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Movimento CFC exige demissão de Macário Correia

10 de Julho, 2012
O movimento autárquico Com Faro no Coração (CFC) exigiu hoje a demissão de Macário Correia da câmara de Faro, para sair da actual «situação bloqueada e a apodrecer», que põe «em risco o Estado de Direito democrático».

Em comunicado, o movimento liderado pelo ex-presidente da Câmara de Faro José Vitorino reclama também a demissão do presidente da Assembleia Municipal de Faro, o socialista Luís Coelho, que considera co-responsável com a «conduta anti-democrática» de Macário Correia.

Em declarações à Lusa, José Vitorino acusou a coligação autárquica PSD/CDS e o PS de constituírem uma «troika partidária» e de estarem «sempre concertados no pior sentido», apontando como exemplo os «comportamentos anti-democráticos» do presidente da Assembleia Municipal nas últimas semanas.

«O PS deve assumir a co-responsabilidade plena de todas as decisões deste mandato relativamente ao PSD e ao CDS, o que é muito grave, porque deixou de haver oposição e estamos a caminhar para uma situação de pré-ditadura», sustentou.

Assegurou que o pedido de demissão de Macário Correia não se deve à deliberação judicial que determina a perda de mandato por actos lícitos alegadamente praticados em Tavira, mas sim por um conjunto de comportamentos praticados em Faro.

Entre eles estão os que levaram a um pedido de explicações do Ministério Público devido à utilização da figura dos «estudos de conjunto» em substituição do Plano Director Municipal (PDM).

O CFC reivindica a autoria da queixa ao Ministério Público, que posteriormente avançou com uma acção para declarar a ilegalidade de seis deliberações da Assembleia Municipal no sentido da suspensão do PDM em algumas situações.

«Mais uma vez, e em todos os casos, a concertação PSD, CDS e PS funcionou, com votos a favor», observa o comunicado do CFC, sublinhando que as primeiras queixas apresentadas pelo CFC datam já de 2010.

Além desse «facto novo», José Vitorino apontou também o alegado boicote dos três partidos à comissão de estudo dos novos parquímetros da cidade e a «conduta antidemocrática» da «troica partidária» nas últimas sessões da Assembleia Municipal de Faro.

«O que fizemos hoje foi dar dois valentes murros na mesa, porque em termos deste mandato autárquico a situação revela-se perfeitamente pantanosa», afirmou o ex-presidente da Câmara de Faro à Lusa, referindo-se ao pedido de demissão dos dois mais importantes responsáveis autárquicos do concelho.

No comunicado, o CFC pede à população de Faro que dê «uma enorme vassourada democrática» nos três partidos mais votados nas últimas eleições de 2009, «a bem dos munícipes e para inviabilizar mais concertações entre o PSD, CDS e o PS».

Contudo, defende que esse acto só deve ter lugar nas próximas eleições, «porque faltam apenas 13 meses para terem lugar».

Lusa/SOL




4 Comentários
Zedk
13.07.2012 - 21:31
Que se demita ???? Tá bem... Mas sem reformas. Nem a perpétua Coitado, só pede duas.
Massilva
11.07.2012 - 15:18
Antes de pedirem a demissão de Macário Correia, deviam pedir a demissão de muitos vigaristas do seu próprio partido, que fizeram e continuam a fazer bem pior . Isto se tivessem vergonha na cara, claro. Afinal, o que é que o homem fez que os outros autarcas não etejam fartos de fazer?
elpontinho
11.07.2012 - 14:26
Mais um pilantra que já devia estar na rua
CurvaDeLaffer
11.07.2012 - 11:41
Se o território de cada autarquia fosse um círculo uninominal, a assembleia da república teria de ter 308 deputados, não 230. E mesmo assim, vejo muito gente dizer que há deputados a mais. E câmaras, não?


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