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Síria: Portugal recusa argumento do veto russo e chinês na ONU

19 de Julho, 2012
Portugal rejeitou hoje no Conselho de Segurança o principal argumento da Rússia e da China no veto à resolução dos países ocidentais sobre a Síria, e previu «consequências graves» da inacção do organismo.

Apresentado pelo Reino Unido, e subscrito por Portugal, Alemanha e Estados Unidos, o projecto de resolução teve hoje votos favoráveis de 11 membros do Conselho de Segurança, as abstenções de África do Sul e Paquistão e o voto contra da Rússia e da China, que defenderam que a ameaça de sanções abria caminho a uma intervenção militar no país.

Para o embaixador de Portugal junto da ONU, Moraes Cabral, o texto «excluía claramente qualquer possibilidade de intervenção militar».

«Ao contrário do que alguns argumentaram, a imposição de sanções na eventualidade de incumprimento continuado não seria automática, requereria outra resolução do Conselho de Segurança», adiantou o diplomata.

O principal objectivo, afirmou, era dar mais força ao Plano Annan, prevendo consequências para o seu incumprimento, por forma a «assegurar o fim da violência imediato e promover um ambiente no terreno sem o qual a reconfigurada UNSMIS não poderá levar a cabo tarefa mandatada».

O projecto renovava o mandato da missão de observadores da ONU para a Síria (UNSMIS) por 45 dias e ameaçava aplicar sanções, caso o governo sírio não deixe de usar armas pesadas e não retire dos centros populacionais no prazo de dez dias.

A intervenção do diplomata português foi mais moderada que a de outros pares ocidentais, sobretudo da embaixadora norte-americana.

Susan Rice considerou o veto duplo «ainda mais perigoso e deplorável» do que os anteriores, em Outubro de 2011 e Fevereiro deste ano.

Perante o assunto mais importante na agenda, o Conselho de Segurança «falhou totalmente» e teve «outro dia negro», adiantou Rice, prometendo «intensificar o trabalho» fora do órgão da ONU para «pressionar o regime de Bashar al-Assad e prestar ajuda aos carenciados».

Mark Lyall Grant, embaixador britânico na ONU, defendeu que as preocupações russas e chinesas em relação a uma intervenção militar eram irracionais e o veto significa «mais sangue derramado e uma descida para a guerra civil».

Para o embaixador francês, Gerard Araud, o veto foi mais uma manobra «para ganhar tempo para o regime esmagar a oposição», e Peter Wittig, embaixador da Alemanha, afirmou que a resolução era uma «hipótese realista, talvez a última, de quebrar o ciclo vicioso de violência» na Síria.

Após a votação, o embaixador português sublinhou que a violência tem tendência a agravar-se e que as forças armadas sírias continuam a usar «indiscriminadamente tanques, artilharia pesada e helicópteros» contra populações civis.

Lamentou «não tenha sido possível» manter uma pressão «unida, sustentada e eficaz» do Conselho de Segurança «sobre todas as partes e as autoridades sírias, em particular, à luz das responsabilidades primárias que tem no plano Annan».

«Portugal está profundamente desapontado que o Conselho não tenha conseguido manter-se unido em torno Plano Annan e dos esforços do enviado especial», disse.

A incapacidade de o fazer tem «consequências graves», afirmou Moraes Cabral.

Os países ocidentais «tentaram ao máximo manter a unidade do Conselho», afirmou, e Portugal continua disponível para alcançar dentro do Conselho de Segurança medidas de «apoio significativo e eficaz aos esforços» do enviado especial.

Os últimos acontecimentos em Damasco «sublinharam dramaticamente a necessidade de uma acção urgente e concertada do Conselho», declarou.

Lusa/SOL




9 Comentários
sinadelis
29.08.2012 - 01:08
Pedrox parece que falhou.
thedarkx
28.07.2012 - 16:04
Portugal deveria ter vergonha de apoiar regimes terroristas.
pedrox
27.07.2012 - 23:49
Vendap
A preposito a partir da meia noite a contagem passa para 5 em comtagem decrescente!Nao se esqueça aponte!
A estrada da democracia já está desbloqueada ,que cahatice para os comunistas ,liberdade de escolha ...coisa horrivel!!!!Democracia ,santo deus isso é que não,o comité central suicida-se coletivamente!-
Niajar
24.07.2012 - 13:12
Hoje vomitei fél ao ler o J.N. o seguinte:As Milicias afectas ao regime e tropas de elite do genocida, louco, sadico,nazi,filho de uma grandessima Pvta do Bashar -Al assad deu ordens para que o seu exercito entrá-se em todas as casas dos arredores de Damasco a onde se combatia e as casas onde tivessem jovens ,AS MÃES ERAM OBRIGADAS A ESCOLHER O FILHO QUE DEVERIA MORRER !

Perante isto eu quando vejo os Filhos da Putha que tem o desplante de defender este psicopata assassino apatece-me dizer que todo o filho de uma putha que defende este demonio com aparencia de gente só podem ser outros sádicos ,psicopatas FILHOS DA PUTHA iguais a este patife sádico.MORRAM C_ABRÕEES.S Seus repteis nojentos,vampiros satanicos ,ganhem um pingo de vergonha nesses focinhos nojentos quando defenferem este genocida e pensem num segundo o que aconteceria se entrassem em vossas casas e VOS OBRIGASEM A ESCOLHER O FILHO QUE DEVERIA MORRER PENSEM CABROEES ESTUPIDOS ,ORDINARIOS////////,
pedrox
19.07.2012 - 23:23
Por acaso aqueles jovens sirios com 18 a 20 anos que se manifestavam pacificamente e ingenuamente contra a ditadura de Assad apenas com cartazes e que foram mortos a queima roupa logo ali no meio da rua e em seguida atirados como animais ao Rio ,entendiam muito dessa politica geostrategica Anglo -Americana ,Rssss .....tanto ignorante fosca-sssseeee....As crianças torturados com apenas 9 e 10 anos tambem estavam muito dentro dessa problematica ,,,,»»»»!!!!!!--
Niajar
19.07.2012 - 22:01
A Russia e a China deveria de ter vergonha de opoar um regime genocida ,uma ditadura com 50anos ,a troco de que ???Pois o Porto da Tartus ,nende-se consciencia baratas ,mas governos comunista como o Chines ou o Neo comuna Putin teram consciencia ou sabem o que sao direitos humanos ,os comunistas do forúm tem consciencia do que mencionei? tambem creio que nao!
Niajar
19.07.2012 - 21:32
China e Rusia sao cumplices do longo genocidio feito pelo assassino assad mé simplesmente vergonhosa a sua actitude de veto .Os rebeldem jésmagam a ditadura Siria em Damasco enfrentando corajosamente a tirabia do regime ao qual Moscovo fornece artilharia pesada e Helicopteros,nada vence a coragem desse povo em querer ver-se livre de 50 anos de ditadura.Moscovo irá pagar caro pelo facto de estar ao lado do ditador e nao do povo Sirio.
antonioalfredo
19.07.2012 - 21:23
Eu peço desculpa da minha ignorância, mas deduzo pelo aquilo que o nosso embaixador disse, que todas as vezes que os nossos aliados diziam era verdade e mais tarde, já não me recordo se era ao não ! Caso, Iraque, Caso Líbia, Caso Afeganistão, e tantos outros. Com a firmeza real das nossas posições, admiro a nossa firmeza, sempre a defender, a verdade e a justiça ! Ou estou errado ? Isto de ler o NYTimes, LAngelos Times, Folha de S.Paulo, Globo, BBC, RT, Pravda e China News, leva-me a deduzir que alguém me anda a mentir !
thedarkx
19.07.2012 - 20:09
Portugal deveria ter vergonha de apoiar regimes terroristas.


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