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Deputado do PSD destaca envolvimento 'extraordinário' de luso-descendentes nas eleições francesas

23 de Abril, 2012
O deputado do PSD Carlos Gonçalves sublinhou hoje o envolvimento «extraordinário» dos luso-descendentes na primeira volta das presidenciais francesas, considerando que na segunda volta os franceses devem reeleger Sarkozy e evitar «erros do passado» como os cometidos em Portugal e Espanha.

Nicolas Sarkozy tornou-se no domingo o primeiro presidente candidato da V República francesa a ficar em segundo lugar na primeira volta de uma eleição presidencial. Sarkozy, com 27,2 por cento dos votos, foi ultrapassado pelo socialista François Hollande, que conseguiu 28,6 por cento.

«A envolvência da nossa comunidade é extraordinária. Nunca vi tanta gente [de origem portuguesa] em período pré-eleitoral a falar destas eleições, tanto da área política na qual me revejo como dos adversários», disse Carlos Gonçalves à agência Lusa, por telefone, a partir de Paris, e após uma visita ao consulado de Portugal em Paris.

O deputado, que preside à secção de Paris do PSD, que mantém ligações com a UMP de Nicolas Sarkozy, entende que «está tudo em aberto» para a segunda volta das eleições a 06 de maio e não esconde que gostaria que os nove por cento de votos conseguidos na primeira volta pelo candidato centrista François Bayrou transitassem para o presidente candidato Sarkozy.

«A candidatura de Nicolas Sarkozy parece-me aquela que pode conduzir a França a um caminho mais correcto porque estou algo preocupado com as propostas do candidato de esquerda que são aquelas que já conhecemos não só em França [...] como conhecemos em Portugal e Espanha e que deixaram a Europa no estado em que está e acho que os franceses devem procurar evitar repetir alguns erros do passado», disse Carlos Gonçalves, que estudou e trabalhou em França e onde há décadas tem residência e família.

Durante a visita ao consulado, o deputado manteve um encontro com o recém-chegado cônsul, Pedro Lourtie, e destacou a preocupação do diplomata com a falta de chefias intermédias (vice-cônsules e chanceleres) num dos maiores postos consulares portuguêses.

«Temos uma rede consular sem chefias intermédias, um problema comum a grande parte dos consulados. São estes funcionários que tem o trabalho de acompanhamento do atendimento consular, são eles que assinam os documentos e esta situação devia ter sido pensada atempadamente», disse Carlos Gonçalves.

Lembrou que o concurso lançado em 2004 para preenchimento desses lugares nunca foi concretizado e mostrou-se esperançado que possa ser resolvida apesar do actual contexto de dificuldades financeiras.

O deputado do PSD eleito pelo círculo Europa, que no fim-de-semana visitou a comunidade portuguesa no Luxemburgo, onde registou o «surgimento de alguns problemas de âmbito social» entre os portugueses que estão a chegar.

«Tal como nos anos 60 e 70, há por parte de organizações [da comunidade] uma tentativa de acompanhar estes casos, que não tendo evoluído de forma significativa merecem que as associações estejam atentas», disse.

Lusa/SOL




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