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PS: Declarações de Passos são 'graves' e 'surpreendentes'

11 de Maio, 2012
O deputado socialista Pedro Marques considerou hoje surpreendentes e graves as declarações do primeiro-ministro de que o desemprego pode ser uma oportunidade para os portugueses.

O primeiro-ministro apelou hoje aos portugueses para que adoptem uma «cultura de risco» e considerou que o desemprego não tem de ser encarado como negativo e pode ser «uma oportunidade para mudar de vida».

Passos Coelho referiu que «estar desempregado não pode ser, para muita gente, como é ainda hoje em Portugal, um sinal negativo. Despedir-se ou ser despedido não tem de ser um estigma, tem de representar também uma oportunidade para mudar de vida, tem de representar uma livre escolha também, uma mobilidade da própria sociedade».

Pedro Marques, ex-secretário de Estado da Segurança Social, considerou «absolutamente surpreendente» as declarações feitas «num momento destes» em que o desemprego ultrapassou os 15 por cento.

«Isto é muito grave e de uma grande insensibilidade, estas declarações, num país com uma taxa historicamente elevada de desemprego, em que as pessoas não têm oportunidades de emprego», disse o deputado socialista à agência Lusa.

O ex-governante considerou ainda que as declarações de Passos Coelho «são um remake» do que ele tinha dito há uns meses aos portugueses, para que deixassem de ser piegas.

«É para nós incompreensível que o primeiro-ministro diga que o desemprego pode não ser uma coisa negativa quando estamos com um desemprego superior a 15 por cento e a Comissão Europeia diz que vai permanecer acima dos 15 por cento nos próximos dois anos», afirmou, lembrando a existência de mais 170 mil desempregados desde que o Governo assumiu funções.

«É preciso dizer basta a esta atitude do Governo», acrescentou Pedro Marques.

O deputado aconselhou Passos Coelho a interpelar algum desempregado sobre as escolhas que tem em termos de emprego e alertou para o facto de maioria dos desempregados, tendo em conta a situação do país, só terem «a direcção da pobreza generalizada».

«Escolhas tem o Governo: implementar políticas eficazes para manter o emprego e combater o desemprego», disse acusando o Governo de nada fazer a não ser previsões de desemprego que falham sucessivamente.

Lusa/SOL

 




4 Comentários
joaolemos
12.05.2012 - 19:02
É evidente que se este fulano é um pseudo primeiro ministro brilhante! Senão vejam só: consegue fazer afirmações completamente idiotas, ofensivas e humilhantes para quem sofre na pele o estigma e a brutalidade do desemprego, e ainda assim obter o apoio incondicional de milhões de apoiantes do seu partido e do partido da coligação! Digam lá que não é impressionante? Com toda a naturalidade de quem nunca sentiu na pele a pobreza e a situação de quem não pode pagar a renda da casa e comer sem ajuda da família, digam lá que não tem coragem para fazer estas declarações em público! Alguém alguma vez o irá incomodar da alguma maneira prática? "Os cães ladram e a caravana passa", lá diz o ditado popular!
fisga
12.05.2012 - 03:49
As declarações do vosso fundador não são surpreendentes mas são graves
almaviva
12.05.2012 - 00:19
Entendo e estou como PS na sua indignação. Portugal não merece ter de suportar um PM tão reles como este Coelho. Se ele e a sua cambada de mafiosos inúteis não conseguem resolver o problema do desemprego que se demitam, que se ponham no olho da rua e que deixem Portugal viver da mesma forma que sempre viveu antes desta corja de bandidos assaltarem o poder.
almaviva
11.05.2012 - 20:59
Isto é um apelo às jovens portuguesas que ainda não se prostituem para se prostituirem em nome da nação?


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