sexta-feira, 18 de Abril de 2014, 11:33
Pesquisa
pesquisar
Emprego Imobiliário Motores
iPad
AMI regista recorde de pedidos de apoio

14 de Outubro, 2010
No primeiro semestre deste ano, a Assistência Médica Internacional (AMI) registou um valor recorde de pedidos de ajuda, tendo a fundação prestado apoios a 7026 pessoas.

Em vésperas do Dia Mundial da Alimentação (que se assinala no sábado), a AMI, em comunicado, garante que «nunca» registou, «na sua história, tantos pedidos de ajuda como neste ano», situação que considera «preocupante», uma vez que «começam a faltar respostas que permitam alterar a evolução da pobreza».

Em declarações à Lusa, Ana Martins, directora nacional da Acção Social da AMI, entende que «os porquês são difíceis de identificar» e justifica: «Os números do desemprego estão a aumentar - já vamos nos 10,6 por cento. Por outro lado, nem todos os desempregados estão cobertos pelo subsídio de desemprego e, portanto, têm de recorrer a apoios de instituições como a AMI».

Ana Martins destaca ainda «o corte nos benefícios sociais, que as pessoas tinham mas que deixaram de ter», o que as leva a procurar «não só mais comida mas também mais livros para as crianças, quando os há, material escolar, roupa, tudo o que possa minorar a falta de bens essenciais».

As 7026 pessoas que a AMI já apoiou no primeiro semestre deste ano representam mais do que a organização ajudou nos anos de 2005 e de 2006 e cerca de 75 por cento do total registado em 2009.

De acordo com o comunicado da AMI, também os novos casos de pobreza aumentaram nos primeiros seis meses do ano, uma vez que «só de Janeiro a Junho foram 2474 as pessoas que recorreram pela primeira vez ao apoio social da AMI, um crescimento de 26 por cento» em relação ao mesmo período do ano anterior.

A responsável pela Acção Social da AMI afirma que «o perfil do pobre português não mudou com a crise» e que «Portugal é o país da Europa onde há um maior nível de reprodução no tempo em que as pessoas são pobres, ou seja, filho de pai pobre é pobre».

Por isso, os pobres portugueses são, regra geral, «pessoas em idade activa, com muito baixos níveis ou nenhuns de escolaridade e muito menos formação profissional».

Lusa / SOL

 

Tags: Sociedade



1 Comentário
pamaga
14.10.2010 - 10:53
Será que ninguém vos ouve? Isso aflige-me.


PUB
PUB
Siga-nos
CD Carríssimas Canções de Sérgio Godinho
Assinaturas - Revista FEEL IT (PT)
Siga o SOL no Facebook


© 2007 Sol. Todos os direitos reservados. Mantido por webmaster@sol.pt