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Cavaco preocupado com crescimento extrema-direita e eurocéticos na Grécia

7 de Maio, 2012
O Presidente da República reconheceu hoje que é «uma preocupação grande» o crescimento da extrema-direita e dos eurocépticos na Grécia e considerou que nada mais resta do que esperar para ver que Governo sairá das eleições de domingo.

«Nós devemos neste momento esperar, não há outra coisa a fazer, porque os resultados eleitorais foram de tal forma dispersos que ainda não se vê muito bem o tipo de Governo que vai emergir», afirmou o chefe de Estado, Aníbal Cavaco Silva, em declarações aos jornalistas no final de uma visita à Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal, em Lisboa.

Admitindo que a Grécia é um caso muito mais complexo do que a situação francesa, onde no domingo também se realizaram eleições, Cavaco Silva insistiu na necessidade de aguardar pela formação do Governo, de conhecer o seu programa e de esperar pelas reacções da comunidade internacional a esse mesmo executivo e ao seu programa.

«Não há outra coisa a fazer a não ser esperar», frisou.

Interrogado sobre o crescimento da extrema-direita, o Presidente da República disse ser «uma preocupação grande, não apenas na Grécia como noutros países», tal como o crescimento dos movimentos eurocépticos.

«Isso deve levar os líderes europeus todos a pensarem sobre aquilo que é necessário fazer para que os europeus acreditem na mais-valia da construção europeia», disse, reconhecendo que o crescimento destes grupos na Europa «dá que pensar».

Interrogado se interpreta o crescimento da extrema-direita como um sinal de que esta Europa não está a dar confiança aos europeus, o chefe de Estado admitiu que tendo em conta os resultados eleitorais que têm surgido em vários países, parece que a Europa não está de facto a transmitir confiança.

A este propósito, Cavaco Silva citou o caso da Holanda, onde a queda do Governo foi também provocada por «uma questão de equilíbrio ou de não equilíbrio entre a vertente da disciplina orçamental e a vertente do crescimento económico».

Nas eleições de domingo, os dois partidos que formam o actual Governo de coligação da Grécia, o Pasok (socialista) e a Nova Democracia (direita), perderam a maioria no parlamento ao garantirem apenas 149 dos 300 lugares, quando estão contabilizados 99 por cento dos votos.

Segundo os dados do Ministério do Interior grego relativos às legislativas antecipadas, os dois partidos - a Nova Democracia, com 18,8 por cento dos votos (108 lugares no parlamento) e o Pasok, com 13,2 por cento dos votos (41 lugares) - não poderão formar um Governo de coligação sem o apoio de um terceiro partido.

Lusa/SOL




9 Comentários
Barnabe
08.05.2012 - 12:57
No entanto, e após a derrapagem nos custos de construção do CCB, orçado inicialmente em 32,5 milhões de euros e cujo custo final totalizou os 200 milhões, o Governo de então inflectiu a sua posição sobre a execução do resto do projecto, chegando mesmo a colocar a hipótese de abrir um concurso para a venda dos direitos de superfície dos terrenos.
Actualmente, o CCB ocupa três módulos dos cinco originalmente projectados, correspondendo a 97.000 m2 de área. (Fonte: AECOPS).
Cavaco Silva, um homem SEMPRE muito preocupado...
Adao
08.05.2012 - 10:07
Hipocrita de mierda............
pedescalco
07.05.2012 - 22:36
...

Talvez fosse melhor que se preocupasse com os portugueses e com o roubo descarado de que estão a ser alvos pelos políticos!

Portugalix
07.05.2012 - 21:19
Senhor Presidente,

Há muito, muito tempo, nos dias depois que Abril floriu e a Europa se abriu de par em par, foi V.Exa por mandato popular encarregue de nos fazer fruir dessa Europa do Mercado Comum, clube dos ricos a que iludidos aderimos, fiados no dinheiro fácil do FEDER, do FEOGA, das ajudas de coesão (FUNDO DE COESÃO) e demais liberalidades que, pouco acostumados, aceitámos de olhar reluzente, estranhando como fácil e rápido era passar de rincão estagnado e órfão do Império para a mesa dos poderosos que, qual varinha mágica, nos multiplicariam as estradas, aumentariam os direitos, facilitariam o crédito e conduziriam ao Olimpo até aí inatingível do mundo desenvolvido.
Havia pequenos senãos, arrancar vinhas, abater barcos, não empatar quem produzisse tomate em Itália ou conservas em Marrocos, coisa pouca e necessária por via da previdente PAC, mas, estando o cheque passado e com cobertura, de inauguração em inauguração, o país antes incrédulo, crescia, dava formação a jovens, animava a construção civil , os resorts de Punta Cana e os veículos topo de gama do momento.
Do alto do púlpito que fora do velho Botas, V.Exa passaria à História como o Modernizador, campeão do empreendedorismo, símbolo da devoção à causa pública, estóico servidor do povo a partir da marquise esconsa da casa da Rua do Possôlo. Era o aplicado aluno de Bruxelas, o exemplo a seguir no Mediterrâneo, o desbravador do progresso, com o mapa de estradas do ACP permanentemente desactualizado.
O tecido empresarial crescia, com pés de barro e frágeis sapatas, mas que interessava, havia pão e circo, CCB e Expo, pontes e viadutos, Fundo Social Europeu e tudo o que mais se quisesse imaginar, à sombra de bafejados oásis de leite e mel, Continentes e Amoreiras, e mais catedrais escancaradas com um simples cartão Visa.
Ao fim de dez anos, um pouco mais que o Criador ao fim de sete, vendo a Obra pronta, V.Exa descansou, e retirou-se. Tentou Belém, mas ingrato, o povo condenou-o a anos no deserto, enquanto aprendizes prosseguiam a sanha fontista e inebriante erguida atrás dos cantos de sereia, apelando ao esbanjamento e luxúria.
No início do novo século, preocupantes sinais do Purgatório indicaram fragilidades na Obra, mas jorrando fundos e verbas, coisa de temerários do Restelo se lhe chamou. À porta estava o novo bezerro de ouro, o euro, a moeda dos fortes, e fortes agora com ela seguiríamos, poderosos, iguais.
Do retiro tranquilo, à sombra da modesta reforma de servidor do Estado, livros e loas emulando as virtudes do novo filão foram por V.Exa endossados , qual pitonisa dos futuros que cantam, sob o euro sem nódoa, moeda de fortes e milagreiro caminho para o glorioso domínio da Europa.
Migalha a migalha, bitaite a bitaite, foi V.Exa pacientemente cozendo o seu novelo, até que, uma bela manhã de nevoeiro, do púlpito do CCB, filho da dilecta obra, anunciou aos atarantados povos estar de volta, pronto a servir.
Não que as gentes o merecessem, mas o país reclamava seriedade, contenção, morgados do Algarve em vez de ostras socialistas.
Seria o supremo trono agora, com os guisados da Maria e o apoio de esforçados amigos que, fruto de muito suor e trabalho, haviam vingado no exigente mundo dos negócios, em prol do progresso e do desenvolvimento do país.
Salivando o povo à passagem do Mestre, regressado dos mortos, sem escolhos o conduziram a Belém, onde petiscando umas pataniscas e bolo-rei sem fava, presidiria, qual reitor, às traquinices dos pupilos, por veladas e paternais palavras ameaçando reguadas ou castigos contra a parede.
E não contentes, o repetiram segunda vez, e V. Exa, com pungente sacrifício lá continuou aquilíneo cônsul da república, perorando homilias nos dias da pátria e avisando ameaçador contra os perigos e tormentas que os irrequietos alunos não logravam conter.
Que preciso era voltar à terra e ao arado, à faina e à vindima, vaticinou V.Exa, coveiro das hortas e traineiras; que chegava de obras faraónicas, alertou, qual faraó de Boliqueime e campeão do betão; que chegava de sacrifícios, estando uns ao leme, para logo aconselhar conformismo e paciência mal mudou o piloto.
Eremita das fragas, paroquial chefe de família, personagem de Camilo e Agustina, desprezando os políticos profissionais mas esquecendo que por junto é o profissional da política há mais anos no poder, preside hoje V.Exa ao país ingrato que, em vinte anos, qual bruxedo ou mau olhado, lhe destruiu a obra feita, como vil criatura que desperta do covil se virou contra o criador, hoje apenas pálida esfinge, arrastando-se entre a solidão de Belém e prosaicas cerimónias com bombeiros e ranchos.
Trinta anos, leva em cena a peça de V.Exa no palco da política, com grandes enchentes no início e grupos arregimentados e idosos na actualidade.
Mas, chegando ao fim o terceiro acto, longe da epopeia em que o Bem vence o Mal e todos ficam felizes para sempre, tema V.Exa pelo juízo da História, que, caridosa, talvez em duas linhas de rodapé recorde um fugaz Aníbal, amante de bolo-rei e desconhecedor dos Lusíadas, que durante uns anos pairou como Midas multiplicador e hoje mais não é que um aflito Hamlet nas muralhas de Elsinore, transformado que foi o ouro do bezerro em serradura e sobrevivendo pusilâmine como cinzento Chefe do estado a que isto chegou, não obstante a convicção, que acredito tenha, de ter feito o seu melhor.
Respeitoso e Suburbano, devidamente autorizado pela Sacrossanta Troika,
Portugalix
07.05.2012 - 21:14
Um País SEM mordomias……Agora comparem com Portugal….


http://sorisomail.com/partilha/256780.html
Carapeteiro
07.05.2012 - 19:30
Portugalix
07.05.2012 - 15:24
Inteiramente de acordo, a Presidência da República, em teoria, devia ficar menos cara que uma Casa Real, mas, entre nós, verifica-se o Contrário! Citou o caso de Ramalho Eanes, a quem o PM de então, o futuro cavalgador de tartarugas, lhe concedeu só 21 contos para despesas de represntação (recebia as visitas de forma muito modesta e parece que pagava os cafezinhos do bolso dele).E em tudo lhe cortou nas receitas, por vingança. Quando ele para lá foi a dotou-se da fartura desmedida.
Em termos financeiros penso que um Rei nos ficaria mais barato (para além das despesas que mencionou, há que acrescentar as das eleições presidencais). Mas isso só seria mais vantajoso se o Rei fosse bom. Se fosse igual ao Cavaco não valia a pena, com o inconveniente de que o teríamos que o suportar até morrer, enquanto o Silva desaparece das funções e da História, não falta muito. Sempre podemos ter a ilusão que a seguir venha outro melhor e, quem sabe, mais poupadinho.
mundonovo50
07.05.2012 - 19:08
as politicas de direita neoliberal estão a levar as pessoas à miséria e elas sao compelidas a votar nos estremos e recusar os partidos do centrão que as levaram ao desespero, com estas politicas começa a estar em causa a democracia na Europa, não esquecer que nos anos trinta do seculo passado Hitler subiu ao poder democraticamente por isso mesmo, a história está a repetir-se
Portugalix
07.05.2012 - 15:24
Cada vez ouço mais gente a dizer que é preciso uma revolução............

Será??????
Dizem que a crise se instalou em Portugal ?
Ah... então ali a zona de Belém é um outro País ou um offshore.!!!???!!!
45 000€, por dia.É obra!Por dia...nada de confusões, por dia!!!.....
Ó meus Amigos, é que se as contas estão bem feitas,aíííí senhor presidente, vá lá cantar para sua rua...12 assessores e 24 consultores para ouvirmos suas intervenções tão pouco incisivas ???!!!...
45 mil euros por dia para a Presidência da República.
As contas do Palácio de Belém
O DN descobriu que a Presidência da República custa 16 milhões de euros por ano
(163 vezes mais do que custava Ramalho Eanes), ou seja, 1,5 euros a cada português.
Dinheiro que, para além de pagar o salário de Cavaco, sustenta ainda os seus
12 assessores e 24 consultores,
bem como o restante pessoal que garante o funcionamento da Presidência da República.
A juntar a estas despesas, há ainda cerca de um milhão de euros de dinheiro dos contribuintes que todos os anos serve para pagar pensões e benefícios aos antigos presidentes.
Os 16 milhões de euros que são gastos anualmente pela Presidência da República colocam Cavaco Silva
entre os chefes de Estado que mais gastam em toda a Europa,
gastando o dobro do Rei Juan Carlos de Espanha (oito milhões de euros)
sendo apenas ultrapassado pelo presidente francês, Nicolas Sarkozy (112 milhões de euros)
e pela Rainha de Inglaterra, Isabel II, que 'custa' 46,6 milhões de euros anuais.
E tem o senhor Aníbal Cavaco Silva,
a desfaçatez de nos vir dizer que -
"os sacrifícios são para ser 'distribuídos' por todos os portugueses"...







vendap
07.05.2012 - 14:10
Este imbecil parece não ser de cá.


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