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Luís Montenegro exorta PS a abster-se de 'fazer greve' face a 'reformas estruturais'

3 de Fevereiro, 2012
O líder parlamentar do PSD, Luís Montenegro, exortou hoje o PS a abster-se de «fazer greve» no momento de executar «reformas estruturais» e «compromissos assumidos pelo Estado em nome de todos».

No debate quinzenal na Assembleia da República com a presença do primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, Luís Montenegro considerou «indesculpável» que os socialistas se remetam a um «teimoso pessimismo» que «pode agradar aos militantes mais acérrimos e até aos ex-governantes mais complexados», mas que não serve o país.

«Para o país será indesculpável que o PS faça greve quando se trata de aprovar reformas estruturais e quando se trata de cumprir compromissos assumidos pelo Estado em nome de todos. Será indesculpável que o PS faça essa greve porque o país precisa bem mais do contributo e do optimismo do PS do que do seu teimoso pessimismo. Esse pessimismo pode agradar aos militantes mais acérrimos e até aos ex-governantes mais complexados, mas não ajuda a vida dos portugueses», disse.

Luís Montenegro apontou, a propósito, como «quase trágico» que o maior partido da oposição «não seja capaz de olhar para o acordo que foi celebrado na concertação social» e «não veja nele o pacto para o crescimento, para a competitividade e emprego que viram os parceiros sociais».

Na sua intervenção, o líder da bancada social-democrata considerou «difícil perceber» que «os responsáveis políticos portugueses» não valorizem a confiança que os parceiros de Portugal «têm demonstrado no caminho» que o país tem seguido, aludindo às decisões tomadas na última cimeira informal de chefes de Estado e de governo europeus.

O repto foi aproveitado pelo primeiro-ministro, que elaborou sobre a importância das decisões tomadas em Bruxelas que, em seu entender, «fecharam um ciclo da resposta europeia à crise financeira que sobreveio a partir de 2008», que evidenciou a exigência de uma «maior coordenação» e «maior articulação económica» e «disciplina orçamental» na União Europeia.

Defendendo a necessidade de «mais competitividade» e de uma «agenda para o crescimento» na Europa, Pedro Passos Coelho subscreveu a preocupação expressa pelos líderes europeus com os níveis de desemprego jovem e com as condições de financiamento às pequenas e médias empresas.

«São dois temas que são muito caros a Portugal também e que estiveram de resto na origem das preocupações que nós levámos por ocasião do segundo exame regular a avaliação com os membros da 'troika' em Portugal (…) e que está no coração do acordo de concertação social», disse.

«Temos vindo a registar uma incidência cada vez mais alarmante», prosseguiu, «de desemprego entre as camadas mais jovens».

O chefe do Governo apontou, a este propósito, a necessidade de «políticas especialmente vocacionadas» para atender a este fenómeno.

Lusa/SOL




4 Comentários
parasol
06.02.2012 - 14:07
MNR
03.02.2012 - 16:25 Reforma estrutural é uma coisa muito parecida com fazer do país um reformatório...

Alfredo Da Costa Pinto
06.02.2012 - 12:07
Este também é dos do avental.
MNR
03.02.2012 - 16:25
Mas afinal o que são reformas estruturais? Já o Cavaco falou delas durante os dois mandatos de 1º ministro e nunca soube muito bem de que se tratava, tal como estes. A forma é apenas para encher a boca, quando precisam ou têm de falar.
Rui Abreu Silva Abreu
03.02.2012 - 13:58
O que o Montenegro quer dizer é: "vá lá, PS, amancebem-se connosco pois o futuro é garantido para a pandilha que se seguir (esperando, claro, que sejam eles...).


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