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Luta pelo ensino particular leva 80 caixões ao Ministério da Educação

25 de Janeiro, 2011
Pelo menos 80 escolas com contrato de associação com o Estado vão levar hoje caixões para a porta do Ministério da Educação para o 'funeral' do ensino particular, num protesto contra as novas regras de financiamento deste sector.

As acções são promovidas por pais e encarregados de educação de alunos de escolas particulares com financiamento público, que se juntaram no SOS Movimento Educação.

O início do cortejo está marcado para as 11h30, na Praça do Saldanha. Cada escola vai transportar um caixão até ao Ministério da Educação.

Os caixões vão ficar com a tampa ao lado, cabendo ao Ministério da Educação fechá-los, iniciativa que os pais encaram como um derradeiro apelo à ministra Isabel Alçada para resolver o problema do financiamento destas escolas.

Mais de 50 escolas, de um total de 93 estabelecimentos com contratos de associação com o Estado, já assinaram também o «compromisso de fecho» entre quarta e sexta-feira. Haverá escolas a fechar um, dois e três dias, segundo o SOS Movimento Educação.

O movimento é dos pais e dos encarregados de educação, mas segundo os seus responsáveis a maioria das direcções das escolas estão solidárias com os protestos.

Os pais e encarregados de educação destas escolas estão ainda a preparar uma manifestação nacional em Lisboa para o mesmo dia em que a ministra Isabel Alçada for ouvida no Parlamento sobre esta matéria, audição que está marcada para 8 de Fevereiro.

Em vigor desde o final do mês passado, o diploma que altera o regime dos contratos de associação entre o Estado e o ensino particular e cooperativo engloba a redução dos apoios do Estado àquelas escolas e colégios. Em causa está a verba a atribuir por turma e ano: o Ministério diz que a verba definida, de 80 080 euros, corresponde ao financiamento do ensino público de nível e grau equivalente. As associações que representam o ensino privado dizem que esse valor é insuficiente e deveria ser de 90 mil euros.

Na semana passada, Isabel Alçada criticou a utilização de crianças nestes protestos e considerou «absolutamente justo» o novo diploma, que coloca este financiamento num patamar «equivalente» ao do ensino público.

Lusa / SOL

 

Tags: Sociedade



6 Comentários
Antiesquerdalha0004
25.01.2011 - 14:31
Funcionário público portuga é mesmo fdp, de mão estendida para o orçamento só ele!
Rufia
25.01.2011 - 13:56
É o habitual espetáculo da mão estendida, ao regabofe do Orçamento, para particular engOrdar!
chaparral
25.01.2011 - 12:50
era bom que fosse para o funeral dos oportunistas que querem os seus filhinhos em colégios particulares, mas os outros que andam no ensino público que paguem para eles, quem não tem dinheiro não tem vícios e quem tem vícios pague do bolso deles, finalmente que temos uma ministra com ideias bem definidas e não brinca em serviço, por mim considero-a a Dilma portuguesa e se o PS a tivesse lançado para Presidente da Républica de certeza que o cavaco tinha mesmo perdido, falta de visão dos partidos, eles não ousam arriscar e o pais cada vez está pior.
factorz
25.01.2011 - 12:17
O Secretário Da Educação tem razão. Fala com conhecimento do caso.

Toca a deitar abaixo os grandes e injustos impérios.


factorz
25.01.2011 - 11:49
Quem pode pagar o ensino nos particulares que pague. Quem não pode não vai.

O ensino público é melhor que o ensino privado.

Já fiz a experiência.

Não se fabricavam resultados como no ensino privado.

Daqui para a frente também se fabricarão os resultados no ensino público, logo ficam em igualdades de circunstâncias.


factorz
25.01.2011 - 10:37
Se não quiserem ir , TÊM de ir. Há duas hipóteses ou são voluntários ou são voluntários à força.




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