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Protestos pela legalização da cannabis em cinco cidades portugueses

7 de Maio, 2011
Lisboa, Porto, Coimbra, Braga e, pela primeira vez, Leiria aderem hoje ao protesto internacional da Marcha Global da Marijuana, defendendo que a legalização da cannabis pode ajudar a combater a crise, nomeadamente através da cobrança de impostos.

Com o lema “Contra a Crise, Legalize”, os activistas afirmam que “especialmente neste contexto de crise económica a legalização da cannabis” torna-se “ainda mais premente”.

“Sabemos que a proibição da cannabis contribuiu para a manutenção e desenvolvimento do narcotráfico com todas as suas nefastas consequências sociais e financeiras”, defende o movimento, alegando que “apenas a legalização poderá combater eficazmente o tráfico e proteger os direitos dos consumidores”.

Para Pedro Pombeiro, porta-voz da marcha de Lisboa, a legalização da cannabis permitiria ao Estado “arrecadar receitas através de impostos e criar uma economia geradora de empregos”.

“Acabar com a perseguição aos consumidores de cannabis contribuirá para uma poupança significativa de recursos, tanto das forças de segurança como do sistema judicial, libertando importantes ferramentas do Estado para lidarem com os verdadeiros problemas do país”, consideram.

O movimento Marcha Global da Marijuana (MGM) lançou uma petição a defender a legalização do consumo de cannabis e seus derivados, que em Abril já tinha recolhido mais de cinco mil assinaturas.

O objectivo do abaixo-assinado, que vai continuar a circular até ao outono, é levar o tema ao Parlamento.

A primeira Marcha Global pela Marijuana (MGM) decorreu em Lisboa em 2006 e, desde então, o protesto estendeu-se ao Porto, Coimbra e Braga. Leiria é a novidade deste ano.

Em edições anteriores, as manifestações reuniram cerca de 3.000 pessoas, mas, nos dois últimos anos, a adesão foi menor, o que Pedro Pombeiro justificou com o facto de ter chovido no dia dos protestos.

Em Lisboa, o início da marcha está marcado para o Largo do Rato, às 16:00. Em Leiria, haverá uma concentração na Fonte Luminosa às 15:30. No Porto a manifestação parte da Praça do Marquês, em Braga do Arco da Porta Nova e em Coimbra do Largo da Portagem, sempre às 15:00.

A MGM é uma iniciativa anual que envolve mais de 300 cidades de todo o mundo.

Lusa/SOL

Tags: Sociedade



8 Comentários
NPEMarijuana
22.05.2012 - 17:58
http://www.facebook.com/pages/NPE-Marijuana/362464180457719 Por favor leiam o manifesto. Se concordarem, partilhem e "gostem" da página. Obrigado!
Antonio Mariano
08.05.2011 - 23:44
Apanha-los, coluca-los numa herdade no Alentejo, bem cercada em arame farpado de maneira a n terem visitas, e ensinar-lhes a cultivarem tudo o que é necessário para comerem e subreviveram. por fim fechar a porta e se n trabalhassem , melhor seria, dado que eram menos a comer e mais a fazer terra para adobos.
Gato Senil
08.05.2011 - 03:17
enquanto a marcha não faz efeito, temos sempre alternativas www.gatosenil.com
tartufo
07.05.2011 - 15:05
É curioso não haver protestos para que haja emprego, e modo de vida!
Que bem fariam nestas acções de protesto, em contribuirem para a cidadania, e limparem as ruas e paredes dos graffitis!
Só consome quem quer, nos anos 60 na Guerra da Guiné já havia a "castannha de cola, e só a comia quem queria....
Antiesquerdalha0004
07.05.2011 - 14:18
E paga pelos contribuintes, certo??? As baratas devem ser esmagadas enquanto é tempo... Mas neste país?
ASS1719
07.05.2011 - 12:07
OS HOMENS E MULHERES DE AMANHÃ...QUAL O FUTURO DESTES JOVENS...(NÃO ESTOU A GENERALIZAR) DESGRAÇADOS, DURANTE TODA A VIDA.
pamaga
07.05.2011 - 11:29
Que remédio, com a crise que vai já não há dinheiro para o pó, venha a cannabis.
ZePovinho
07.05.2011 - 10:55
É, para aturar o Sócrates só mesmo pedrado.


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