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Eurodeputados portugueses querem travar produtos do Paquistão

15 de Fevereiro, 2012
Os eurodeputados portugueses Vital Moreira e Nuno Melo defenderam hoje que a abertura do mercado europeu ao Paquistão vai penalizar os países mais pobres, atingindo sobretudo a indústria têxtil portuguesa e podendo destruir postos de trabalho.

Neste sentido, o eurodeputado Nuno Melo (CDS-PP) apresentou hoje uma proposta de resolução, em Estrasburgo, pedindo o impedimento da abertura do mercado da União Europeia aos têxteis do Paquistão, recentemente decidida pela Organização Mundial do Comércio (OMC), que tem ainda de ser aprovada pelo Parlamento Europeu.

O pedido de Nuno Melo é feito com base no sistema de tratamento preferencial às exportações de produtos de um país específico ('Waiver') e em nome da protecção da «indústria têxtil e do vestuário de Portugal e da Europa das situações de dumping e de concorrência desleal que aquela abertura implicará», segundo um comunicado do eurodeputado.

O eurodeputado sublinhou que «as empresas portuguesas e europeias terão de concorrer com empresas paquistanesas que recorrem ao trabalho infantil, não suportam custos sociais, ambientais, utilizam matérias-primas proibidas na UE e subvertem as normais regras de mercado».

Também o socialista Vital Moreira defendeu hoje que a concessão de preferências comerciais unilaterais adicionais ao Paquistão vai penalizar os países mais pobres da União Europeia e destruir empregos.

«A proposta da Comissão Europeia de conceder ao Paquistão preferências comerciais excepcionais e unilaterais resultará na destruição de empregos na Europa», afirmou o eurodeputado, manifestando-se contra a conclusão deste processo que terá que ser aprovado pelo Parlamento Europeu.

Em declarações à Lusa, Vital Moreira explicou que, quando a União Europeia concedeu apoio financeiro às vítimas das inundações, que atingiram o Paquistão durante o verão de 2010, todos os países contribuíram, mas «esta generosidade vai acabar por ser paga por os países mais pobres».

O Concelho para o Comércio de Bens (órgão da OMC) aprovou no dia 1 de Fevereiro um pedido da UE para o levantamento temporário de taxas alfandegárias sobre certos produtos originários do Paquistão.

O pedido foi apresentado após as inundações de 2010 e teve como objectivo ajudar as populações afectadas pelas cheias.

Lusa/SOL




2 Comentários
parasol
16.02.2012 - 16:41
Já vi tudo! Nuno Melo e Vital Moreira a remarem para o mesmo lado...
A europa está a destruir tudo!
pinto2007
16.02.2012 - 10:02
será que os eurodeputados continuam a olhar para o seu umbigo e a destruir a europa?
será que assobiam para o lado, continuam a mandar para o desemprego mais trabalhadores europeus, pagar mais apoios ao desemprego e a exigir mais regalias sociais, protecção ambiental, etc aos industriais europeus?
a mediocridade,a imcompetencia estão instaladas!
assim NÂO|


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