A JSD considerou hoje que a sua posição sobre o 25 de Abril foi mal interpretada e afirmou que reconhece o papel dos que fizeram a revolução, embora entenda que o futuro da democracia depende da juventude.
O presidente da JSD, Duarte Marques, enviou uma nota à agência Lusa, considerando que houve «más interpretações» do comunicado emitido na terça-feira pela sua organização de juventude, «incluindo por parte da JS», que acusou os jovens sociais-democratas de «menorizar e secundarizar» os protagonistas do 25 de Abril.
«A JSD honra e reconhece sem margem para qualquer dúvida o papel fundamental de quem fez a revolução. A JSD reafirma que os valores de Abril não podem ficar apenas dependentes da acção dos que fizeram a revolução, mas que cabe aos mais jovens salvaguardar esses valores e construírem o Portugal do futuro», esclareceu Duarte Marques.
O presidente da JSD reforçou a ideia de que «o sucesso de Abril será tanto maior quanto maior for a acção das novas gerações», acentuando o reconhecimento a «todos quantos lutaram contra a ditadura», militares e civis.
«Dizer que o futuro deve depender mais dos jovens do que dos que fizeram a revolução não é desrespeitá-los, é sim honrar o seu feito prosseguindo os seus esforços na construção de um futuro cada vez melhor. Eles fizeram a parte deles, que muito nos honra. Cabe-nos a nós fazer o resto», defendeu.
Por outro lado, Duarte Marques acusou a JS de esquecer que a liberdade de Portugal «está diminuída face à situação em que nos colocou o PS» e que o país precisa agora de «reconquistar a liberdade» de fazer escolhas «sem ter o futuro empenhado pelas más decisões do passado».
Na terça-feira, através de um comunicado emitido a propósito das ausências nas comemorações da Revolução dos Cravos na Assembleia da República, a JSD considerou que «os supostos 'donos' da revolução» já se fizeram ouvir «durante tempo demais» sobre «o que foi, o que é e o que será o 25 de Abril» e que o povo português é o único «dono» da revolução.
No mesmo comunicado, a organização de juventude do PSD sustentou que «o sucesso da marca do 25 de Abril e da conquista da democracia será tanto maior quanto menos depender dos agentes da mudança de 1974», ressalvando em seguida: «Não porque contra eles se cumpra melhor a revolução, mas porque será sem eles que as futuras gerações tomarão o encargo de a honrar e preservar».
Lusa / SOL