
O ex-líder parlamentar do PS Francisco Assis defendeu hoje que a direcção dos socialistas deverá definir de forma mais pormenorizada como pretende gerir os casos que envolvem Miguel Relvas com o jornal Público e as secretas.
De acordo com fonte da bancada socialista, Francisco Assis fez esta alusão aos casos que envolvem o ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares na reunião da bancada do PS.
Francisco Assis defendeu que, nestes dois processos, a direcção do PS tem de evitar qualquer tipo de ambiguidade «e definir com precisão o que pretende» no plano político.
No final da reunião da bancada socialista, o líder parlamentar do PS, Carlos Zorrinho, estabeleceu os principais objectivos em relação à situação dos serviços de informações e aos casos com o ministro-adjunto e dos Assuntos Parlamentares.
Por um lado, Carlos Zorrinho desafiou a maioria PSD/CDS a aprovar o projecto do PS sobre reforma dos serviços de informações e, por outro lado, considerou que o ministro Miguel Relvas ainda tem muitas contradições por esclarecer na «nebulosa» das secretas.
Além de Francisco Assis, também o deputado socialista Sérgio Sousa Pinto falou destes casos relacionados com Miguel Relvas na reunião da bancada do PS, mas para negar que, na reunião da semana passada, tenha pedido a demissão do ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares e que tenha defendido a necessidade de se fazer "uma exploração política" desta controvérsia.
«Só a expressão exploração política repugna-me», afirmou Sérgio Sousa Pinto perante os deputados do PS, desmentindo assim notícias que foram publicadas em alguns órgãos de comunicação social.
Lusa/SOL