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Ministro da Economia desvaloriza contestação na Covilhã

29 de Junho, 2012
O ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, desvalorizou hoje, em Coimbra, a contestação de manifestantes de que hoje foi alvo na Covilhã, afirmando que «em todas as grande mudanças, em períodos de crise, há sempre vozes descontentes».

O ministro defendeu que, neste período «o mais importante» é manter a coesão social, o diálogo social, e «sempre as portas abertas», entre o Governo, parceiros sociais, trabalhadores e empresas.

«Mostrarmos que Portugal, mais uma vez, é diferente. Já passámos por muitas crises no nosso passado, gravíssimas, e soubemos sempre dar a volta, mantendo-nos unidos e tendo coragem para reformar», sublinhou.

Em conversa com jornalistas, no final de uma conferência que hoje proferiu na Faculdade de Economia de Coimbra, salientou que a razão de ser das reformas, e que na Covilhã foram contestadas, «é o interesse nacional e não interesses privados».

Álvaro Santos Pereira já durante a conferência, que proferiu na sua qualidade de antigo aluno daquela faculdade, realçara que o actual Governo «foi onde nunca ninguém tinha ousado tocar», em relação aos denominados «interesses instalados», para libertar crédito para a economia.

«Eu gostaria de desafiar alguém a mostrar que outro Governo cortou nos interesses instalados como este», nomeadamente nas «rendas excessivas» da energia, observou.

Referiu que o actual Governo «cortou dois mil milhões, pela simples razão de que, a austeridade, os sacrifícios são para ser partilhados por todos».

Respondendo a questões levantadas pela assistência, o ministro da Economia alegou que o abandono do projecto do TGV terá como opção a aposta na «bitola europeia» para as comunicações ferroviárias entre Portugal e a Europa, com duas ligações, uma através de Sines, Lisboa, Setúbal e Madrid e outra no Centro, de Aveiro, Vilar Formoso e Salamanca.

«Estamos em comunicação com a União Europeia para acertar todos os detalhes, para podermos lançar os concursos, mas obviamente que a intenção do Governo é fazê-lo o mais rapidamente possível, tendo em conta os condicionalismos financeiros», do país e da Comunidade, explicou.

O ministro preconizou ainda uma aposta cada vez maior na língua portuguesa como «instrumento económico poderosíssimo» que é, para a criação de redes de negócios e empresariais no âmbito da lusofonia.

«A língua não pode ser só um factor de união cultural, histórica», observou, frisando com as taxas de desenvolvimento que os países de língua portuguesa estão a apresentar «existem sinergias enormes» e aos governos compete dinamizar uma maior cooperação económica, uma maior integração económica.

No entendimento de Álvaro Santos Pereira, para Portugal «parte da diversificação dos mercados passa certamente pela lusofonia».

A Álvaro Santos Pereira coube hoje proferir a conferência ‘Memorando para o Crescimento e o Emprego’, que inaugurou um ciclo da Associação de Antigos Estudantes da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra.

Lusa/SOL




26 Comentários
JA082MF
02.07.2012 - 11:45
ÓH Álvaro , põem-te à tabela com « O COISO » poque qualquer dia és COISADO !! e bem precisas , tu e a pandilha de PATETAS do actual e anteriores(des)governos !!
Marocassemares
02.07.2012 - 10:34
Precisava era de ter levado com um pau de marmeleiro naquele lombo bem anafado... tem cabedal para levar umas quantas do Povo que passa fome!
mundonovo50
30.06.2012 - 19:40
o álvaro teve uma sorte do caraças, qualquer dia nenhum ministro consegue sair à rua tem de andar na clandestinidade, mas nºão tenho pena nehuma deles pois andam a pedi-las
AZULCLARINHO
30.06.2012 - 18:01

Artigo 21.º
Direito de resistência

Todos têm o direito de resistir a qualquer ordem que ofenda os seus direitos, liberdades e garantias e de repelir pela força qualquer agressão, quando não seja possível recorrer à autoridade pública.
JJBAUBAU
30.06.2012 - 15:07
Teve sorte Álvaro. Esta forma de contestação costumeira, dos esquerdonços de barriga cheia, nunca fez mossa. Exactamente como aquela rapaziada dos indignados. Como o seu PM insiste em manter escondido e protegido do povo os responsáveis pelo descalabro, um dia as coisas poderão piorar, e então quando a contestação for feita pelo povo contribuinte e abusado, nada se safará.
Adao
30.06.2012 - 14:31
Juniorzito fascista hoje não lhe vou dar "corda".

Antonyjunior
30.06.2012 - 12:20
Adao
30.06.2012 - 10:52

A frontalidade e coragem dos seus kamaradas é revelada com gritos e insultos. Acreditam eles que, quanto mais gritarem mais razão têm.

Eu gostava mesmo é que esses corajosos dessem umas pauladas ao ministro...
Talvez aprendessem que ser 25 abrileiro "porque sim" não compensa.
Elabrador
30.06.2012 - 12:19
O que resolve este tipo de contestação? Infelizmente temos uma política economica assente no Estado, isto é, temos estado a mais e Investimento Privado a menos. O Estado só sabe criar impostos, taxas, multas e outros esquema para assaltar o povo.
Veja-se o que acontece com a habitação própria. Com a reforma do IMI vamos ter pessoas que passaram a vida a fazer sacrfícios para comprar o apartamento e agora para viver naquilo que é seu têm de pagar mais de €500.00 de IMI. Para se ter habitação - um direito social - temos de pagar a esses políticos. Todos os impostos são legítimos, mas pagar para ter habitação própria é algo que nem o diabo era capaz de fazer.
amdsa
30.06.2012 - 11:56
O povo acordou em 2011,

Contra o Estado, que vive a custa dos privados.
E que levou os privados a onde estão, sem dinheiro para continuar a financiar os seus investimentos. (é a Brisa é a Sonae a emitir obrigações porque não há dinheiro nos bancos)
A economia não tem dinheiro, há desemprego, desemprego é culpa do estado Socialista, foram 15 anos, não foi em 15 meses.

Ainda vai haver alguem a contestar na rua e a paulada os que querem continuar com o estado gordo.

Já contestaram nas últimas eleiçoes, mas...

è só parasitas.

erm2011
30.06.2012 - 11:27
Quando se não tem sentimentos, todo o mundo é seu. Mas cuidado, que talvez o povo esteja a acordar??? Aquelas pessoas estavam desesperadas e o desespero cega, não carreguem de mais.
Adao
30.06.2012 - 10:52
Eu tambem desvalorizo, pois aquilo não foi contestação nem foi nada.
Aquilo que eu valorizaria seria uma contestação onde em vez de indignação encenada, tivessemos indignação popular (apesar de esta lá ter estado, ainda que timidamente)onde o sr aprendiz de feiticeiro promovido a ministro, tivesse levado uma boa "carga de porrada".
Isso sim teria sido contestação e eu garanto que não a desvalorizaria.
Tonio
30.06.2012 - 10:16
Deveriam era terem-lhe atirado com uma pouca de BOSTA à cara!
parasol
30.06.2012 - 08:52
O que mais gostei no "filme" da "contestação" foi o ver um valoroso "contestatario" espojado em cima do carro do Aldrabaro e a olhar muito chatiado para trás porque os kamaradas contestatarios se tinham esquecido de o agarrar...
Teve de esperar angustiado... mas finalmente os outros lembraram-se...
parasol
30.06.2012 - 08:39
joseAldrabarte
30.06.2012 - 00:07 Aldracanalha.
vendap
30.06.2012 - 00:21
quijote
29.06.2012 - 22:16
He...he..he..estava tudo bem enquadrado.
joseduarte
30.06.2012 - 00:07
A CANALHA POLÍTICA pedincha botinhos para ser eleita, mas depois desvaloriza sempre os "descontentes" - como se estes fossem simplórios ou alienados, cuja opinião não conta.

Ou seja: para botarem os botinhos, nas eleições, são válidos e conscientes. A sua opinião conta, vale a pena fazer campanhas e assar sardinhas, em comícios e cartazes e sites e assim.

Mas uma vez contados os botinhos, e eleitos os Álvaros da vida, a opinião da maralha vale... ZERO.

E é esta a nossa Partidocracia, pretensa "democracia".

A carneirada é chamada de tempos a tempos para botar o botinho, e aliciada pelos vários partidos. Invariavelmente, escolhe o Centrão Podre.

Depois, a coisa corre mal. E certos carneiros rebelam-se.

Invariavelmente, os representantes do Centrão Podre desvalorizam isso. E o circo repete-se.
Portugalix
29.06.2012 - 23:36
Carapeteiro
29.06.2012 - 22:50

Desculpe eu disse alguma mentira será que o burro não escreveu o livro….????
ASS1719
29.06.2012 - 23:32
ÁLVARO, É MELHORE REGRESSARES A VISEU, E ABRE UMA PASTELARIA, SÓ COM PASTEIS DE NATA.
jcesar
29.06.2012 - 23:22
«Eu gostaria de desafiar alguém a mostrar que outro Governo cortou nos interesses instalados como este», nomeadamente nas «rendas excessivas» da energia, observou.

Cortaste mas os consumidores estão pior, pagam muito mais impostos, e estão a pagar muito mais pela energia, por isso só estão a perder.
atalaia
29.06.2012 - 22:53
Hasta quando abuteres Intercindical patiencia nosta?As maiorias slenciosa não levam a lado nenhum.Logo...quem te avisa teu amigo é...



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