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Marcelo Rebelo de Sousa diz que declaração de Passos Coelho foi 'desequilibrada'

12 de Maio, 2012
O comentador político Marcelo Rebelo de Sousa avaliou hoje a intervenção do primeiro-ministro sobre o desemprego como «desequilibrada» e explicou que lhe faltou uma palavra de compreensão para o «lado negativo» do que é estar desempregado.

Em Guimarães para uma conferência subordinada ao tema Solidariedade em Portugal 2012, o professor e comentador Marcelo Rebelo de Sousa afirmou no final à Lusa que Pedro Passos Coelho tem uma «deformação» por ser «muito explicativo».

O primeiro-ministro apelou na sexta-feira aos portugueses para que adoptem uma «cultura de risco» e considerou que o desemprego não tem de ser encarado como negativo e pode ser «uma oportunidade para mudar de vida».

Passos Coelho referiu que «estar desempregado não pode ser, para muita gente, como é ainda hoje em Portugal, um sinal negativo. Despedir-se ou ser despedido não tem de ser um estigma, tem de representar também uma oportunidade para mudar de vida, tem de representar uma livre escolha também, uma mobilidade da própria sociedade».

Questionado pela Lusa sobre estas declarações, o professor e ex-líder do PSD afirmou que a «intenção foi boa» mas que «faltou um toque» que alterasse o discurso.

«Teve uma intenção boa. A de estimular jovens a criar microempresas, a serem criativos, a terem iniciativa, a não baixarem os braços», disse, completando que, «no entanto, a intervenção feita tal como foi é incompleta».

Segundo professor, faltou a Passos Coelho «uma palavra de compreensão para o lado negativo do que é estar desempregado», estado que Marcelo considerou ser «uma provação, um sacrifício» para muitos jovens.

«O ter faltado esse aspecto, que é o aspecto complementar, fez com que ficasse uma declaração desequilibrada», apontou.

Recusando a ideia de «falta de sensibilidade» por parte do primeiro-ministro, o professor afirmou que Passos Coelho «tem uma deformação» relembrando que já lha apontou anteriormente.

«É muito explicativo e racional. Quis explicar que mesmo numa situação de desemprego é preciso tentar vias de iniciativa individual», acrescentou.

Só que, voltou a referir, «isto dito assim, a seco num momento em que as pessoas se sentem penalizadas, frustradas, não realizadas, pode ganhar um sentido que não aquele que se desejava».

Lusa/SOL




35 Comentários
paulopires68f
14.05.2012 - 22:01
Diz o Martelo:

Marcelo Rebelo de Sousa diz que declaração de Passos Coelho foi 'desequilibrada'

Agora digo eu:
Passos-Trafulha foi coerente nas afirmações!?

ps. afirmações desequilibradas de um desequilibrado são afirmações coerentes.
parasol
14.05.2012 - 15:16

parasol
14.05.2012 - 15:15
pinto2007
13.05.2012 - 16:07 Tu é que disfarças mal... já que o Passos nãom presta tentas salvar a face equiparando-o ao Socrates...
São o dia e a noite...
jooliveira
13.05.2012 - 18:38
só faltou corrigir...mas equilibrada para um desequilibrado, tal como se demonstra:
«Vários deputados do PSD queixaram-se, na reunião de quinta-feira do grupo parlamentar, de falhas na articulação política entre Governo e bancada da maioria, nomeadamente no caso do Documento de Estratégia Orçamental (DEO) – onde alguns documentos foram entregues em Bruxelas, mas não na Assembleia»!

E o fim cada vez mais próximo, será antes de 31-12-2012?
pinto2007
13.05.2012 - 16:07
por muito que queira disfarçar, passos coelho está a ficar com os mesmos tiques de socrates!
jdfb52
13.05.2012 - 12:01
Vá lá, este senhor, "educador das massas domingueiro", lá conseguiu admitir o óbvio, mesmo em choque com a sua clubite.
O homem até é inteligente,de vasta cultura, mas exagera na sua presunção e na defesa dos disparates deste 1º Ministro.
Carrera
13.05.2012 - 11:36
ISto até seria compreensível se o Governo tivesse já cumprido as promessas pré-eleitorais de alterar os absurdos e injustiças do novo código contributivo dos Trabalhadores Independentes que, na prática, nega o auto-emprego como forma de fugir ao desemprego.

Por via do modo deturpado como sindicatos e governantes alheados da realidade olham para o trabalho independente, foi criado um código que castiga brutalmente quem ousar ir à luta por conta própria. Com as promessas pré-eleitorais este governo ganhou muitos votos de independentes desesperados pelas regras socialistas, inadaptadas ao mundo liberal da actualidade.

Agora, sem fazer nada para inverter a situação, vir com afirmações deste calibre, mostra apenas alheamento da realidade e indiferença para o despero dos portugueses. Eu posso ir à luta, desde que me dêem leis decentes, que não me ajudem a afundar ainda mais, para manter as reformas e o RSI dos que nada fazem.

Fico, de facto, chocado.
Milhazes
13.05.2012 - 11:34
O Rapaz de Massamá é caso de internamento.
Por muito menos Santana Lopes foi despedido.
fom
13.05.2012 - 11:10
Carrera
13.05.2012 - 10:55
Até que enfim uma abordagem inteligente do assunto!
Em vez dos ataques raivosos a esta associação de malfeitores, feitos pelos defensores e beneficiários de outras associações semelhantes e com os mesmos desideratos.
Governarem-se.
Carrera
13.05.2012 - 10:55
Isto até seria compreensível, se o Governo tivesse já cumprido as promessas pré-eleitorais de alterar os absurdos e injustiças do novo código contributivo dos Trabalhadores Independentes que, na prática, nega o auto-emprego como forma de fugir ao desemprego.

Por via do modo deturpado como sindicatos e governantes de esquerda alheados da realidade olhavam para o trabalho independente, foi criado um código que castiga brutalmente quem ousar ir à luta por conta própria. Com as promessas pré-eleitorais este governo ganhou muitos votos de independentes desesperados pelas regras socialistas, inadaptadas ao mundo liberal da actualidade.

Agora, sem fazer nada para inverter a situação, vir com afirmações deste calibre, mostra apenas alheamento da realidade e indiferença para o despero dos portugueses. Eu posso ir à luta, posso criar o meu posto de trabalho, desde que me dêem leis decentes, que não me ajudem a afundar ainda mais, para manter as reformas e o RSI dos que nada fazem. 300, 400 ou 500% de aumento de contribuições - não dedutíveis em sede de IRS (pagando imposto sobre as contribuições) não é uma proposta séria em nenhum país do mundo. No entanto é a isto que se condena quem ousar criar o próprio emprego como independente.

É miserável e fico, de facto, chocado.
Josemaneta
13.05.2012 - 10:27
Pois é, já não há dúvidas, este coelho sofre de uma doença conhecida por mixomatose, ataca a visão dos orelhudos, no caso cabeçudo.
Tonio
13.05.2012 - 10:11
Era só o que mais nos faltava: Um PM DESEQUILIBRADO. Coisa, aliás, que já tínhamos notado há muito! Triste sina a nossa. Só DISTO é que nos aparece!
fom
13.05.2012 - 07:13
O SOL de parabéns.
Os raivosos, já acordados para um novo Domingo, continuam a colaborar vomitando raiva.
Nem pensam, aproveitam a deixa.
DEIXALA
13.05.2012 - 06:28
Eu também achei que a intenção do 1º ministro foi "boa" mas faltou um toque...com uma barra de ferro no meio dos c..nos!
E lá vai andando o Dr.Martelo fala barato a dar umas (conferências)e ganhando umas massas pois isto não está para lorpas(?)
mundonovo50
13.05.2012 - 01:33
quijote
13.05.2012 - 01:11

Força, Passos Coelho.
O Martelo é um banana ressabiado.

força em quê? em tornar os portugueses escravos? em tornar Portugal o pais mais miserável da Europa? quijote não achas que andas aqui a mais?
quijote
13.05.2012 - 01:11
Força, Passos Coelho.
O Martelo é um banana ressabiado.
grangeio
13.05.2012 - 00:58
Passos, não desistas! Aos poucos, as mentalidades em Portugal irão mudar. Não ligues ao que o pateta do Marcelo diz, porque eles quer agradar a gregos e troianos para ser presidente.
Zedk
13.05.2012 - 00:30
A meu ver, desculpem... fui pôr os óculos, ambos estão altissimamente enganados sobre o País onde vivem, não onde nasceram, visto um não ter cá nascido.

Nem no tempo das cruzados ou na dos cruzado$, algum trabalhador auferiu salários suficientes para sustentar a família, os impostos e as bulas impostas pelos reis, regentes, latifundiários e cobradores reais de Impostos, cada no seu tempo, por vezes todos à unha com receio de não chegar para si.

Por mero desporto copiativo, todos os pequenos patrões e grandes empresários, em Portugal, cuidam de não pagar, a quem os serve, mais do que as leis registam como limites minimos. Não por o pessoal não o merecer ou falta de capacidade económica para o fazer justamente mas, muito exactamente, para evitar a proliferação de concorrentes no ramo que exploram.
Sempre assim foi e sempre assim será, desde que o exercício do poder seja, invariável e despóticamente, exercido pela classe dominadora do sistema.

Claro que o preclarissimo senhor Marcelo e o infante político P. Coelho ignoram as verdades supra mas, indesculpavelmente, vivendo(?) paredes meias com as realidades diárias deste País, tinham obrigação de as não desconhecer mas, em especial pelo lugar que ocupam na sociedade portuguesa, combater tais mentalidades.

Alguém que se pretenda pronunciar sobre o assunto em concreto deve, préviamente, estudar como se relacionam as classes trabalhadora e empresário noutros países europeus. Evitarão disparatar, quem os ouvir ou lêr ficará mais rico e o País muito mais valorizado.

NB: Concluí agora que tenho de mudar de lentes.
mirodri
13.05.2012 - 00:23
como se a opinião deste teórico opinador profissional interessasse para alguma coisa. este já foi humilhado muitas vezes pelas declarações patéticas que faz. uma que me lembro foi que o BCP não tinha risco nenhum de cair mais e depois foi o que se viu quase vai à falencia
Creek
12.05.2012 - 23:59
Porque se preocupam tanto com os " amendoins " e esquecem o ouro ?
Na universidades já não ensinam a lei de Pareto ?
...E este " Tugas " deixam -se ir na conversa ...Depois queixem-se !!!...



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