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Autarcas e deputados socialistas serão escolhidos em directas

27 de Março, 2012
O PS vai escolher em 2013 os seus candidatos a presidentes de câmara através de eleições directas dos militantes e o mesmo processo se aplicará aos candidatos a deputados nas eleições legislativas de 2015.

Esta mudança na escolha dos candidatos a presidentes de Câmara e dos candidatos a deputados à Assembleia da República faz parte de uma proposta que será apresentada pela direcção de António José Seguro na próxima reunião da Comissão Nacional do PS, que se realiza sábado.

Ainda no âmbito das mudanças em preparação por parte do Secretariado Nacional do PS, o dirigente socialista António Galamba disse que será apresentada uma proposta para a criação do cargo de secretário-geral adjunto - lugar que existirá quando este partido estiver no Governo e cujo titular não poderá fazer parte do executivo.

O secretário-geral adjunto do PS chefiará uma Comissão Permanente (mais restrito que o Secretariado Nacional), que será constituída maioritariamente por membros que não façam parte do Governo.

«Com esta mudança, queremos garantir uma separação clara entre o partido e o Estado», afirmou António Galamba, ex-governador civil de Lisboa e actual secretário nacional para a dinamização do partido.

A realização de eleições directas, não só para a escolha do secretário-geral socialista, mas também para os primeiros candidatos a autarquias e candidatos a deputados é um ponto que faz parte da moção que o secretário-geral, António José Seguro, apresentou no último congresso.

Do universo das «directas» fica fora as escolha dos candidatos às eleições europeias, que continuarão a ser eleitos pela Comissão Política do PS.

Em relação à forma como serão escolhidos os candidatos a deputados à Assembleia da República, António Galamba referiu à agência Lusa que os detalhes do processo ainda não estão totalmente concluídos, mas admitiu que os candidatos a deputados se apresentem aos militantes em listas fechadas alternativas e não de forma individual.

A par desta alteração, o PS vai apertar as regras de fiscalização em processos de votação interna e nos processos de adesão a este partido.

Desta forma, em cada ficha de adesão terá de constar obrigatoriamente uma fotocópia de um documento oficial - documento que também tem de ser apresentado no momento de cada votação por parte do militante.

Por outro lado, quem pretende filiar-se no PS terá de ficar inscrito no local em que está recenseado, excepção aos casos em que esse cidadão é titular de cargo político em outra zona do território nacional.

Ainda ao nível de mudanças nas regras internas, os cadernos eleitorais terão de fechar um mês antes de cada eleição interna. Ou seja, só podem votar em actos eleitorais internos os militantes que tenham as suas quotas pagas um mês antes de cada ato eleitoral.

Ao contrário do que acontece até agora, as eleições de delegados a congressos de federações ou nacionais, assim como as eleições directas para o líder nacional ou federativo, terão obrigatoriamente de realizar-se no mesmo dia.

«Queremos reforçar a transparência nas eleições internas do partido», justificou António Galamba.

Na próxima Comissão Nacional do PS, a direcção de Seguro vai ainda propor que os candidatos a órgãos internos do PS sejam obrigados a apresentar um orçamento, mencionando as suas fontes de financiamento.

Nesse sentido, depois de realizado o ato eleitoral, esses candidatos têm de apresentar as contas junto da Comissão de Fiscalização Económica e Financeira e, caso não o façam, segue então uma queixa para a Comissão Nacional de Jurisdição, que, no limite, pode determinar a perda de mandato.

Por outro lado, os membros dos órgãos nacionais de fiscalização económica e financeira e de jurisdição terão incompatibilidade no exercício de outros cargos internos.

Ao nível da militância, a direcção do PS tem uma proposta de abrir a possibilidade de filiação a todos os cidadãos estrangeiros legalmente residentes em Portugal e não apenas aos cidadãos dos países africanos de expressão portuguesa.

Lusa/SOL





5 Comentários
JChato
28.03.2012 - 10:30
"FAIT-DIVERS" dum partidozeco que continua RIDICULO!
partidocracia
27.03.2012 - 20:09
DIRECTAS PARA OS DEPUTADOS NAS LEGISLATIVAS?
O PS só dá força ao voto dos militantes, mas nunca propõe nada para os eleitores, que são a única base legítima da democracia! Os eleitores também têm deviam ter directas, e desde que foi implantada a democracia: o VOTO NOMINAL, para que cada eleitor possa escolher o candidato em quer votar para deputado. Mas isso, o PS não propõe!
ABA
27.03.2012 - 15:48
Eis uma classe política parasitária que não tem vergonha de ter 330 deputados num país com as nossas dimensões: 230+50+50. Na Madeira há 1 deputado para 5000 habitantes. Até a Ilha do Corvo nos Açores com 300 habitantes tem em média direito a 1 deputado.....os impostos dão para tudo isto e até dariam para as viagens da madame que mora em Paris.....não fora a comunicação social! Estaria já a prever que o filósofo ia para lá?....
Portugal acabou com o ditador, mas entregou o poder a um bando de escroques cujo climax acabou no BPN que até deu lucro honesto a Cavaco Silva....
Uma coisa o PS/CDS/PSD não são capazes de fazer; reduzir o parlamento para 180 deputados: cobardes oportunistas...
parasol
27.03.2012 - 14:10
partidocracia
27.03.2012 - 13:35 Continuas desesperadamente a defender a eleição de sobas.
Na inglaterra onde o sistema é o que tu propões, a malta está farta e quer mudar para o nosso que acha mais equilibrado...
Porque sserá que nunca ninguém está contente com o que tem?
partidocracia
27.03.2012 - 13:35
Só pensam em dar opções aos militantes, nunca para os eleitores! É essa a vossa ideia de democracia?! Numa democracia moderna, o voto para os deputados deve ser NOMINAL. Mas de dar mais escolhas aos eleitores, nunca falam. Só aos militantes. Qualquer dia, é preciso ser militante para se ter voto.


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