O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, desdramatizou ontem a saída de Francisco Louçã da direção do Bloco de Esquerda (BE), considerando que «os homens valem sempre muito, mas a importância é sempre dos colectivos, das forças organizadas».
Em visita às festas do Barreiro, o dirigente comunista escusou-se a comentar a decisão de Francisco Louçã de não se recandidatar à liderança do BE, considerando que «é uma questão interna do partido e do próprio que decidiu como decidiu».
Ainda assim, questionado sobre o impacto da mudança de liderança, Jerónimo de Sousa defendeu que «os homens valem sempre muito, mas a importância é sempre dos colectivos, das forças organizadas».
Admitindo um longo «relacionamento democrático», o secretário-geral do PCP afirmou que não terá saudades de Francisco Louçã, porque «a vida, como a luta, continua».
O coordenador do BE, Francisco Louçã, anunciou na sexta-feira à noite que não se recandidatará na próxima Convenção, sustentando que «é tempo de uma renovação» do partido, com uma direção liderada por um homem e uma mulher.
«Decidi que na próxima Convenção, no termo do meu mandato como porta-voz do Bloco, não me recandidatarei a essa função», anunciou numa «carta aos ativistas e ao povo do Bloco», publicada na sua página do Facebook.
Na missiva, Louçã afirma que «é tempo de uma renovação da representação pública» do partido.
Lusa/SOL