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Louçã desvaloriza propostas que PS levou à ‘troika’

20 de Fevereiro, 2012
O coordenador nacional do BE, Francisco Louçã, desvalorizou hoje as declarações do secretário-geral do PS, António José Seguro, após a reunião com a ‘troika', e defendeu «uma renegociação» que destrua a «violação» que o capital financeiro impõe a Portugal.

«Portugal precisa de impor, em nome da economia e das pessoas, uma renegociação que destrua esta violação que o capital financeiro está a impor a Portugal», afirmou Francisco Louçã aos jornalistas.

Após uma reunião com o secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, em que apoiou a greve geral de 22 de Março, o líder do Bloco disse que «bem gostava de ouvir o Partido Socialista recusar a lei dos despejos ou recusar a lei da facilitação dos despedimentos, porque aí é que é preciso fazer a diferença».

Louçã sublinhou a importância de uma «força a favor do emprego, a favor do combate à dívida, a favor do combate aos juros abusivos, da resistência da sociedade contra esta destruição que está a ocorrer».

«Isso é que eu gostaria de ter ouvido hoje», reforçou.

Durante o encontro que manteve esta manhã durante hora e meia com os responsáveis da 'troika', o secretário-geral do PS, António José Seguro, reafirmou que é desejável que Portugal «tenha pelo menos mais um ano para consolidar as contas públicas».

O líder do Bloco condenou ainda aquilo que classificou de «operação mediática» sobre as «lágrimas de crocodilo» do ministro Miguel Relvas, relativamente ao desemprego jovem, que se situa em 35 por cento.

«O Governo está a aproveitar esta situação para penalizar os desempregados pelo seu desemprego e ameaçar os jovens de uma solução que seria mais precariedade e ate salários abaixo do salário mínimo nacional», argumentou.

«Se não se quer desemprego jovem, não se despedem os jovens que estão a trabalhar e merecem trabalhar», afirmou, sublinhando que o Bloco «sempre insistiu que a precarização do emprego é o caminho para a tragédia social».

Por outro lado, Louçã defendeu que «um país para não dever, tem que produzir», e que, portanto, «estava na hora de, na renegociação a ser imposta contra os interesses financeiros e contra a troika, recuperar a utilizar de todos os fundos europeus para projectos de infra-estrutura social, infra-estrutura do emprego».

A reabilitação urbana, a economia do mar, digital ou 'verde' foram alguns exemplos avançados pelo coordenador do Bloco.

Lusa/SOL




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