 | figueiredobatista 10.06.2012 - 16:03 | |
Politica Escorreita 33.0. A viragem à Esquerda na Europa como forma de combater a Injustiça Politica e Social e, simultaneamente salvar a própria Europa.
Alexis Tsipras, o líder da Syriza, o partido da esquerda mais esclarecido na Grécia, representa as aspirações do povo Grego mas simultaneamente representa também o sentimento de revolta e mudança que cada vez mais varre a Europa. A semelhança do que aconteceu em França com François Hollande, existe um sentimento generalizado em efectivar um grande contra ataque a todas estas políticas injustas e deturpadas, oriundas dos grandes decisores políticos Europeus, particularmente da Alemanha, representada por Merkel, intransigente e implacável, a encarnação do quarto Reich alemão, igualmente nefasto, camuflado sub-repticiamente sob a forma de actuação burocrático-monetaria, a grande arquitecta do neoliberalismo, ultra-radical selvagem, ideologia que se faz sentir de forma nefasta por toda a Europa. A semelhança do que aconteceu em França, com o ressurgir do sentimento generalizado de justiça social, através do arquétipo da revolução francesa ( Liberté; Égalité; Fraternité ), François Hollande não preconizou um sentimento de ruptura em relação ao federalismo Europeu, antes pelo contrario, iniciou uma longa tarefa de complemento deste, do federalismo Europeu, incutindo medidas, como por exemplo, a redução do salario dos políticos em trinta por cento, a redução da idade da reforma e também o aumento do preço dos despedimentos, fazendo com que estes descessem dez por cento, ao contrario do que se apregoa, Alexis Tsipras, o líder da Syriza não pretende de forma nenhuma que a Grécia abandone o Euro, comprometendo-se este e o seu partido, em implementar medidas que salvaguardem estes factor estrutural, nuclear, não só para a Grécia mas com reflexos absolutamente benignos para toda a Europa e com impacto directo no seu federalismo, mas também imprimindo e contribuindo, mediando, fazendo aplicar medidas que possam equilibrar, mitigar, estancar o desnível absurdo entre aquilo que tem sido posto em pratica em termos de medidas que supostamente contribuiriam para estancar a crise e a falha tectónica social, a injustiça social galopante que se assiste, na Grécia particularmente e por toda a Europa. O modus operandi politico e social que se impõe e que devera ser posto cada vez mais e progressivamente em prática na Europa e no seu federalismo esta intrinsecamente associado e não pode ser de forma nenhuma indissociado, deveras esta cada vez mais próximo da Génese do pensamento politico, social, reformista, convergente e progressista de um dos seus mais esclarecidos arquitectos do federalismo europeu e da Europa e visionário criador: Jean Monnet, injusta, hipócrita, deliberada e criminalmente ignorado, por não se encaixar e não ser susceptível de formatar nesta política intimidatória, de terra queimada, segregacionista, sectária, divergente, centralista, vexatória, abnóxia e sobretudo profundamente injusta, no âmbito da perspectiva e do plano politico social emergente indexado ao federalismo Europeu, e que é fruto de uma ideologia já inquinada ela própria, em implosão, o neoliberalismo ultra-radical selvagem. A Democracia esta presente na consciência e alma dos cidadãos, contudo muitas das vezes esta um passo a frente de uma boa maquia de políticos, quer nacionais, quer europeus que nos governam, sobretudo interessados no lavar as mãos, no efectuar de uma parafernália de funções em que preferem subjugar, serem negativamente deterministas, no deixa andar, do que actuar concertada e eficazmente e assim efémeros, não polémicos, não interferindo com os grandes interesses instalados, antes fazendo parte destes como putefias do lábio esborratado, escroques equivalentes a dejectos orgânicos se demitem das suas responsabilidades e para o qual foram eleitos, escarrando lucifericamente e vilmente naquilo que os criou e os fez chegar onde estão, na Democracia, voltando costas e renegando o juramento de “Hipócrates”, equivalente ao juramento quando tomam posse, á Democracia, as responsabilidades sociais e politicas em que paradoxalmente foram eleitos para as fazer evoluir e sublimar, com o intento do reflexo e repercussão nas sociedades democráticas, na responsabilidade e intuito de melhorar a qualidade de vida das populações, dos seus intervenientes, valorizando sobretudo os recursos humanos e não destruindo-os, estes que são também o motor da economia e das sociedades, acautelando os predecessores e gerações vindouras, no actual altamente e desgraçadamente penalizadas por estas politicas destrutivas, circunspectos joguetes do vampirizando indiscriminadamente economias sem olhar a meios, o nojo da constatação do anexar e retirar quase de uma forma medieval, a dignidade e o direito a vida e sobretudo remando a uma só direcção, aniquilando direitos adquiridos ao longo de gerações, retirando o direito ao trabalho e sobretudo a dignidade sem sequer procurar contrapor, equilibrar com medidas concretas e no terreno no objectivo de tentar salvaguardar no mínimo o futuro, o que nos move, a qualidade de vida e justiça social, o direito a cidadania, nacional e incorporada em um federalismo Europeu, funcional, justo, equivalente e que contemple também o futuro das próximas gerações e que não fomente ainda mais a agonia destas, das novas gerações. Constituindo esta, a Democracia, a grande invenção dos nossos tempos, sempre contemporânea dos povos e oraculo da verdade, sim da verdade, por si só, esta mostra-nos o caminho e na altura dos sufrágios, é absolutamente necessário votar, intervir, absolutamente necessário as populações e movimentos cívicos acoplados e independentes fazerem-se ouvir e sobretudo fazer e passar a mensagem do, agir, actuar e não nunca se resignar e no topo do desígnio como diria Winston Churchill, nunca se render. A besta que calca, oprime e dizima a Europa, tem varias caras e vários nomes, alias boa parte dos políticos responsáveis pela actual situação têm a inefável forma de actuar em que as responsabilidades tendem a se diluir,muitas das vezes ofuscados e legitimados por uma espécie de justiça que de todo, e cirurgicamente nos casos fracturantes, não funciona. A besta que desvitaliza e vampiriza a Europa tem as sua faces devidamente a descoberto, o BCE, ( banco central europeu ), o Bundestag ( o parlamento Alemão ) e a chanceler alemã, Merkel. É fácil descortinar que a quando da implementação da moeda única, o Euro em Janeiro de dois mil e dois, os preços dos bens e serviços assim como dos impostos praticamente que duplicaram, em beneficio de quem? Precisamente ao serviço e sobretudo ao serviço das ditas instituições acima enumeradas. É absolutamente necessário que se saiba, que se divulgue, que não se esqueça de que aquando da implementação do euro, as ditas instituições acima referidas anexaram as receitas oriundas das taxas de cambio vindas das respectivas moedas nacionais e mais, como se não bastasse desproveram, assaltaram os respectivos governos e países da capacidade de calibrarem e ajustarem as suas contas internas utilizando precisamente este mecanismo, da operacionalização das taxas de cambio das respectivas e anteriores moedas no intuito de calibrar estatísticas, receitas, de estrutural, o factor de ajustamento, designadamente ao nível do P.I.B (produto interno bruto). É necessário que se abra os olhos e a consciência e que se fomente, se faça difundir o consequente despertar de consciências, no intuito de preservar, salvaguardar os direitos de cada cidadão, no âmbito nacional e também Europeu, protegendo os direitos civis tão arduamente conquistados e preservando também e protegendo as gerações futuras. É necessário despertar e percepcionar que ao se anexar os direitos do cidadão nacional e europeu, impedir e subjugar sub-repticiamente o direito ao trabalho, o que acontece é também um roubo e uma anexação inaceitável a dignidade de cada um e de todos, no âmbito nacional e europeu. É preciso que se entenda que se chegou a um ponto em que ser civilizado parece que já não serve, tal facto, o de ser-se civilizado, de pagar os impostos e obrigações parece insuficiente, e já “que são civilizados“, “então não vão reclamar” a quando do assalto vigente e em curso bem como o vilipendiar de direitos e da dignidade, em suma, parece que o facto de ser ser civilizado, temos e ficamos com a sensação que tal se volta contra o cidadão, de cada país e europeu, é absolutamente necessário agir e não ficar de braços cruzados. Os mecanismos estão a disposição, desde os euro-bonds, necessários a implementação de uma rede de transportes, viária, de comunicações e sobretudo através de medidas concretas e no terreno, concertadas localmente e no combate ao flagelo galopante do desemprego. O federalismo europeu é neste momento, residual, servindo os interesses do BCE e do Bundestag, não compreendendo estas ditas instituições que neste momento a sua própria sobrevivência passa pela simbiose e não antagonismo, pelo federalismo concertado e não isolacionismo, pelo complemento inteligente e eficaz, e não pela asfixia do federalismo europeu a que todos assistimos. Muitas vezes assistimos a que parte dos políticos que nos governam, concretamente, dos centros decisórios político da europa e locais que todos nós sabemos, com algum exercício de memória, sabemos quem são, são altamente contraproducentes, que se veja o exemplo paradoxal da Bélgica, enquanto esteve sem governo, os mercados não se intrometeram, naturalmente no meio-termo e na concertação residira a virtude. A democracia exige que se faça justiça e que se encete todas as formas de luta, excluindo o confronto gratuito, a destruição e o terrorismo, privilegiando o confronto localizado e persuasivo, através da cidadania, do activismo concertado, da revindicação e sobretudo da participação Democrática. O rumo da Europa passa necessariamente pela viragem a esquerda, muito mais que alternância, esta em causa a consciência social emergente na Europa, a dignidade dos povos, e do que cada país encarna e faz enquadrar em um Federalismo, eficiente, justo e eficaz, na Europa.
Jorge Batista de Figueiredo