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'Portugal não é um rectângulo que definha'

10 de Junho, 2012
O presidente do Governo Regional da Madeira, Alberto João Jardim, afirmou hoje que «Portugal não é o rectângulo ibérico que definha, mas é o mundo que os portugueses constroem».

Jardim falava no âmbito da cerimónia de homenagem aos emigrantes madeirenses, integrada no programa de comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades, que pela primeira vez se realizou junto ao monumento à diáspora na marginal do Funchal, organizada pelo Representante da República na Madeira.

O governante declarou que «para compreender Portugal temos de nos consubstanciar no português andarilho» que fez da emigração a «resposta para as suas ambições legítimas no mundo para onde parte, mesmo em tempo de estratégias continentais decadentes».

Por seu turno, o Representante da República para a Madeira, Ireneu Barreto, afirmou que aqueles que emigram fazem-no sempre com «mágoa e tristeza», mas são«um exemplo e estímulo, em tempo de crise, para ajudar a superar as dificuldades».

«Mesmo que se entenda que sempre fez parte do código genético do povo português partir e descobrir, de buscar algo melhor, de ser dos sete mares andarilho, a verdade é que quando se emigra é, em regra, com mágoa e tristeza», disse Ireneu Barreto.

Junto da estátua ao emigrante na marginal da capital madeirense, o Representante sublinhou que a «energia, vitalidade e talento» dos emigrantes nos países de acolhimento «devem servir de exemplo e mesmo de estímulo para, nestes tempos de crise, superarmos as nossas dificuldades».

Ireneu Barreto considerou também que «está ainda por avaliar quanto do progresso do nosso país, em geral, e da Região, em particular, se deve ao contributo dos nossos emigrantes», opinando que «será significativo e nem sempre devidamente valorizado».

Esta cerimónia ficou ainda marcada pelas críticas ao desrespeito sobre como os emigrantes são tratados pelos serviços da Alfândega no Aeroporto da Madeira por parte do responsável do Clube Social das Comunidades Madeirenses.

«Quero alertar para uma situação que vem ocorrendo na Alfândega do Aeroporto, na chegada de voos, principalmente da África do Sul e Venezuela. Centenas de emigrantes queixam-se da abordagem de vários funcionários, a forma déspota, como são tratados na hora que os fazem abrir a bagagem», afirmou Olavo Manica.

Segundo este representante das comunidades, alguns destes que vieram de férias à Madeira sentiram-se como «criminosos» e afirmaram não ter intenção de regressar.

Olavo Manica defendeu ainda que «urge fazer uma espécie de 'lobby' junto dos nossos emigrantes que ainda possuem reservas monetárias que podiam ser canalizadas para investimentos na região» de poupança, «mas logicamente terá que haver regras claras e incentivos ao investimento, como havia antes».

«Toca aos Governos da República e Regional reunir esforços para cativar novos investimentos dos quais bem precisa o pais», frisou, reivindicando igualmente a criação do Museu do Emigrante na Região.

Usou ainda da palavra o presidente da Assembleia Legislativa da Madeira, Miguel Mendonça, que assumiu ser também «filho de emigrantes», opinou que «nos anos 30 a emigração era um ato de coragem, mas hoje é um ato de inconformismo».

Lusa/SOL




14 Comentários
antas
11.06.2012 - 14:52
-Portugal não é um rectângulo que definha- Uma frase digna de Fernando Pessoa ,que define bem o percurso decadente de um país que já foi dos mais ricos da Europa.A diáspora e a língua são as únicas âncoras que ainda nos dão esperança por isso temos que as perservar.
Há países cuja decadência se deveu a inimigos externos no nosso caso os maiores inimigos fomos nós próprios nem sequer temos o direito de atribuir as culpa aos dirigentes porque se foram maus ,e foram, a culpa de eles lá terem estado e estarem foi nossa.
pontaesquerda
11.06.2012 - 13:13
he!...he!...

este pilha-galinhas merecia ser barrado com alcatrão e coberto de penas!...

...este obeso alimentado a bolota faz sentir pena de uma população que o alimenta!...
quijote
11.06.2012 - 12:30
Foi a extrema pobreza de Portugal que expatriou os portugueses. E essa saga começou já no século XIV quando os portugueses eram apenas 2 milhões.
Viriato Pedrada
11.06.2012 - 08:29
Até podem estar muito zangados e com razão os do Continente com este soba da Madeira. No entanto serve para distrair o povão de outros sobas a viver e a aviar-se no Continente e que tentam passar pelos intervalos da chuvas sem se molhar.

http://viriatoapedrada.blogspot.pt/2012/06/transparencia-carlos-moedas.html

http://viriatoapedrada.blogspot.pt/2012/06/formiga-branca-na-madeira.html
antoniopestana
10.06.2012 - 23:19
Quem definha a olhos visto é o javardo há longos anos no poleiro na Madeira.Tão longos que os porquinhos substitutos desesperam e encetaram a via canibal para tentar chegar ao poleiro.
Antonyjunior
10.06.2012 - 22:00
Fersilva
10.06.2012 - 21:26

Olha lá ó caloteiro, não é por andares à procura de pai que te vou pagar o abono.
Agarra-te ao decreto do emigrado porque...se um dia te apanho a cagar...vais saber o que é ganir!
Depois chora que deste à luz um sapo...
Viriato Pedrada
10.06.2012 - 21:48
Este povo sempre procurou lá fora resolver os problemas que não consegue cá dentro. Triste fado que nunca nos abandonou. Depois das conquistas do território, passou-se a África e mais tarde deu origem à Odisseia dos descobrimentos. Terminada a descolonização eis que nos virámos para a Europa pensando ser a solução. Até parece que temos bichos carpinteiros no sim senhor.

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Fersilva
10.06.2012 - 21:26
"Antonyjunior".....Estás a pedir para te irem à bilha? analfabruto.
Antonyjunior
10.06.2012 - 21:08

Ó Alberto as leis são para toda a gente.

De resto, verifica-se que a esquerdalha não te engole por seres o único que resistiu aos cubanos depois do 25 do 4!

Alguns cubanos esquerdalhos, com fundações, carros e motoristas, à custa dos meus impostos, reformados profissionalmente, continuam a ser heróis para a esquerda ladrona!
Esses é que são os bons...aqueles que os f.oderam e enrabam quando podem!

Tu...manda-os f.oder também...
GALAICOLUSITANO
10.06.2012 - 18:01
Ó JARDINEIRO DA MADEIRA.... JÁ TE ATURO HÁ MAIS TEMPO DO QUE ATUREI SALAZAR. PIRA-TE, CHOVE-TE, PHODE-TE.
paralelo40
10.06.2012 - 17:52
Este indivíduo já está há muito tempo a mais na cena da política. Além disso, não tem competencia para falar de pORTUGAL, PORQUE É MADEIRENSE. vÃO PARA A INDEPENDENCIA, NÃO SEJAM NOSSOS PARASITAS, GOVERNEM-SE, SE SÃO TÃO BONS, MAS DESAMPAREM-NOS A LOJA.
ABA
10.06.2012 - 17:15
Não definha. Já definhou e continua uma lástima, pois há décadas que está entregue a bandidos que o roubam despudoradamente através dos acólitos da UN, fa flama e da fla....Há uma casta de bandidos que colocam milhões off-shore e põem os pobres a pagar os luxos dos banqueiros que nunca cumprirão pena, pois, helas, o magistrado nem sequer tem computador.....coitado, nem ganha para comprar um para executar o seu serviço com rapidez....Há uma coisa que temos: fátima, fado, futebol e corruptos q.b..............
Zedk
10.06.2012 - 16:40
O que se passa no aeroporto do Funchal, é vergonhoso. Poderá alguém, da plebe, pensar que está a presenciar uma atitude persecutória sobre os naturais. Outrotanto não será admissivel por parte de quem, culturalmente, tem obrigação de saber e difundir as regras básicas de civismo.

Eu, cidadão comum e vulgar, sei que, em qualquer repartição militar, a segurança ali colocada está instruída para, em todo e qualquer caso, olvidar as patentes e cumprir com eficácia a sua função.
Nos aeroportos e postos de fronteira, a verificação das bagagens é uma questão de segurança que TODOS os utentes devem respeitar.
É muito portuguesa a MANIA que, pelo facto de serem, ou terem, feito alguma coisa, se tornaram de tal modo importantes que merecem a vassalagem de quem se lhes aproxima.
Nasce-se português mas não se nasce ensinado. Os estabelecimentos escolares em geral, as familas em especial e até membros do governo, por certo, faltam a alguma obrigação, só pode...
Sensor
10.06.2012 - 16:31
DEFINHA porque há meia dúzia de FDP que querem fazer disto a sua coutada privada.

E sendo assim, que "definhe" rápido.


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