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PCP diz que Governo já é passado

21 de Setembro, 2012
O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, afirmou hoje perante o primeiro-ministro que o atual Governo «já pertence ao passado», com Passos Coelho a garantir que só os portugueses julgarão o Executivo.

«Hoje há um elemento novo na situação política nacional. Até aqui tínhamos uma política do passado executado por um governo que parecia ter futuro. Agora, com uma nova consciência da maioria dos portugueses, temos uma política do passado com um Governo que também já o é», afirmou Jerónimo de Sousa.

Intervindo no debate quinzenal com o primeiro-ministro, Jerónimo de Sousa disse não saber se Pedro Passos Coelho «vai ser demitido ou não», considerando que «pode demorar algum tempo».

«Mas senhor primeiro-ministro, particularmente o senhor e este Governo, já pertencem ao passado num quadro em que se exige uma rutura e uma mudança da situação que estamos a viver», reforçou Jerónimo de Sousa.

Sobre esta convicção do PCP, o primeiro-ministro respondeu que o Governo tem «observado as regras da democracia como lhe compete».

«Uma democracia tem regras e essas regras tem sido observadas. O Governo tem observado as regras da democracia como lhe compete. E, dentro das suas competências também, exerce o papel que lhe foi confiado pela decisão dos eleitores. E será julgado pelos eleitores. Saber se este Governo é do passado ou do futuro é o que decidirá o povo português».

Para o secretário-geral comunista, as alterações à Taxa Social Única anunciadas pelo primeiro-ministro «não foram a razão única do clamor nacional que se levantou nas manifestações» mas sim «a gota de água que fez transbordar o cálice da vida amarga dos portugueses».

Jerónimo de Sousa defendeu que o Governo «falhou» e acusou o Executivo de exercer chantagem sobre os portugueses ao propor-lhes que escolham «uma das duas árvores em que se querem enforcar», afirmando que «há alternativa».

«Portugal tem potencialidades, desde que se olhe para os nossos recursos, para a necessidade do reforço do aparelho produtivo e da produção nacional. Para esta necessidade fundamental da renegociação da dívida», defendeu.

Ainda sobre as manifestações de sábado passado, que juntaram centenas de milhar de pessoas em várias cidades do país, Pedro Passos Coelho disse que o Governo «tem uma posição de humildade» e disse esperar que outros partidos não reclamem a manifestação que os portugueses decidiram fazer.

Lusa/SOL




2 Comentários
Antonyjunior
22.09.2012 - 13:15
Coitado do Jerónimo...quando enfia dois bagaços fica todo animado, e só sai m.erda...
Sedan
21.09.2012 - 15:37
Então continua aí com a tua cantilena enquanto as reformas vão prosseguindo...mas não abuses da sorte.


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