O Presidente da República defendeu hoje que a melhor resposta para os desafios do mundo actual continua a ser a integração europeia, nomeadamente no caso da resposta à crise económica e financeira.
"É minha convicção profunda que a integração europeia continua a ser a melhor resposta para os desafios do mundo atual. Nenhum dos países que integram a União Europeia, independentemente da sua dimensão, encontrará, isoladamente, melhores soluções do que aquelas que resultam da vontade coletiva e solidária de todos os Estados-membros", afirmou o chefe de Estado, Aníbal Cavaco Silva, numa intervenção no banquete que ofereceu esta noite no Palácio de Queluz ao seu homólogo polaco, Bronislaw Komorowski.
Destacando a convergência entre Portugal e a Polónia quanto aos valores do projeto europeu, Cavaco Silva sublinhou que no caso da crise económica e financeira "a única resposta verdadeiramente eficaz a uma crise, que é sistémica e global, só poderá ser europeia, coletiva e solidária".
À semelhança do que já tinha feito durante a visita do seu homólogo austríaco a Portugal, na semana passada, o Presidente da República ressalvou que, depois das importantes decisões sobre o reforço da disciplina orçamental e da governação económica na zona euro, é agora preciso ir mais longe.
"Necessitamos de ir mais longe e centrar os nossos esforços e prioridades na adoção de uma verdadeira agenda europeia para o crescimento, a criação de emprego, o reforço da competitividade e da coesão. Dela depende o futuro de bem-estar e de estabilidade que queremos para os nossos cidadãos", realçou Cavaco Silva, recordando as suas próprias declarações em setembro de 2008.
"Reafirmo, hoje, aquilo que disse em Varsóvia, em setembro de 2008, aquando da Visita de Estado que efetuei à Polónia. Não há Europa sem a participação ativa e empenhada de todos. E todos precisamos de mais e de melhor Europa", salientou.
Na sua intervenção, Cavaco Silva fez ainda referência aos laços culturais e à amizade que unem Portugal e a Polónia há vários séculos, além do "excelente relacionamento político" e da cooperação estreita a nível económico e empresarial.
"Acredito, contudo, senhor Presidente, que podemos fazer mais e melhor", disse Cavaco Silva, dirigindo-se ao chefe de Estado polaco, com quem irá participar na sexta-feira de manhã na abertura de Fórum Económico, que juntará empresários portugueses e polacos.
Lusa / SOL