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PSD aumentou lucros em 2011, PS teve o maior prejuízo

12 de Junho, 2012
O PSD foi o único partido com assento parlamentar a conseguir aumentar os lucros em 2011, cerca de 1,6 milhões de euros, com o PS a declarar o maior prejuízo, segundo as contas entregues no Tribunal Constitucional.

Em ano de eleições, dos seis partidos com assento parlamentar, só o PSD apresenta um aumento de lucros em 2011, com um resultado líquido de 1,6 milhões de euros, um aumento significativo face a 2010, ano em que declarou um resultado positivo de 454 mil euros.

As contas anuais dos partidos, publicadas no ‘site’ da Entidade das Contas e Financiamentos Políticos, vão ser analisadas por esta entidade e posteriormente julgadas pelo Tribunal Constitucional.

O PSD apresenta 8,9 milhões de euros de rendimentos provenientes de «subsídios à exploração», mais 7,8 milhões que tipifica como «outros rendimentos e ganhos» e 4,4 milhões como «outros gastos e perdas».

Os sociais-democratas declararam no balanço consolidado sete milhões de euros de dívidas a fornecedores, e financiamentos obtidos de 3,1 milhões de euros, registando-se ainda no passivo 61 mil euros relativos ao ‘Estado e outros entes públicos’.

O PS foi o partido que declarou maiores prejuízos, com um resultado líquido negativo de 3,1 milhões de euros. No ano anterior, o PS tinha declarado lucros de 1,3 milhões de euros.

Os socialistas mais do que duplicaram as despesas com fornecimentos e serviços externos, 9,7 milhões de euros, quando em 2010 essa despesa foi de 4,4 milhões.

As despesas com pessoal aumentaram de 2,1 para 2,3 milhões de euros, «outros gastos e perdas» ascendem a um milhão de euros.

No passivo corrente, as dívidas a fornecedores somam 1,1 milhões de euros, e os «financiamentos obtidos» 3,3 milhões de euros. Como «rendimentos e ganhos», são declarados três milhões de euros e como «subsídios à exploração» cerca de 8,4 milhões de euros.

O PCP acabou o ano com um prejuízo de 866 mil euros, quando em 2010 tinham registado um resultado líquido positivo de 484 mil euros.

As despesas com pessoal diminuíram em 2011, de 4,3 milhões de euros em 2010 para 4,1 no ano passado, com os «fornecimentos e serviços externos» a representar 3,1 milhões de euros.

As quotas e contribuições somaram 4,6 milhões de euros, menos 364 mil que em 2010, registando-se «outros rendimentos e ganhos» no valor de 4,6 milhões de euros.

O CDS-PP também acaba o ano com resultados negativos: um prejuízo de 78 mil euros, muito abaixo dos 353 mil euros de lucro apresentados no ano anterior.

Quanto ao Partido Ecologista Os Verdes, declarou um prejuízo de 7.653 euros, depois de ter acabado 2010 com um positivo superior a 15 mil euros.

À semelhança de anos anteriores, os socialistas aumentaram o passivo, acumulando 7,9 milhões de euros de dívidas, mais 800 mil euros que em 2010.

Mas é o PSD que apresenta o passivo maior, no valor de 12,7 milhões de euros. Com um resultado positivo, o Bloco de Esquerda viu no entanto os lucros diminuírem drasticamente em 2011, de 565 mil euros em 2010 para pouco mais de 152 mil euros o ano passado. O BE conseguiu diminuir o passivo quase para metade, situando-se no final de 2011 nos 221 mil euros.

O PCP, com um passivo de 2,3 milhões de euros, também o reduziu em cerca de 202 mil euros.

Lusa/SOL

Tags: PS, Política, PSD



13 Comentários
CrisLeiria
14.06.2012 - 10:37
Lá está a máxima: quem está no poder, vai ao pote.
AJPC
14.06.2012 - 09:15
professorvicente
13.06.2012 - 17:52

O negócio destes chulos é do tipo monte branco e do tipo BPN... Ó colega, até parece que anda aqui há pouco tempo!
professorvicente
13.06.2012 - 17:52
LUCROS? Qual é o NEGÓCIO destes CHULOS?
partidocracia
12.06.2012 - 21:11
O QUE É O VOTO NOMINAL? _
é votar numa pessoa em concreto, em vez de se votar num rótulo que representa uma lista. Há muitas formas de o implementar e não são precisos círculos uninominais. O nosso sistema de listas "fechadas" não tem voto nominal mas é simples adaptá-lo para passar a ter. Tal como está, os nossos votos são entregues à lista associada ao rótulo onde se pôs a cruzinha. A ordem dessa lista é essencial para determinar quem recebe os lugares, mas os eleitores não têm "voto na matéria" sobre essa parte essencial. É um monopólio dos partidos, ilegítimo e caso quase único na Europa. Os candidatos nos primeiros lugares têm a "eleição" GARANTIDA. Alguém duvida? Pesquise a expressão "lugares elegíveis" na Net. Basta ler as "gordas".

O QUE É O VOTO PREFERENCIAL?
É uma forma de voto nominal. Pode ser introduzida no nosso sistema de muitas maneiras. A mais simples, e que não prejudica uns partidos em relação a outros, é manter o actual sistema mas abrindo as listas dos partidos à ordenação pelos votos. Cada eleitor vota num candidato em particular, voto esse que também conta como voto na lista a que o candidato pertence. Em relação ao sistema actual, só muda uma coisa: a ordem de atribuição dos lugares passa a ser em função de quem recebeu mais votos. Nenhum candidato tem garantias dum lugar no parlamento, como actualmente.
partidocracia
12.06.2012 - 21:09
1. PARLAMENTO: A CASA DA PARTIDOCRACIA -
Ao contrário do habitual em democracia, os portugueses não têm meios de escrutinar os políticos. A "casa da democracia" é na verdade a casa da partidocracia. O "julgamento nas urnas" é um logro, pois os candidatos colocados nos primeiros lugares das listas dos maiores partidos têm garantia prévia dum lugar no parlamento. Não há julgamento sem a possibilidade de penalização, mas os portugueses não têm maneira de penalizar os primeiros lugares das listas. Podem ser espiões, maçons ou outra coisa qualquer, não interessa. A ida para o parlamento não depende dos votantes, que apenas decidem o número de deputados de cada partido. A raiz do problema é a ausência do voto nominal no sistema eleitoral.

2. EM ELEIÇÕES DEMOCRÁTICAS NÃO HÁ VENCEDORES ANTECIPADOS -
É sabido que faz parte da essência da democracia que o resultado duma eleição não possa estar decidido antes da sua realização. O sistema português não cumpre este critério. Nas eleições legislativas, os candidatos recebem os lugares de deputado em função do lugar que ocupam na lista dos partido e não das preferências dos eleitores. Os candidatos dos primeiros lugares têm um lugar garantido, semanas antes das eleições - são os "lugares elegíveis". Como não existe uma relação entre o voto e a atribuição dum lugar de deputado, os deputados NÃO representam os eleitores. Seguramente representam alguém, mas não é quem vota.
partidocracia
12.06.2012 - 21:09
3. AUSÊNCIA DE ESCRUTÍNIO ORIGINA DESGOVERNO E CORRUPÇÃO -
As consequências deste sistema de listas fechadas são muitas e graves: A) Os barões dos principais partidos não podem ser desalojados do parlamento pela via dos votos. Vivem numa perpétua impunidade. Mesmo quando a votação do partido está em baixa, têm muitos "lugares elegíveis" para onde se refugiar. B) CORRUPÇÃO: os lóbis contornam o eleitorado e agem diretamente sobre os caciques parlamentares para fazer valer os seus interesses. Na prática, são os lóbis que têm representação no parlamento, não os eleitores. C) Cria-se o "fosso" entre "os políticos" e o "País Real". Cresce o sentimento pouco saudável de um político é, por omissão, um vigarista ou malfeitor.

4. IMPEDEM-NOS DE FAZER A NOSSA PARTE NA RENOVAÇÃO DOS PARTIDOS -
D) A ausência de voto nominal bloqueia a renovação interna dos partidos. "Renovação" é uns serem substituídos por outros. É o papel do eleitorado indicar quem vai e quem fica, através dos actos eleitorais. A maneira natural e democrática de conduzir a renovação é que os novos políticos que têm mais votos ascendam gradualmente às chefias dos partidos. Mas com um sistema eleitoral que impede os eleitores de expressar preferências dentro duma lista, o que realmente se faz é impedir o eleitorado de exercer o seu papel na renovação dos partidos. Em consequência, perpetuam-se os caciques e apenas os que têm a sua anuência sobem nas estruturas partidárias.
partidocracia
12.06.2012 - 21:09
5. OS PARTIDOS NÃO ESCOLHEM BONS DEPUTADOS -
E) o monopólio na ordenação das listas tem produzido elencos parlamentares altamente desequilibrados. A certa altura, João Duque afirmou na televisão ter examinado o CV de cada um dos deputados e constatado que nenhum teve experiência de integrar os quadros de administração duma empresa. Os desequilíbrios são nítidos a muitos níveis, por exemplo na representação desproporcionada de maçons e advogados. Lembremos também as frequentes cenas embaraçosas envolvendo deputados. Se fossem os eleitores a ordenar as listas, os partidos passariam a propor bons candidatos, pois ninguém votaria nos outros. Acima de tudo, há a questão de princípio: eleger os deputados é um DIREITO do eleitorado.

6. LISTAS: ZONA DE CONFORTO DOS BOYS -
Não é por acaso que os políticos nunca falam do sistema eleitoral. Não querem que os cidadãos se apercebam do que está errado na "democracia" portuguesa e comecem a exigir mudanças na sua "zona de conforto". Livres do escrutínio, os partidos sofrem todos de caciquismo avançado. Ao longo das décadas capturaram não só o sistema político, como o próprio regime e as instituições do Estado. Os problemas de obesidade do Estado, corrupção e desgoverno vêm daí. É por isso que a denúncia de actos escandalosos nunca resulta em penalização. Até é recebida com indiferença! O pior que pode acontecer a um cacique partidário é passar o mandato seguinte no parlamento. Mas não é possível tirá-lo de lá.
partidocracia
12.06.2012 - 21:08
7. NÃO SOMOS RESPONSÁVEIS POR POLÍTICOS QUE NÃO PODEMOS ESCOLHER -
Quem analisar o sistema português perceberá que é injusta a ideia de que os políticos são maus porque os eleitores não sabem votar. Os portugueses até são bastante exigentes; o problema é que não dispõem quaisquer meios para impor a sua exigência. A maioria das opções usadas em outros países são-lhes negadas pelo sistema eleitoral português. Não podem expressar uma preferência dentro duma lista eleitoral, o voto branco não é tido em conta na atribuição dos lugares de deputado, não têm o direito de iniciativa legislativa, os referendos estão limitados nas matérias sobre que podem incidir, o parlamento pode bloquear iniciativas referendárias, etc, etc.

8. UMA DEMOCRACIA MODERNA TEM SEMPRE O VOTO NOMINAL -
Não é possível desbloquear a partidocracia sem introduzir o voto nominal. Mas para haver sucesso, é essencial fazê-lo duma maneira simples e pacífica, para minorar o risco de negociações "intermináveis". Uma possível maneira é manter o sistema actual, mas com um voto preferencial a ordenar as listas. Estas são incluídas no boletim de voto e os eleitores votam num candidato da lista - que também conta como um voto nessa lista. O método de D'Hondt continua a ser usado tal como agora. Só muda a ordem de atribuição dos lugares, que passa a ser em função de quem recebeu mais votos. Nenhum candidato tem garantia prévia de ser eleito: passa a haver escrutínio.
Adao
12.06.2012 - 20:47
Nada de novo....eles chegaram ao "pote" e como previsto aumentam os lucros....

Agora percebe-se porque esta luta sem regras para ser governo.....
GALAICOLUSITANO
12.06.2012 - 19:01
UM DOS QUE ESTÁ NA FOTO CONHEÇO EU E POSSO GARANTIR QUE SE LHE METEU NOS C@RNOS QUE PERTENCE Á ARISTOCRACIA. PARA MIM É MEEERRDA. COMO MUITOS OUTROS.
JA082MF
12.06.2012 - 15:25
E somos nós contribuintes (conjuntamente com outros negócios obscuros) que alimenta esta CORJA DE PARASITAS !!
GALAICOLUSITANO
12.06.2012 - 15:08
COMO SE VÊ ATÉ CONFESSAM OS CRIMES IMPUNEMENTE. NÃO SÃO PARTIDOS. SÃO LOJAS COMERCIAIS AO SERVIÇO DA MAÇONARIA E DOS LADRÕES. SOMOS BURROS.
TerraQueimada
12.06.2012 - 14:29
Lucros sem vergar a mola, com o suor dos outros e ainda têm um restaurante 5 estrelas, e esta hem.


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