que ainda detém foi porque «não pôde mobilizar 4 por cento de acções que estão nesta altura ligadas na Parpública a um empréstimo».

«O senhor deputado está a endereçar muito mal as perguntas e a concluir por hipocrisia e cinismo, que não existem deste lado», insistiu Passos.

Durante o debate, o líder do BE citou figuras do PSD - Marques Mendes e António Capucho - que criticaram as nomeações conhecidas até agora e voltou a apontar ‘baterias' à nomeação de Eduardo Catroga, substituindo a expressão «jobs [empregos] for the boys» por «joys [alegrias] for the boys».

«Quando esse administrador diz aos portugueses, cujos salários ele quer baixar, que a solução é todos ganharmos 700 mil euros e portanto pagarmos mais impostos e então o Estado vai recompor o seu défice e a economia vai recuperar, então percebemos a enorme hipocrisia em que se transformam tanto as nomeações como as respostas políticas. É esta forma de proceder, cinicamente, em relação à vida das pessoas, que não é aceitável», considerou.

Louçã ironizou ainda sobre as respostas de Passos Coelho e sobre a «duplicidade» existente nas nomeações: «Uma ministra do CDS nomeou agora a administração das Águas de Portugal e fê-lo com um sentido de equilíbrio que só pode ser elogiado, dois para o CDS, dois para o PSD. Quando, em contrapartida, um ministro do PSD nomeia administrações já não há este equilíbrio, veja a Caixa Geral de Depósitos, três para o PSD, ou quatro, um para o CDS, é uma situação de absoluto desequilíbrio, que choca o país».

«Eu bem sei que os representantes do Estado chinês quando chegaram à Portela tinham aquela ideia de que havia por aí um rapaz muito competente, que por acaso tinha sido conselheiro do primeiro-ministro, e que era mesmo a pessoa indicada para dirigir o conselho de supervisão da EDP, bem sei que foi assim, não tenho a menor dúvida, eles não tinham outra ideia senão encontrar aquele jovem promissor para um ‘part-time' tão prometedor».

Lusa/SOL




21 Comentários
zeparolo
21.01.2012 - 10:59
Os boys, paulatinamente, vão regressndo ao largo do rato, com o rabinho entre as pernas!!!!

Estes comentadores, que abundam por aqui, a soldo do largo do rato, só ficariam satisfeitos se os boys vermelhos se eternizassem em tudo quanto é lugar da Administração!

Abaixo os jobs for the boys xuxas, alaranjados, ou de outra qualquer tonalidade!
Antonyjunior
20.01.2012 - 22:25
O Passitos ainda está a trabalhar com a máquina socialista, o que revela ingenuidade. Até um dia.

Quando a este esquerda caviar resta-lhe alugar um quarto em Paris.
MPortugal
20.01.2012 - 22:14
O comportamento do governo nnestas nomeações é tão nauseabundo, principalmente tendo em conta as promessas (falsas) de passos antes das eleições e tudoo que esta gentalha do PSD e do PP disseram do anterior governo, que nem comento mais, senão ainda vomito.
novesfora
20.01.2012 - 18:07
Beiramar

Só que depois de cavalo morto cevada ao rabo - como diz a sabedoria popular.



novesfora
20.01.2012 - 18:06
Beiramar

Cada tiro sua minhoca. Parte do processo do socateiro foi arquivado por comprovadas decharações falsas. Mais um tiro no pé. De vitória em vitória até à derrota total dos difamadores .


beiramar
20.01.2012 - 17:06
novesfora
20.01.2012 - 16:39
Sócrates aos poucos dava cabo de todos os lobies e de toda a corrupção.

Pois concerteza e como exemplos temos o Vara e o sucateiro, o seu processo de Engenheiro, o caso do Freeport, o caso da Cova da Beira, as fortunas familiares em offshores, a nunca esclarecida compra do andar da mãe em zona nobre de LIsboa, o chumbo do projeto contra o enriquecimento ilicito do Cravinho, a nacionalização do BPN, a ida do Coelho para a Mota Engil, etc, etc, etc
novesfora
20.01.2012 - 16:39
Então o bloco da esquerda não mandou embora Sócrates? Graças a esses filhos da P*** é que estamos tramados. Sócrates aos poucos dava cabo de todos os lobies e de toda a corrupção. Agora temos aí um partidito da m**** ... as cunhas começaram logo para o parvalhão ser eleito líder.

Valha Deus aos Portugueses.






Agora também não estão bem. Emigrem, emigrem...
quijote
20.01.2012 - 15:55
Melhor os sobas, muitos sobas, que um soba só, ou um directório partidário.
quijote
20.01.2012 - 15:50
O Louca não pode protestar. Não dá aulas mas recebe como professor catedrático do ISCTE.
parasol
20.01.2012 - 15:42
partidocracia
20.01.2012 - 14:06 Continuas a insistir na facilitação da eleição dos sobas...
Quanto te pagam para defender essa aldrabice?
E porque é que os inglese que têm esse sistema andam a tentar mudar para o nosso?

parasol
20.01.2012 - 15:41
partidocracia
20.01.2012 - 14:06 Continuas a insistir na faciliyação da eleição dos sobas...
Quanto te pagam para defender essa aldrabice?

parasol
20.01.2012 - 15:40
O PM aldrabão diz que já não é acionista' É! O contrato de venda não se consumou, e até lá quem tem as acções é o estado.
Aldrabão QB...
Sensor
20.01.2012 - 15:24
Muito bem Louçã, muito bem.
partidocracia
20.01.2012 - 14:06
DENUNCIAR OS LUGARES ELEGÍVEIS
1) Desde a instauração da "democracia", a qualidade dos partidos em Portugal tem caído constantemente, estando hoje ao nível do lixo. A responsabilidade recai sobre o parlamento: a "casa da democracia" é na realidade a casa da partidocracia. O chamado "julgamento nas urnas" é um logro, pois os candidatos das listas perdedoras têm garantia prévia de que se mantêm no parlamento, duma maneira que não tem relação com a vontade dos eleitores. Na verdade, os eleitores não têm sequer a oportunidade de se pronunciar sobre esses candidatos. Podem ser agentes secretos, maçons ou outra coisa qualquer, não interessa: a ida para o parlamento não depende do seu voto. A causa profunda do problema é a ausência do voto nominal no sistema eleitoral.

2) Os portugueses têm menos direitos democráticos que os restantes europeus. As chefias partidárias fazem listas cuja ordem é essencial, mas é imposta. As listas não figuram no boletim de voto e é impossível votar num membro da lista sem os anteriores terem sido já "eleitos". Surgem os "lugares elegíveis", que dão aos candidatos dos maiores partidos a GARANTIA de que vai ser deputado, independentemente dos votos. Em cada eleição, o cenário é sempre o mesmo: semanas antes de ser deitado o primeiro voto, parte do elenco parlamentar já está decidido. Como não existe uma relação entre o voto e a atribuição dum lugar de deputado, os deputados NÃO representam os eleitores. Seguramente representam alguém - mas não são os votantes.
partidocracia
20.01.2012 - 14:06
DENUNCIAR OS LUGARES ELEGÍVEIS
3) As consequências deste sistema são muitas e graves - (A) Os barões dos principais partidos vivem na impunidade. Sabem que não podem ser desalojados do parlamento pela via dos votos. Mesmo com baixas intenções de voto, têm muitos "lugares elegíveis" para onde se refugiar. Isto influencia o seu comportamento de maneira decisiva. (B) Corrupção: os lóbis contornam o eleitorado e agem diretamente sobre os oligarcas do parlamento para fazer valer os seus interesses. Na prática, são os lóbis que têm representação no parlamento, não os eleitores. (C) Cria-se um "fosso" entre cidadãos e políticos e um (forte e crescente) sentimento de desprezo e ressentimento dos cidadãos para com os políticos portugueses.

4)(D) a imunidade contra o escrutínio democrático bloqueia a renovação interna dos partidos. Renovação implica os que lá estão irem embora e isso é o papel do eleitorado. Um novo político que tente alcançar uma boa posição dentro dum partido poderia servir-se dum bom resultado eleitoral para conquistar uma posição. Imaginam o que aconteceria se o eleitorado pudesse ordenar as listas dos partidos. Os que merecessem os votos dos eleitores tenderiam a tornar-se os chefes. Porém, como o sistema eleitoral impede os eleitores de expressar preferências dentro duma lista, o eleitorado fica impossibilitado de exercer o seu papel na renovação. Quem sobe dentro dos partidos, fá-lo por outros meios, necessariamente menos democráticos e transparentes.
partidocracia
20.01.2012 - 14:05
DENUNCIAR OS LUGARES ELEGÍVEIS
5) Não é por acaso que os políticos nunca falam deste problema. Livres do escrutínio democrático, todos os partidos foram tomados por uma oligarquia que detém o monopólio do poder político. Com o passar das décadas, essas oligarquias partidárias capturaram não só o sistema político como o próprio regime e as instituições do Estado. A maioria dos problemas de demagogia, corrupção e má governação têm aí a sua origem, direta ou indiretamente. A imunidade da classe política permite também explicar porque razão a denúncia de situações ou atos escandalosos é geralmente recebida pelos seus causadores com indiferença. Desde que mantenham uma boa posição no partido, o pior que lhes pode acontecer é passarem os anos seguintes no parlamento.

6) Se analisarmos o mecanismo do votos e respetivas contagens, percebemos que é injusta a ideia de que os políticos são maus porque os eleitores são maus, ou maus a escolher. Os eleitores até são bastante exigentes: o problema é que não dispõe dos meios para impor os seus padrões de exigência na seleção dos políticos. A maioria das opções democráticas são-lhes negadas por este sistema. Não podem dar força eleitoral a quem o merece, o voto branco não é tido em conta na atribuição dos lugares de deputado, não têm o direito de iniciativa legislativa, os referendos estão limitados nas matérias sobre que podem incidir, o parlamento pode bloquear uma iniciativa referendária, os ministros não têm de ser deputados, etc, etc.
partidocracia
20.01.2012 - 14:05
DENUNCIAR OS LUGARES ELEGÍVEIS
7) Não há maneira de desbloquear esta situação sem reformar o sistema eleitoral. Felizmente há uma maneira simples que não altera o equilíbrio de forças entre partidos: manter o atual sistema, mas dando aos eleitores a possibilidade de ordenar as listas através dum voto preferencial. As listas são incluídas no boletim de voto e os eleitores votam num candidato duma lista. Esse voto conta também como um voto na lista e o método de D'Hondt continua a poder ser usado como atualmente. O que muda é ordem de atribuição dos lugares de deputado, que passa a ser em função de quem recebeu mais votos. Nenhum candidato tem garantia de ser um dos escolhidos: tem de se esforçar por conquistar os votos. O eleitorado terá passará a ter poder de escrutínio.
mundonovo50
20.01.2012 - 13:37
mais uma vez gostei na inovação criada por Francisco Louça, em vez do estafado Job for de boys passamos a ter o joy for de boys mas claro que o pentelhos apesar de ser um boy já não é propriamente um joy aqueles cabelos brancos não enganam, poderá ser talvez um joy com muletas
A0de0Faro
20.01.2012 - 13:34
Então BE, ainda existes? Devo andar distraído!
O BE aliou-se primeiro ao Manuel Alegre e agora à ala socrática do PS, deixando o José Seguro a assobiar para o lado como se nada fosse com ele…
O BE esqueceu-se que o Catroga é um extra-terrestre “iluminatium”, um extra-terrestre iluminado, basta assoprar ou ir a uma reunião da edp/contenente para que a electricidade chegue ao CONTRIBUINTE PAGADOR 10% MAIS BARATA.Cele4ste Cardona idem aspas, basta um clique para aparecer a eletricidade em nossas casas.
Numa altura em que as FAMÍLIAS PORTUGUESAS VIVEM MAL E PASSAM FOME E, AS FAMILIAS PASSAREM UMA FOME ENVERGONHADA E FINGIREM QUE NÃO É NADA, É IMORAL HAVER GESTORES A GANHAREM 639.000,00 EUROS à conta da eletricidade, só é possível neste Grande País.
Viva Portugal!
fom
20.01.2012 - 13:11
Este jornal, passou a ser mais uma das correias de propaganda anti governo.
Não sei quem manda, mas o facto é que só se vê as imbecilidades do Louçã, TóZé, Intersindical, dos diversos PS que hoje existem, etc, etc.
Como é que domesticaram o Arquitecto??????
Mais um meio de intoxicação social a juntar aos outros do "amigo do PS"...



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