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Jardim aconselha pessoas a manter património

15 de Julho, 2012
O presidente do Governo Regional, Alberto João Jardim, aconselhou hoje as pessoas a não venderem os seus patrimónios para enfrentarem as actuais dificuldades porque depois da crise sucede «uma retoma da economia».

«Há quem esteja a sonhar que com a debilidade da economia a Região vai voltar para trás e que com as dificuldades actuais a direita pensa que chega aqui e compra tudo ao desbarato», disse ao dirigir-se à população do concelho de Boaventura, à saída da missa, no norte da Madeira onde foi explicar o Plano de Ajustamento Económico e Financeiro.

Alberto João Jardim apelou aos habitantes para que «não vendam nada e não cedam nada. Isto é passageiro».

«De todas as crises sai-se outra vez para uma retoma da economia e deixem as corujas e os abutres que andam por aí em cima do que é vosso, que pensam que isto vai voltar à ‘Madeira velha’».

«Isto não vai voltar para trás que eu não deixo», assegurou.

O presidente do Governo Regional aproveitou a ocasião para apelar à deslocação no próximo domingo à Festa da Liberdade, organizada pelo PSD-M na Herdade do Chão da Lagoa para uma prova de demonstração da «força do povo madeirense» e da sua fé na autonomia política.

«Se Deus me der vida e saúde, estou aqui para aguentar convosco e chegar ao fim do meu mandato, em 2015, com as coisas arrumadinhas e continuar com o processo para a frente», declarou, ao contrário do que pensa relativamente a Portugal: «nunca vi na História de Portugal um regime político bater com o País no fundo», reiterando não acreditar que o mesmo consiga recuperar o País.

O presidente do Governo Regional seguiu, depois, para Ponta Delgada e São Vicente.

Lusa/SOL




3 Comentários
Marocassemares
16.07.2012 - 11:11
O Homem pode parecer louco, e em muitas coisa não concordo com ele... mas as vezers tem mesmo razão e não tem papas na lingua!
antas
15.07.2012 - 16:04
Este alerta embora por motivos diferentes não deixa de merecer atenção.
A proliferação de lojas para comprar ouro ,os leilões a preços de saldo de casas penhoradas pelos bancos e até o abandono de aldeias inteiras ,parecendo uma estratégia de longo prazo para um dia serem compradas por atacado e também a preços de saldo por grupos poderosos.
São indicadores preocupantes de uma nova classe de proprietários à custa de mais empobrecimento da maior parte da população condenada a trabalhar para sobreviver sem perspetivas de promoção social.
Trata-se de uma aplicação moderna do que aconteceu na idade média às populações que foram violentamente expropriadas cujos sobreviventes foram transformados em servos da gleba.
Se consultarmos a nossa História podemos ver que as palvras -presúria- e -ermamento-significavam respetivamente:
Reivindicação ou reconquista, á mão armada.
Repartição de terras, reconquistadas aos Moiros.
Posse de terreno com justo título.
e:
Tornar-se ermo ou despovoado.
Estranhas coincidências.
Só falta mudar os versos.
As armas e os barões assinalados.
por:
O capital e os banqueiros associados.
----
Acrescento a expressão «bomba de neutrões» que ouvi num documentário sobre a crise do subprime na América.
Tal expressão foi usada por um especulador que já antes do estoiro da bolha imobliária previa a «eliminação»dos donos ficando as casas intatas e ao preço da chuva.
Se querem ficar com os dedos não deixem que lhes saqueiem os anéis.

quijote
15.07.2012 - 15:38
O problema é o IMI.


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