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Seguro acusa Governo de 'enfraquecer o consenso politico'

9 de Maio, 2012
O secretário-geral do PS acusou hoje o Governo de «enfraquecer o consenso politico» e de «falta de respeito» pelo Parlamento ao enviar para Bruxelas dados que não apresentou na Assembleia da Republica exigindo que o primeiro-ministro «assuma responsabilidades».

À margem de uma conferência em Braga evocativa do Dia da Europa, António José Seguro reafirmou que o PS voltará a apresentar a «adenda» ao tratado orçamental europeu com «medidas concretas de crescimento» dando uma «segunda oportunidade» ao Governo de "mudar a agulha".

Confrontado com a notícia, avançada pelo Diário Económico, de que o Governo apresentou em Bruxelas números relativos ao desemprego em Portugal que não apresentou ao Parlamento, António José Seguro adiantou estar «incrédulo» e «surpreendido».

«O Governo tinha o compromisso de apresentar no Parlamento qualquer documento antes de o enviara para Bruxelas», defendeu.

A confirmar-se este facto, Seguro considerou que esta atitude do Governo liderado por Passos Coelho «é uma falta de respeito pelo parlamento» com consequências na política interna.

«Isto significa um enfraquecimento e uma quebra no consenso político que tem existido no nosso país», considerou o líder socialista.

António José Seguro exigiu que Passos Coelho «assuma responsabilidades perante esta situação» que, considerou, «é grave», representando uma «falta de sentido de Estado».

O secretário-geral do PS reafirmou ainda a vontade do partido voltar a apresentar a «adenda» ao tratado europeu, que o Governo recusou no passado, com «medidas de crescimento» porque, apontou, o desemprego «só se contraria com políticas de crescimento económico».

Esta proposta de adenda, acrescentou, «é para dar uma segunda oportunidade ao Governo para que o país possa trabalhar em conjunto numa política de entendimento».

Segundo Seguro, «é inaceitável que o Governo não mude de agulha».

Afirmando estar «muito preocupado» com os números avançados sobre o desemprego, Seguro adiantou que deixou o «aviso» ao Governo sobre o resultado de medidas de «excessiva» austeridade.

« Desde o início que este Governo aplicou uma receita de austeridade excessiva e eu avisei primeiro-ministro que essa receita conduziria a um aumento do nível de desemprego no nosso país».

 Lusa/SOL




3 Comentários
Antonyjunior
10.05.2012 - 15:42
Ó Seguro...meta os consensos politicos no bujão.

À custa desses consensos...é que muito filho da p.uta esquerdalho anda solto...
jcesar
09.05.2012 - 23:16
É a transparência que o actual Governo prometeu que existiria com eles, se fossem Governo.

Mas também para quem está a fazer tudo ao contrário do que prometeu aos eleitores, é mais uma promessa não cumprida.
silveira
09.05.2012 - 14:42
DO CORREIO DA MANHÃ


Sócrates gasta 15 mil euros por mês em Paris
A vida milionária do ex-primeiro-ministro José Sócrates em Paris

16 Março 2012






José Sócrates gasta em média 15 mil euros por mês em Paris, cidade para onde foi estudar Ciência Política. Sem emprego nem poupanças conhecidas, o ex-primeiro-ministro mantém uma vida de luxo numa das cidades mais caras da Europa, com despesas mensais que rondam sete mil euros na renda de casa, num dos bairros mais caros da cidade, mil euros nas propinas da faculdade, dois mil euros no colégio particular do filho e cem euros por refeição em restaurantes.

Um estilo de vida caro, quando José Sócrates nunca referiu ter poupanças nas declarações de rendimentos que entregou no Tribunal Constitucional desde 1995, ano a partir do qual esses documentos podem ser consultados. Segundo essas declarações, Sócrates obteve, entre 1995 e 2010, rendimentos acumulados de 1,19 milhões de euros, a que se somam quase 50 mil euros por seis meses de salário, despesas de representação e subsídio de férias em 2011. O CM contactou José Sócrates para obter uma reacção, mas o ex-primeiro ministro desligou o telefone e não respondeu à mensagem enviada.

Como foi possível constatar em Paris, Sócrates arrendou um apartamento no 16º Bairro parisiense, uma das zonas nobres da cidade. A dez minutos a pé da Torre Eiffel, as casas mais baratas têm uma renda de quatro mil euros. Só que, como explicaram ao CM diferentes imobiliárias parisienses, na rua onde reside Sócrates "os preços sobem para os sete mil euros mensais", dada a exclusividade conferida a essa rua pela vizinhança de embaixadores e milionários.

Quando o ex-primeiro-ministro sai de casa pela manhã, dirige-se à Sciences Po, onde está a estudar Ciência Política. De propinas, paga 1083 euros por mês. Mas, antes, Sócrates faz uma paragem obrigatória no Le Diplomate: é nesse café, à porta de casa, que emigrantes portugueses lhe servem uma bica ao balcão e onde aproveita para comprar tabaco.

O ex-líder do PS frequenta com regularidade alguns dos melhores restaurantes de Paris, onde a factura ultrapassa facilmente os 100 euros/dia ou 3000 por mês. A famosa Brasserie Lipp, favorita de antigos presidentes franceses, tem pratos a 60 euros e garrafas de vinho entre os 70 e os 220 euros. No La Divina Commedia, outro dos locais de eleição, os pratos com entrada e sobremesa rondam os 50 euros. Os vinhos, de que Sócrates é grande apreciador, não são mais baratos.

A viver com Sócrates está o filho mais velho, que frequenta uma escola privada cujo custo atinge os 2186 euros por mês.

USA MINI COOPER PARA IR ÀS AULAS NO SCIENCES PO

Sócrates tem seminários de 90 minutos três vezes por semana na Sciences Po, no bairro Saint-Germain, onde está no primeiro ano do mestrado de Ciência Política. Sem faltar às aulas, o nome do ex-primeiro-ministro consta da lista de alunos que podem votar na associação de estudantes. Para ir para a faculdade, usa um Mini Cooper S, um carro ‘chique' para os parisienses, de 25 mil euros.

RESTAURANTES DE LUXO ATRAEM SÓCRATES EM PARIS

O antigo primeiro-ministro está em Paris desde o Verão e já criou hábitos quanto aos locais onde come. O italiano La Divina Commedia é um dos seus favoritos. Sócrates é visita regular do icónico Les Deux Magots, onde o canapé de caviar é servido por 110 euros, e da Brasserie Lipp.

DIAS DE CRISE GERIDOS AO TELEMÓVEL

Servir José Sócrates aqui? Nunca, nem quero." Mesmo em Paris, o antigo primeiro-ministro continua a gerar polémica, como mostra a afirmação de um emigrante português que trabalha num café perto da casa do ex-líder socialista. A fazer uma ‘travessia do deserto' na capital francesa, Sócrates continua atento ao que se passa em Lisboa e ainda exerce a sua influência.




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