quinta-feira, 23 de Maio de 2013, 1:12
Pesquisa
pesquisar
Emprego Imobiliário Motores
iPad
'Portugueses já não estão perante o abismo'

5 de Junho, 2012
O primeiro-ministro defendeu ontem que, ao fim de um ano de Governo, «os portugueses já não estão perante o abismo» e que está em curso uma mudança económica que é «a mais importante dos últimos 50 anos».

Durante um jantar promovido pela Câmara de Comércio e Indústria Luso-Alemã, no Convento do Beato, em Lisboa, Pedro Passos Coelho considerou que «a envolvente externa» oferece motivos de preocupação, mas que Portugal «está hoje mais forte, mais sólido e mais resistente a contágios adversos».

Numa intervenção de cerca de quinze minutos, o primeiro-ministro referiu que ontem foram conhecidas as «conclusões positivas» da quarta avaliação ao cumprimento do programa de assistência financeira a Portugal e que na terça-feira se cumpre um ano desde as eleições legislativas que deram a vitória ao PSD, na sequência das quais foi formado o actual Governo de coligação com o CDS-PP.

«Os portugueses já não estão perante o abismo com que nos defrontámos há praticamente um ano atrás. Portugal está muito mais preparado para receber investidores e para iniciar um novo ciclo de investimento, ao mesmo tempo que, a prazo, poderá recuperar o dinamismo da sua procura interna, assim que tenha realizado o seu ajustamento interno também», defendeu, em seguida.

Segundo Passos Coelho, Portugal está «a conquistar progressivamente a confiança dos mercados» e os últimos dados estatísticos permitem acreditar que «algo está a mudar na direcção de um ciclo de retorno ao investimento e ao crescimento».

Sem querer fazer um balanço da governação, o primeiro-ministro afirmou que foi mandatado para «recuperar a credibilidade e resgatar as melhores condições de investimento para o país» e que, um ano depois, a economia portuguesa «está a beneficiar de uma mudança que é estrutural e que em termos qualitativos e quantitativos é, sem dúvida, a mais importante dos últimos 50 anos».

Passos Coelho acrescentou que a mudança em curso é «talvez mesmo a mais relevante» desde que Portugal integrou a Associação Europeia de Livre Comércio, em 1960.

O primeiro-ministro alegou que hoje é patente, mesmo para os mais cépticos, que o Governo tem «uma ideia clara» para a economia portuguesa, que passa por «mais democracia económica e diversificação nos mercados».

De acordo com Passos Coelho, a 'troika' composta por Fundo Monetário Internacional, Banco Central Europeu e Comissão Europeia atestou que as reformas estruturais estão «num caminho correcto» em Portugal.

«É o que sucede no mercado laboral, na mobilidade de pessoas e bens, proporcionadas com as reformas que estão também a emergir do arrendamento habitacional, na gradual eliminação dos tradicionais défices da economia portuguesa, como por exemplo na área energética e dos transportes, nos contratos de concessões, na reforma do mapa judicial e nos códigos de justiça, na reforma autárquica, na eliminação das barreiras ao investimento, na eliminação ou redução de custos de contexto, como é o exemplo do 'licenciamento zero', na reestruturação das empresas públicas, principalmente no sector dos transportes, na exigência de mais concorrência no mercado, entre muitas outras matérias», enumerou.

Por outro lado, o primeiro-ministro sustentou que é indiscutível «o êxito» do processo de privatizações, que apontou como uma etapa crucial para a recuperação do país, e deixou um elogio à «grande capacidade de resistência» dos portugueses.

«Têm suportado, em nome do interesse nacional e de uma esperança no futuro, grandes sacrifícios, como o fazem os nossos desempregados», afirmou.

No que respeita à «envolvente externa», Passos Coelho considerou que a União Europeia, em particular a zona euro, atravessa «um momento crucial» e que «os próximos três meses serão decisivos», manifestando-se «confiante» de que serão «novas respostas para a dimensão política e social».

No seu entender, «é crucial a ratificação dos tratados europeus firmados recentemente em Bruxelas».

Lusa/SOL




50 Comentários
ABA
06.06.2012 - 12:10
Portugal nunca saiu do abismo mesmo quando recebia a quintalada do Brasil....o clericalismo domina tudo juntamente com os possidentes políticos, deixando umas migalhas para quem trabalha. Este país aposta no que não presta. Agora pensa que o futebol o irá salvar, pois já passou o período dos milagres de fátima onde onde povo inculto, idólatra e sem formação deposita as suas esperanças que dão milhões à indústria católica.....
Shuvanova Novashuva
06.06.2012 - 12:05
claro que não ! agora estão com a corda na garganta , são levados a forca ...
Zeus
06.06.2012 - 10:50
Portugal continua a ser governado por Saloios das Berças incompetentes e irresponsáveis.

Volvido 1 ano de novo Governo Portugal já não está, de facto, à beira do abismo. Portugal já caiu do abismo. No final do programa da Troika Portugal estará muito pior do que estava há 1 ano atrás. Estima-se que em 2013 a dívida pública esteja nos 118% ao nível da dívida da Grécia (120%). E em todos os outros indicadores, com o desemprego à cabeça, Portugal estará muitíssimo pior do que estava há 1 ano. O desemprego oficial estimado será superior a 16% e o desemprego real será claramente superior a 20%. O desemprego entre os jovens andará próximo de 40% a 50%.

Em contraste com o Governo de Espanha que diz claramente que “Os homens de negro não entram em Espanha”, o Governo de Portugal é subserviente até à exaustão perante a Alemanha e a UE. O Governo Português aceita que a Alemanha e a UE vão buscar dinheiro aos mercados com juros entre 0% e 1% e emprestem esse dinheiro a Portugal com juros entre 5% e 6%. O Governo Espanhol recusa-se terminantemente a submeter-se a essa esccravatura e envia uma mensagem clara para a Alemanha, a França e a UE: se a Espanha for ao fundo, a Alemanha, a França e a UE também vão ao fundo com a Espanha.
vigota
06.06.2012 - 09:12
Quando observo o preço dos produtos essenciais para alimentação "até a àgua" e dizerem que o salário mínimo é BOM, palavra de honra que me passo dos carretos, quem diz isto devia ser espoliado de tudo o que herdou/roubou porque pelo seu mérito estaria na fossa...no tal abismo.
Quere que voltemos aos anos 50? já lá passei, sol a sol 8 escudos por dia?
AJPC
06.06.2012 - 08:49
Antonyjunior
05.06.2012 - 23:43

Este gajo rafeiro alaranjado, só lá vai, é com uma pedrada na caixa córnea.

Este lambe-cus, é pior do que aquilo que eu pensava. Muitos como esta peste na carreira de tiro, era um favor que se fazia à sociedade.
AZULCLARINHO
06.06.2012 - 01:47
Finalmente alguém deu o passo que faltava.
blueberry
06.06.2012 - 01:16
Pois não estamos à beira, porque já estamos lá dentro, evidentemente... e o buraco é fundo, pelo ar fedorento que se respira...
Antonyjunior
05.06.2012 - 23:43
Esta cambada não sabe o que é o abismo...

O abismo é todo o mundo perder o emprego com calotes para pagar...

Sair do abismo é o desemprego começar a ser menor até terminar...

Nessa altura, com 4 ou 5% de desemprego, vão começar a pagar os calotes... ...com ordenados baixos...suficientes mas, não eficientes!

Será a porcaria da lei do ordenado mínimo inventado pela esquerdalha...que não dará para fazer festas.

...quanto a mim, qualquer calão tem competência para ganhar o ordenado mínimo. E, claro, os competentes e responsáveis ganharão muito mais.
Tudo ficará ao critério daquele que verga a mola...seja trolha ou doutor.

Portugal estará onde devia estar já.
oscardarocha
05.06.2012 - 21:54

VIVEMOS NO ABISMO

Evidentemente que não, houve um tempo, saudoso, em que estivemos perante o abismo, agora experienciamos o terror das profundezas do dito.

jcrf09
05.06.2012 - 21:51
'Portugueses já não estão perante o abismo'...

... eu obriguei-os a dar um passo em frente...

...qual abiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiismo! pum!!
jcesar
05.06.2012 - 19:34
O PM está a precisar de óculos!

Após um ano a dívida pública aumentou mais de 20%, o desemprego idem, a recessão também está a aumentar, a despesa do Estado aumenta, a maioria dos Portugueses mais pobres.

Mas segundo o PM de alguns Portugueses estamos melhor.


Zedk
05.06.2012 - 19:25
Se não falharem as ractificações dos tratados europeus, dentro de três anos o FMI é nosso...

Escolha do polvo Paulo, em contraposição com a placa de 1.000 anos.
Zedk
05.06.2012 - 19:25
Se não falharem as ractificações dos tratados europeus, dentro de três anos o FMI é nosso...

Escolha do polvo Paulo, em contraposição com a placa de 1.000 anos.
jofimasa72
05.06.2012 - 18:27
Pelas horas dos comentários da esquerdalhada, bem se vê com que tarefas ocupam o dia.
paralelo40
05.06.2012 - 18:12
Há tolos que não acredtam que isto nunca passou de uma coutada para bandidos e gatunos, durante 800 anos, em via de extinção, pela dialectica interna das coisas.
paralelo40
05.06.2012 - 18:11
Há tolos que ainda acredtam que isto nunca passou de uma coutada para bandidos e gatunos, durante 800 anos, em via de extinção, pela dialectica interna das coisas.
parasol
05.06.2012 - 17:32
Continuo abismado...
AJPC
05.06.2012 - 16:57
Este gajo já não tem cura... Vai morrer da cura.
jdfb52
05.06.2012 - 16:33
Realmente já não está à beira do abismo... já está em queda pelo abismo!
Calleigh
05.06.2012 - 16:00
Os spinn doctors em acção!



PUB
PUB
Siga-nos
Marrocos Portugal
Passatempo SOL & ZOO: Ganhe bilhetes duplos para o Jardim Zoológico de Lisboa.
Siga o SOL no Facebook


© 2007 Sol. Todos os direitos reservados. Mantido por webmaster@sol.pt