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Cavaco diz que é urgente adoptar novas políticas de emprego em Portugal e na Europa

10 de Junho, 2012
O Presidente da República defendeu hoje que os níveis de desemprego em diversos países europeus irão tornar-se socialmente insustentáveis e que é urgente adoptar novas medidas de emprego à escala nacional e à escala europeia.

«O combate à falta de emprego, sobretudo entre os mais jovens, deve estar no topo das prioridades da agenda social europeia. Diversos Estados europeus defrontam-se actualmente com níveis de desemprego que, do ponto de vista social, se irão tornar insustentáveis a curto prazo e a coesão interna de cada país irá projectar-se negativamente na coesão da Europa como um todo», afirmou Cavaco Silva.

«É urgente passar das palavras aos actos e adoptar novas políticas de emprego, quer à escala europeia, quer à escala nacional», acrescentou o Presidente da República, durante a sessão comemorativa do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, no grande auditório do Centro Cultural de Belém, em Lisboa.

Antes, Cavaco Silva voltou a defender que «a imprescindível consolidação orçamental não constitui um valor em si mesmo» e que é necessário «conjugar a dimensão orçamental com medidas destinadas a criar condições propícias ao crescimento competitivo e a promover o emprego e a justiça social».

Em seguida, o Presidente da República considerou que «os líderes da União Europeia estão hoje mais atentos à necessidade de uma política de crescimento e de combate ao desemprego».

O chefe de Estado dedicou a primeira parte do seu discurso ao projecto de integração europeia, lembrando os tempos da assinatura do Tratado de Maastricht e da primeira presidência portuguesa do Conselho das Comunidades Europeias, que teve como lema "Rumo à União Europeia", há vinte anos.

«O Centro Cultural de Belém, simbolicamente situado nas imediações do Mosteiro dos Jerónimos e da Torre de Belém, foi o espaço que acolheu a histórica cimeira dos líderes europeus realizada em Junho de 1992», referiu.

Cavaco Silva considerou que «a união e a solidariedade europeias» que na altura «eram uma opção de futuro são agora «uma condição de sobrevivência do projecto europeu», e advertiu: «Se nos deixarmos abater pelo pessimismo, se crescerem os egoísmos nacionais, se os Estados-membros não valorizarem a coesão e a solidariedade, se não houver coragem para defender a moeda única, se não for adoptada uma verdadeira agenda europeia para o crescimento económico e para o emprego, a União Europeia arrastar-se-á penosamente numa profunda crise».

De acordo com o Presidente da República, «para que o espírito europeu prevaleça sobre os egoísmos nacionais» é também necessário «que cada Estado mostre, perante os seus parceiros, sentido de responsabilidade e empenhamento solidário no reforço da União», que cada um «saiba honrar os seus compromissos, que cada qual saiba merecer a solidariedade dos outros Estados».

Cavaco Silva manifestou-se confiante que «o bom senso e o sentido de responsabilidade irão prevalecer» e que, «à semelhança do que ocorreu há 20 anos, a audácia europeia será o trunfo decisivo».

«Cabe aos líderes europeus de hoje mostrar que possuem a mesma grandeza e o mesmo rasgo estratégico daqueles que, em 1992, dirigiam o rumo da Europa», rematou.

(notícia actualizada às 14h37.)

Lusa/SOL




6 Comentários
litos63
11.06.2012 - 23:58
Nojo.
É a única palavra que me ocorre para definir este tipo...
Só sabe ditar slogans, mas dar ideias... não é com ele...
Não sei como este tipo é formado em economia... e era professor universitário...
Pois, devo-o informar que qualquer analfabeto português deve ter mais deias para a criação de postos de trabalho, do que qualquer um dos governantes e políticos deste país...
Quere um exemplo, sr. presidente? É correr com os que têm 65 anos, estão a receber a reforma da segurança social e continuam a trabalhar na mesma empresa... porque não dão o lugar a outro que precisa de emprego? É bom ganhar dinheiro por dois carrinhos, não é sr. presidente? Os políticos como o sr. também são um bom exemplo disso...
Tenham vergonha e abandonem o país. Para mim são persona non grata
paralelo40
11.06.2012 - 13:01
Isso qualquer um sabe e o pode dizer, ele devia dizer como é esse caminho.
mundonovo50
11.06.2012 - 00:19
enquanto a maioria dos países europeus, especialmente os do Euro, forem governados pela direita neoliberal a coisa não melhora, se os alemães seguirem o caminho dos franceses e correrem com a Merkel outro galo cantará e a esperança dos povos europeus voltará
GALAICOLUSITANO
10.06.2012 - 22:28
QUANDO VOTO SÓ ACERTO EM BANDIDOS. SOCORROOO. AJUDEM-ME.
DEIXALA
10.06.2012 - 17:43
Não há-de ser nada senhor Presidente e depois com umas tretas tudo se resolverá!?
Quando vai de novo passear pelo mundo fora?
parasol
10.06.2012 - 15:41
Hum isto quer dizer que os boys estão a ter dificuldades em arranjar uns tachos?
Vai profunda a crise...


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