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Aprovada redução de dirigentes na administração local

1 de Junho, 2012
A lei que vai reduzir o número de dirigentes na administração local foi hoje aprovada na generalidade na Assembleia da República, com os votos favoráveis do PSD e do CDS-PP.

O documento mereceu os votos contra do PCP e de Os Verdes e a abstenção do BE e do PS.

O novo estatuto do Pessoal Dirigente dos Serviços e Organismos da Administração Central, Regional e Local do Estado define «regras e critérios aplicáveis à criação e ao provimento de cargos de dirigentes na administrarão local», nomeadamente nas câmaras municipais e nos serviços municipalizados.

Para definir quantos dirigentes deve ter um determinado municípios, este documento tem em conta, por exemplo, o respectivo número de habitantes, a população em movimento pendular e o número de dormidas turísticas.

A aplicação deste diploma, segundo o Governo, resultará «numa redução do número de cargos dirigentes em número não inferior ao comprometido pelo Estado português» no âmbito do acordo com a ‘troika'. Esta legislação, aprovada no início de Maio pelo executivo, levará à redução de 600 a 1.200 chefias municipais até ao final do ano, cortes que atingirão sobretudo 40 municípios.

No Parlamento, o ministro Miguel Relvas, que tutela as autarquias, considerou que «a redução dos quadros dirigentes a nível local racionaliza custos sem diminuir o grau de eficácia dos municípios».

«Uma autarquia não é mais eficiente porque tem uma maior estrutura de dirigentes. A eficiência mede-se pela qualidade dos serviços à população», destacou.

Já o PCP e Os Verdes consideraram que esta lei é «um golpe no poder local».

José Luís Ferreira, de Os Verdes, considerou que «a limitação dos cargos dirigentes vai causar a desestruturação dos serviços» e que «a proposta do Governo visa apenas a extinção dos serviços públicos».

A deputada Paula Santos, do PCP, considera que, «mais do que reduzir despesa, o grande objectivo é atacar os serviços públicos» e diminuir a capacidade técnica das direcções, das autarquias para «encaminhar os serviços para a privatização».

A lei vai agora ser discutida na especialidade na Comissão do Ambiente, do Ordenamento do território e do Poder Local.

Lusa/SOL




8 Comentários
partidocracia
03.06.2012 - 19:21
Os políticos nunca admitirão isto, mas em Portugal a fonte de corrupção é o parlamento. É assim porque não há voto nominal na eleição dos deputados. A ida para o parlamento depende mais dos "lugares elegíveis do que dos votos. Não podendo negar-lhes o voto, o eleitorado não tem meios de os escrutinar. Um voto em listas não elege nem escrutina nada.

Fica fácil aos grupos de interesse entenderem-se com os caciques do parlamento, pois não têm o escrutínio do eleitorado para "interferir". Mantêm uma influência sobre a governação que se sobrepõe à do eleitorado. É impossível à sociedade civil travar essas coisas porque há um núcleo duro dos partidos que não pode ser desalojado do parlamento pela via dos votos.

Assim será enquanto os eleitores não puderem escolher a pessoa em quem querem vota.
novesfora
03.06.2012 - 10:33
Já não era sem tempo.


parasol
02.06.2012 - 20:05
mundonovo50
02.06.2012 - 11:31 A tua "historia" só tem um defeito: é mentira...
mundonovo50
02.06.2012 - 11:31
aqui há uns anos ouve uma regata entre uma equipa japonesa e outra portuguesa, ambas eram constituídas por 10 tripulantes os barcos eram praticamente iguais a equipa japonesa tinha um chefe e um subalterno e oito remadores, a equipa portuguesa tinha um chefe, um subchefe, dois adjuntos dois controladores e 4 remadores, a equipa japonesa ganhou a regata com muita facilidade.
parasol
02.06.2012 - 10:19
mundonovo50
01.06.2012 - 23:53 Estas medidas estavam na moda nos anos 80. As empresas (até as multinacionais) seguiram os "Gurus" de então e suprimiram lugares de chefia quanto baste...
Algumas faliram. Por cá assisti a uma que mandou para a reforma antecipada grande parte das chefias, e 3 mêses depois, quase paralisada, contratou os reformados para as velhas funções... Resultado: os felizes contemplados passaram a ganhar o dobro.
Tudo isto para dizer que é uma refinada idiotice decidir acabar com "chefias" só para inteligencias como a tua aplaudirem...

mundonovo50
01.06.2012 - 23:53
para não dizerem que ataco sempre o governo venho dizer que concordo plenamente com esta medida eventualmente o corte deveria ser maior, mas no acordo com a troika também consta a fusão de autarquias e quando se fala em fusão de autarquias são câmaras municipais e não juntas de freguesia, estas ultimas não custam quase nada ao erário público, já as câmaras e respectivos boys ficam muito dispendiosos
Padre
01.06.2012 - 21:47
O mesmo Relvas e Passsos Coelho que andam a tratar dos negócios de favorecimento das empresas dos amigos, hão-de concerteza conseguir dois objectivos paralelos ao nível da Administração Local: o aumento desmesurado dos preços (no caso da água, a comunicação social fala em aumentos de 700% (isso mesmo, setecentos) de forma a torná-los atractivos para o sector privado e depois, por via do desmantelamento de serviços, conseguirá o objectivo seguinte e principal, que é o de abrir a porta aos grandes interesses privados, tipo Águas de Portugal. Pode ser que antes disso, o Mundo dê duas ou três voltas. Vamos ver.
chaparral
01.06.2012 - 20:35
quer-se dizer adeus boys


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