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Cavaco considera 'ultrapassada' hipótese de crise política

21 de Setembro, 2012
O Presidente da República, Cavaco Silva, defendeu hoje que a estabilidade política é «da maior importância» para Portugal, considerando estar «ultrapassada» a «eventualidade» de uma crise política, que seria «dramática» para o país.

«Cada português pode imaginar o que é que sucederia a Portugal, país que depende enormemente, todos os dias, do financiamento das instituições internacionais para o desempenho das funções do Estado, para o funcionamento das empresas e dos bancos, se juntássemos a essa situação uma crise política», alertou Cavaco Silva, em declarações aos jornalistas depois de presidir à cerimónia de inauguração das duas fábricas de Évora da construtora aeronáutica brasileira Embraer.

Contudo, Cavaco Silva disse pensar que a «eventualidade» de uma crise política «está ultrapassada».

«Seria dramático para Portugal, e cada um, de certeza, está consciente do que é que sucederia a Portugal, se juntássemos às dificuldades de financiamento externo uma crise política», argumentou.

O resultado, segundo o Chefe de Estado, aludindo indirectamente à situação da Grécia, seria apenas um: «Resvalaríamos, inevitavelmente, para a situação em que se encontra um outro país europeu».

Cavaco Silva foi questionado sobre a concentração de trabalhadores que, à sua chegada, se manifestava na zona do complexo fabril da Embraer. Os participantes no protesto encontravam-se a algumas centenas de metros de distância e a comitiva do PR não passou nessa área.

«Estamos numa democracia e, portanto, todas as pessoas têm a liberdade de fazer ouvir a sua voz, desde que cumpram a lei», disse, reforçando, perante outra pergunta dos jornalistas, que «a estabilidade política é da maior importância».

Uma mensagem em que insistiu quando instado a comentar a decisão, anunciada quinta-feira, das direcções do PSD e do CDS de criar o Conselho de Coordenação da Coligação.

«A estabilidade política é essencial para Portugal. Quando a acções de natureza partidária, o PR não faz qualquer comentário».

«O PR tem que ser o primeiro a actuar ponderadamente, actuar com bom-senso e nunca pode deixar envolver-se em disputas políticas partidárias, porque, se o fizer, com certeza que consegue boas notícias da comunicação social, mas deixa de ter influência sobre as decisões», sustentou.

Aludindo à sua experiência como primeiro-ministro e também como Presidente da República, Cavaco Silva frisou que esta «mostra que um presidente que não mantém alguma equidistância entre as diferentes forças políticas e que tem a tentação de falar muito para a comunicação social não tem qualquer influência sobre as decisões».

E, neste momento, acentuou, «aquilo que interessa é que o Presidente da República possa ajudar o país a ultrapassar o momento difícil que atravessa».

«Por isso, compreendem que eu seja ponderado, cuidadoso na utilização das palavras, porque o país está muito à frente do que qualquer exposição mediática», argumentou.

Lusa/SOL




8 Comentários
esteves
21.09.2012 - 19:57

O presidente está a funcionar como válvula de escape da pressão...É verdadeiramente a muleta do governo…Ora aparece à janela a mandar recados ao governo para o povo ouvir e acalmar, ora na aflição apressa-se a convocar o Conselho de Estado dando falsas esperanças ao povo, aliviando a fúria nacional contra Passos e os seus ministros…Podemos dizer que o governo vai entrar numa segunda etapa, a etapa Passos II, com o apadrinhamento do Cavaco…Podemos até dizer que este governo , pós conselho de estado se embora com as mesmas pessoas é já de iniciativa presidencial e Passos vai ter de pagar tributo… Vai ter de modelar e calibrar os ministérios a começar pelo mais incompetente de todos, o das finanças, logo depois do orçamento passar…
Vamos assistir a mudanças e não deve demorar muito...Autra coisa seria impensavel...
DEIXALA
21.09.2012 - 17:55
ahahahahahahahahhahahshahshahahshahshahahahahahahahahahahahahahahsahsahshahahsahahshahahahahhahahahahahahahahhahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahhahahahahahahahhahahahahahahahahhahahahahahahahahahhahahahahahahahahahahahahahahahahhahahahahahhahahahahahahahahahahahahahahahahahaahhaahhahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahhahahahahahahahahahahahahahhaahhahahahahahahahahahahahhahahahahahahahahahahahahahhahahahahahahahahhahahahahahahahahahahahahahhahahahahahahahahahahhahahahahahahahahahhahahahahahahahahahahhahahahahahahahahhahahahahahahahahahahhahahahahahahahahahhahahahahahhahahahahahahahhahahahahahahahhahahahahahhahahahahhhahahahahahahahahahahahahhahahahahahahhahahahahahhahahahahhahahahahhahahahahahhahahahahahahhahahahahahahahahahhahahahahahahahahhahahahahhhahahahahahahhahahahahahahahhahahahahahahahhahahahahahahahahhahahahahahahahahhahahahahahahahahhahahahahahahahahhahahahahahahahahhahahahahahahahahhahahahahahhahahahahahahhahahahahahahahahhahahahahahahhahahahahahhahahhahahahahhahahahahahhahahahahahhahahahahahahahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh
paralelo40
21.09.2012 - 16:41
Motivo: Porque está a ideologia dele e dos seus comparsas no governo. Se não fosse assim ...............l.ç o governo já era.
Viriato Pedrada
21.09.2012 - 15:27
Continuam a viver na mesma casa, mas não dormem na mesma cama. Se não disserem nada cá fora ninguém vai saber mesmo que todos desconfiem.

http://viriatoapedrada.blogspot.pt/2012/09/sondagem-rtp-pspsdcds.html
Sensor
21.09.2012 - 14:53
Hoje em Conselho de Estado (praticamente por unanimidade) vai ser dito exactamente o contrario.

Orçamento aprovado para execução em 2013, e depois: RUA Relvas & Cª! Governo de Gestão até ao fim de 2014 com personalidades INDEPENDENTES, de reconhecida idoneidade e competência técnica !

Simples e claro como a água!
gipsyking
21.09.2012 - 14:53
O Rantanplan desempenharia o cargo com mais competência e dignidade...
tratorderasto
21.09.2012 - 14:47
Eu vou fazer este comentário, mas já estou arrependido.Nas ondas das notícias circula a versão de um pavilhão do Tejo a ser investigado,para mim tudo à beira Tejo deve ser investigado,mesmo o concelho de Estado.
Presidente,o Tejo pode abrir uma crise?
Do caso de dúvida não responda.
ZeferinoNascimento
21.09.2012 - 14:29
Jurou defender, cumprir e fazer cumprir a Constituição. Jurou e não o faz. RELAPSO, está a mais em Belém. RENUNCIE.


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